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O que é uma Supernova?



Imagem que, numa noite escura, você olha para o céu e vê uma estrela super brilhante aumentar gradativamente seu brilho em um local que esta nunca fora vista a olho nu. Esta estrela brilhante não é realmente uma estrela, ou pelo menos não mais! Este ponto brilhante que é magnificamente bonito é na verdade o réquiem do fim de uma estrela. Chamamos esta explosão estelar de "Supernova"



Para entender melhor este tipo de evento estelar devemos compreender o fenômeno

Como acontece a Supernova


Ciclo de vida de uma Supernova Tipo Ia e Tipo II
Toda estrela é composta basicamente por hélio e hidrogênio e ela vai consumindo esse combustível ao longo de sua vida até que ele se esgote, ou seja, até que todo o hidrogênio tenha sido consumido. Quando isso ocorre a estrela morre, mas nem sempre ela se transforma em uma supernova. Isso vai depender de seu tamanho.

A explosão das supernovas em geral se dá por ignição explosiva do carbono, para estrelas de massa intermediária (cerca de 8±1,2 M☉ - Massas Solares) ou por colapso gravitacional (desintegração do Fe), para as estrelas massivas.

Quando o núcleo atinge a massa de Chandrasekhar (1,44 vezes a massa do Sol), a densidade central é tão alta que inicia a queima do carbono. Quando a temperatura central atinge 10 trilhões de K, temperatura suficiente para iniciar uma queima explosiva, ela começa a transformar o hélio em carbono através da fusão e inicia a explosão termonuclear. Depois disso, os núcleos de Carbono entram em fusão e se transformam no elementos pesados como o Ferro e enxofre, que por ação da gravidade, entra em colapso. Esse núcleo remanescente tem massa de 1,5 M☉)

Com isso, a ex-estrela, expulsa 90% do material da sua superfície. A energia liberada pelas reações nucleares torna-se maior do que a sua gravidade e a estrela é totalmente dispersada no espaço. 

Assim é feita toda a peça de teatro cósmica intitulada de "Supernova"

Tipos de Supernovas

s supernovas são classificadas em dois tipos principais, de acordo com a classificação proposta em 1941 pelo astrônomo alemão Rudolph Leo Bernhard Minkowski (1895-1976):

Supernovas tipo I, que não apresentam hidrogênio no espectro, e
as supernovas tipo II, apresentam linhas de absorção e emissão de Hidrogênio em seu espectro devido a força de ejeção.

Supernova I

As supernovas do tipo I 

Supernovas do tipo Ia são geralmente originadas a partir de estrelas anãs brancas em um sistema binário próximo. Como o gás da estrela companheira se acumula na anã branca, a anã branca é progressivamente comprimida e, eventualmente, desencadeia uma reação termonuclear descontrolada que eventualmente leva a uma explosão supernova cataclísmica.

Os astrônomos usam supernovas tipo 1a como faróis para medir distâncias cósmicas, porque todas têm uma assinatura no pico padrão de seu brilho.

Supernovas do tipo 1b e 1c também passam por colapsos de seu núcleo, como as supernovas do Tipo II fazem, mas eles perderam a maior parte de seus pacotes de hidrogênio exteriores .
A Supernova 2008D do tipo Ib localizada  na galáxia NGC 2770 , mostrada em raios-X(esquerda) e luz visível (direita), nas posições correspondentes das imagens. imagem da NASA. 

As Supernovas do tipo II
O sistema remanescente em expansão da supernova de 1987, uma supernova tipo II-P, na grande Nuvem de MagalhãesCrédito: NASA

Para uma estrela a explodir como uma supernova Tipo II , ele deve estar em várias vezes mais massiva que o Sol (estimativas executado a partir de oito a 15 massas solares). Como o sol, ele acabará por ficar sem hidrogênio e hélio combustível em seu núcleo. No entanto, ele terá de massa e pressão suficientes para fundir carbono.

O que resta é um objeto ultra denso chamado estrela de nêutrons.


Impressão artística de uma estrela de Nêutrons.
Estrelas muito mais massivas que o Sol (cerca de 20 a 30 massas solares) não explodem como supernovas, elas entrarão em um super colapso gravitacional devido sua massa, conhecidos como Buracos negros.
Impressão artística de um Buraco Negro

Ocorrência e catalogação

A supernova SN 1987A, ocorrida na galáxia satélite da Via Láctea chamada Grande Nuvem de Magalhães, foi a explosão estelar recente mais próxima da Terra, tendo sido observada com equipamentos de duas gerações ou seja os telescópios terrestres e os espaciais. Calcula-se que ocorram, em média, 3 supernovas por milênio no Universo, em cada lado de galáxia (só vemos um lado) que tenha 200.000.000.000 de estrelas. 
Anéis em torno da Supernova 1987A, com a ejeção da explosão da Supernova no centro do anel inteiro

Fontes: 



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Autor Felipe Sérvulo

Graduado em Física pela UEPB. Mestrando em Cosmologia, gravitação e física das partículas pela UFCG. Possui experiência na área de divulgação científica com ênfase em astronomia, astrofísica, astrobiologia, cosmologia, biologia evolutiva e história da ciência. Possui experiência na área de docência informática, física, química e matemática, com ênfase em desenvolvimento de websites e design gráfico e experiência na área de artes, com ênfase em pinturas e desenhos realistas. Fundador do Projeto Mistérios do Universo, colaborador, editor, tradutor e colaborador da Sociedade Científica e do Universo Racionalista. Membro da Associação Paraibana de Astronomia. Pai, nerd, geek, colecionador, aficionado pela arte, pela astronomia e pelo Universo. Curriculum Lattes: http://lattes.cnpq.br/8938378819014229
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