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As Nebulosas (latim para nuvem, plural: nebulae or nebulæ) são os objetos mais belos do Universo. Compostas por nuvens de poeira, compostas também de Hidrogênio e plasma ionizados. Elas se formam através de restos de estrelas que explodiram (supernovas). A gravidade faz o papel de aglomerar estes restos de matéria estelar em um único ponto formando uma nuvem de gás densa. Essa nuvem muitas vezes têm formas peculiares e cores vibrantes, um exemplo é a famosa Nebulosa da Cabeça de Cavalo.

Antigamente, as nebulosas eram quaisquer objetos em formas de núvens que seram observados por telescópios (daí seu nome). A Galáxia de Andrômeda, por exemplo, foi referida como a Nebulosa de Andrômeda (e galáxias espirais em geral como "nebulosas espirais") antes de que a  verdadeira natureza das galáxias fosse confirmada no início do século 20 por Vesto Slipher, Edwin Hubble e outros.

 Nebulosas são frequentemente regiões de formação estelar, como na Nebulosa da Águia. Esta nebulosa é retratado em uma das imagens mais famosas da Nasa, os "Pilares da Criação". Nestas regiões, as formações de gáses, poeira, e outros materiais  agrupam-se em conjunto para formarem grandes massas. A gravidade então atrai mais matéria e, eventualmente, terá massa suficiente para formar estrelas. Os materiais restantes, então, acredita-se formar planetas e outros objetos do sistema planetário.

História da observação


As nebulosas eram observadas desde os primórdios da astronomia. Por volta de 150 dC, Cláudio Ptolomeu (Ptolomeu) registrou, nos livros VII-VIII de seu Almagesto, cinco estrelas que aparentavam como nebulosas. 

A primeira nebulosa verdadeira observada, distinta de um aglomerado de estrelas, foi mencionado pelo astrônomo muçulmano persa, Abd al-Rahman al-Sufi, em seu Livro das estrelas Fixas (964).  Ele observou "uma pequena nuvem" onde a galáxia de Andrômeda está localizada. Ele também catalogou o aglomerado de estrelas Omicron Velorum como uma "estrela nebulosa" e outros objetos nebulosos, como o Aglomerado de Brocchi.  a Supernova que criou a nebulosa do Caranguejo, a SN 1054, foi observada por astrônomos chineses e árabes em 1054. 

Tipos de Nebulosas: 


As Nebulosas são categorizadas de acordo com sua formação forma e característica física. Entre outros tipos temos: As Nebulosas de emissão, As Nebulosas de Reflexão, Nebulosas Escuras, Nebulosas Difusas e Nebulosas planetárias.

Nebulosas difusas: São divididas em duas, e sua principal característica é a sua luz intensa:

Nebulosas de emissão


Nebulosas de emissão são nuvens de gás com temperatura alta. Os átomos na nuvem são energizados por luz ultravioleta de uma estrela próxima e emitem radiação quando decaem para estados de energia mais baixos (luzes de néon brilham praticamente da mesma maneira). Nebulosas de emissão são geralmente vermelhas, por causa do hidrogênio, o gás mais comum do Universo e que comumente emite luz vermelha.

Nebulosa do Anel, também conhecida como  Messier 57M57 or NGC 6720 é uma famosa nebulosa de reflexão.

Nebulosas de reflexão


Nebulosas de reflexão são nuvens de poeira que simplesmente refletem a luz de uma estrela ou estrelas próximas. Nebulosas de reflexão são geralmente azuis porque a luz azul é espalhada mais facilmente. Nebulosas de emissão e de reflexão são geralmente vistas juntas e são às vezes chamadas de nebulosas difusas.
Nebulosa de reflexão Cabela de Bruxa  (IC2118)

Nebulosas escuras



As Nebulosas escuras são nuvens de gás e poeira que impedem quase completamente a luz de passar por elas, são identificadas pelo contraste com o céu ao redor delas, que é sempre mais estrelado ou luminoso. Elas podem estar associadas à regiões de formação estelar . Exemplos são a nebulosa saco de carvão e a nebulosa cabeça de cavalo.

Nebulosa Cabeça de Cavalo ou Barnard 33

Nebulosas protoplanetárias


Uma nebulosa protoplanetária (Sahai, Sánchez Contreras & Morris 2005) é um objeto astronômico que está no episódio de curta duração durante a rápida evolução estelar de uma estrela entre o ramo gigante assintótico (LAGB) e a fase de nebulosa planetária (PN). A PPN emite fortemente radiação infravermelha, e é uma espécie de nebulosa de reflexão. É a antepenúltima fase fase evolução de alta luminosidade no ciclo de vida das estrelas de massa intermediária (1-8 M ☉). (Kastner 2005)

Nebulosa do Ovo

Nebulosas planetárias


As nebulosas planetárias receberam esse nome de William Herschel porque quando foram vistas ao telescópio pela primeira vez, elas se pareciam com um planeta , posteriormente se descobriu que elas eram causadas por material ejetado de uma estrela central. Este material é iluminado pela estrela central e brilha, podendo ser observado um espectro de emissão. A estrela central normalmente termina como uma anã branca. Uma das mais famosas Nebulosas planetárias é a Nebulosa NGC7293, mais conhecida como "Nebulosa da Hélice ou Helix.
NGC 7293, The Helix Nebula
Credit: NASA, ESA, and C.R. O'Dell (Vanderbilt University)

Objetos Herbing- Haro


Os objetos Herbing-Haro (HH)  são pequenas manchas de nebulosidade associadas a estrelas recém-nascidas, e são formados quando jatos estreitos de gás são ejetados por estrelas jovens quando estas colidem com as nuvens de gás e poeira nas proximidades, em velocidades de centenas de quilômetros por segundo. Objetos Herbig-Haro são onipresentes nas regiões de formação de estrelas, e vários são muitas vezes vistos em torno de uma única estrela, alinhados com seu eixo de rotação.

HH 47 HH 34 and HH 2. NASA, ESA, and P. Hartigan (Rice University)



BIBLIOGRAFIA:

Nebulosas escuras. Frankowski & Soker 2009, pp. 654–8, Reipurth B. (1999). "A General Catalogue of Herbig–Haro Objects, 2nd Edition". Retrieved 2009-02-25Kunitzsch, P. (1987), "A Medieval Reference to the Andromeda Nebula"ESO Messenger 49: 42–43,Bibcode:1987Msngr..49...42K, retrieved 2009-10-31Kenneth Glyn Jones (1991). Messier's nebulae and star clustersCambridge University Press. p. 1. ISBN 0-521-37079-5.

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Autor Felipe Sérvulo

Graduado em Física pela UEPB. Mestrando em Cosmologia, gravitação e física das partículas pela UFCG. Possui experiência na área de divulgação científica com ênfase em astronomia, astrofísica, astrobiologia, cosmologia, biologia evolutiva e história da ciência. Possui experiência na área de docência informática, física, química e matemática, com ênfase em desenvolvimento de websites e design gráfico e experiência na área de artes, com ênfase em pinturas e desenhos realistas. Fundador do Projeto Mistérios do Universo, colaborador, editor, tradutor e colaborador da Sociedade Científica e do Universo Racionalista. Membro da Associação Paraibana de Astronomia. Pai, nerd, geek, colecionador, aficionado pela arte, pela astronomia e pelo Universo. Curriculum Lattes: http://lattes.cnpq.br/8938378819014229
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