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» » » » A data da Páscoa e a Astronomia
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A páscoa, assim como as Festas Juninas, Carnaval e Natal, são festas comemorativas típicas de muitos países inclusive no Brasil. O que poucas pessoas sabem é que na verdade a datação destas festas provém de estudos astronômicos e não foram colocadas no calendário por acaso. A igreja católica acabou incorporando estas festividades e com o passar do tempo, a gênese do significado real acabou sendo esquecida. 

O termo "Páscoa" deriva, através do latim Pascha e do grego bíblico Πάσχα Paskha, do hebraico פֶּסַח (Pesaḥ ou Pesach), a Páscoa judaica, referindo-se ao êxodo ou "passagem" dos israelitas do egito, conduzidos por Moisés.

A comemoração da Ressurreição de Cristo é o ponto de partida para todas as festas do calendário eclesiástico. 

Segundo os fatos históricos, a Ressurreição de Cristo ocorreu próximo do equinócio da primavera (quando dia e noite têm a mesma duração) e durante a Lua cheia, os calendaristas resolveram que a Páscoa devia ser celebrada quando ocorressem esses dois fenômenos astronômicos. Desse modo, as principais festas religiosas passaram a ser regidas pelo movimento lunar e, consequentemente, deixaram de corresponder em cada ano à mesma data; elas tornaram, portanto, móveis. 

A data da Páscoa está ligada ao fim da Quaresma. No início, estabelecer a data da Páscoa foi muito confusional, uma vez que em Roma, desde César, o equinócio foi fixado em 25 de março, enquanto em Alexandria, que detinha uma astronomia mais elaborada, a data foi fixada em 21 de março.
A verdadeira origem da Páscoa


Datação da Páscoa

Gregório XIII foi papa
entre 1572 e 1585.
Em 325 d.C., o Concílio de Nicéia estabeleceu regras bastante rígidas para a determinação da Páscoa: ela é celebrada primeiro domingo após a lua cheia que vier depois de 21 de março, início da primavera no hemisfério norte – e isto substituiria os ritos pagãos de fertilidade.




Mas essa regra baseava-se na suposição de que o equinócio da primavera boreal acontecia sempre no dia 21 de março. Naquela época o calendário utilizado era o Juliano, instituído pelo Imperador Júlio César, que embutia vários erros. Com o passar dos séculos, o equinócio da primavera se afastou do dia 21 de março, fazendo a Páscoa se deslocar pouco a pouco para o verão.


A nova regra estabelece que a Páscoa cai sempre no 1° domingo após a lua cheia eclesiástica (13 dias após a lua nova eclesiástica), que ocorre após (ou no) equinócio da primavera eclesiástica (21 de março).Isso faz com que a Páscoa nunca venha a ocorrer antes do dia 22 de março ou depois do dia 25 de abril. Período que nem sempre coincide com aquele que seria obtido se a definição seguisse critérios astronômicos.



NO ANO DE 1582 O PAPA GREGÓRIO XIII, aconselhado pelos melhores astrônomos da época, decidiu fazer uma reforma no calendário. A partir de então, a Páscoa passou a ser determinada com base no movimento médio de uma lua fictícia e não do verdadeiro satélite.

O novo calendário gregoriano permite que essa lua cheia média venha a cair num dia diferente da lua cheia verdadeira. Em 2001, por exemplo, a lua cheia caiu no domingo 8 de abril e a lua cheia pascoal (ou eclesiástica) no dia 15, o domingo de Páscoa.

Apesar de sempre incorporar as festividades pagãs da antiguidade, a religião católica visa datar a Páscoa como um fato histórico. Mas, partindo da verdadeira datação histórica, a santa Ceia ocorreu em uma quinta-feira, e sua ressurreição, em um domingo, dia 25 de abril.

Convencionou-se comemorar o aniversário da Ressurreição na Páscoa, quando a própria natureza contribui para que esta seja a mais bela de todas as festas religiosas pois é celebrada próximo a primavera, no hemisfério norte, durante a Lua cheia. Com efeito, o Sol, ao passar no equinócio, distribui por igual os seus raios por todo o planeta; a Lua, por estar no plenilúnio, não deixa de iluminar com os seus raios os que à noite celebram a Páscoa; e a Terra, por estar entrando na primavera, faz com que os campos comecem a florir e as aves retornem com seus cantos. 

Fontes:

Astronomia do Zênite
O Livro de Ouro do Universo.

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Autor Felipe Sérvulo

Graduado em Física pela UEPB. Mestrando em Cosmologia, gravitação e física das partículas pela UFCG. Possui experiência na área de divulgação científica com ênfase em astronomia, astrofísica, astrobiologia, cosmologia, biologia evolutiva e história da ciência. Possui experiência na área de docência informática, física, química e matemática, com ênfase em desenvolvimento de websites e design gráfico e experiência na área de artes, com ênfase em pinturas e desenhos realistas. Fundador do Projeto Mistérios do Universo, colaborador, editor, tradutor e colaborador da Sociedade Científica e do Universo Racionalista. Membro da Associação Paraibana de Astronomia. Pai, nerd, geek, colecionador, aficionado pela arte, pela astronomia e pelo Universo. Curriculum Lattes: http://lattes.cnpq.br/8938378819014229
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