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Estrela fria ou planeta errante?

Ainda não está descartada a possibilidade de que o corpo celeste seja um planeta errante, em vez de uma estrela anã marrom. [Imagem: NASA/JPL-Caltech/Penn State University]
Estrelas são quentes e planetas são frios, certo?

Talvez não.



Usando os observatórios espaciais WISE e Spitzer, da NASA, o astrônomo Kevin Luhman descobriu aquela que pode ser a estrela mais fria que se conhece.

Embora não esteja ainda totalmente descartada a possibilidade de que o corpo celeste seja um planeta errante, Luhman aposta que se trata de uma anã marrom - porque elas são muito comuns, argumenta ele.

Neste caso, seria a estrela mais fria que se conhece, com temperaturas similares às do Polo Norte da Terra, variando entre -48º C e -13º C.

O recorde anterior de estrela mais fria que se conhece havia sido registrado pelo próprio Luhman em 2011, em uma estrela com temperaturas entre 26 e 70 graus Celsius.

Anãs marrons começam suas vidas como estrelas, mas não atingem uma massa suficiente para queimar combustível nuclear e irradiar luz como as estrelas comuns.

A nova estrela parece ter de 3 a 10 vezes a massa de Júpiter. Com uma massa tão baixa, ela pode ser um gigante gasoso expulso do seu sistema estelar - se for mesmo uma anã marrom, será uma das menores que se conhece.


Este diagrama ilustra as localizações dos sistemas estelares mais próximos do Sol (entre parênteses está o ano de sua identificação). [Imagem: Penn State University]

Vizinha

Outro detalhe importante da descoberta é que a nova estrela - conhecida como WISE J085510.83-071442.5 - é a quarta mais próxima do nosso Sol, a meros 7,2 anos-luz de distância.

Isso realça mais uma vez que está longe de termos um mapa completo das vizinhanças do nosso Sistema Solar.

Outra descoberta, anunciada há pouco mais de um mês, afirma que pode existir mais um planeta gigante no Sistema Solar.

Com a indefinição sobre se esses corpos celestes são estrelas frias ou planetas errantes, as duas equipes bem podem estar falando da mesma coisa.

O que é importante, porém, é que as técnicas de observação e os novos instrumentos estão permitindo enxergar objetos cada vez mais frios e menos brilhantes, o que traz o prenúncio de novas descobertas a curto prazo.


Brilho térmico


O telescópio WISE foi capaz de detectar essa "estrela planetária" porque rastreou o céu inteiro duas vezes na faixa do infravermelho, observando algumas áreas até três vezes.

Corpos celestes frios, como as anãs marrons, podem ser invisíveis aos telescópios de luz visível, mas seu brilho térmico - mesmo muito fraco - destaca-se bem em luz infravermelha. Além disso, quanto mais próximo um corpo está de nós, mais ele parece mover-se nas imagens tomadas em sequência.

Fonte: Inovação Tecnológica

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Autor Felipe Sérvulo

Graduado em Física pela UEPB. Mestrando em Cosmologia, gravitação e física das partículas pela UFCG. Possui experiência na área de divulgação científica com ênfase em astronomia, astrofísica, astrobiologia, cosmologia, biologia evolutiva e história da ciência. Possui experiência na área de docência informática, física, química e matemática, com ênfase em desenvolvimento de websites e design gráfico e experiência na área de artes, com ênfase em pinturas e desenhos realistas. Fundador do Projeto Mistérios do Universo, colaborador, editor, tradutor e colaborador da Sociedade Científica e do Universo Racionalista. Membro da Associação Paraibana de Astronomia. Pai, nerd, geek, colecionador, aficionado pela arte, pela astronomia e pelo Universo. Curriculum Lattes: http://lattes.cnpq.br/8938378819014229
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