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Ilustração artística descreve o exoplaneta HAT-P-11b, que mostra sinais de água em sua atmosfera, quando o mesmo passa em frente da sua estrela-mãe.Como a luz das estrelas atravessa a atmosfera inchado em torno do planeta, mostrado aqui em laranja, os cientistas podem detectar a sua composição. [Imagem: NASA/JPL-Caltech
Exo-Netuno
Com dados de três telescópios espaciais - Hubble, Spitzer e Kepler - astrônomos descobriram um céu claro e vapor de água fumegante em um exoplaneta gasoso.
O planeta tem aproximadamente o tamanho de Netuno, o que o torna o menor planeta onde foram detectadas moléculas de qualquer espécie.
O exoplaneta, chamado HAT-P-11b, é classificado como um exo-Netuno - um planeta do tamanho de Netuno, que orbita a estrela HAT-P-11.
Ele está localizado a 120 anos-luz de distância, na constelação do Cisne. Este planeta tem uma órbita muito próxima à sua estrela, fazendo uma volta a cada cinco dias.
Assim, ao contrário do nosso Netuno, é um mundo quente que pode ter um núcleo rochoso.
Céu claro com vapor de água
Nuvens na atmosfera de um planeta podem bloquear a visão de moléculas que revelam informações sobre a composição do planeta e sua história.
Encontrar céu claro em um planeta do tamanho de Netuno é um bom sinal de que planetas menores, mais parecidos com a Terra, possam ter igualmente boa visibilidade para serem estudados.
Na verdade, astrônomos já haviam detectado vapor de água na atmosfera desses planetas, mas as observações foram menos confiáveis porque os planetas pareciam estar nublados.
Os resultados de todos os três telescópios demonstram que o HAT-P-11b está coberto por vapor de água, gás hidrogênio e outras moléculas ainda a serem identificadas - tudo muito quente, devido à proximidade da estrela.

Céu claro e vapor de água encontrados em exo-Netuno
O espectro de transmissão do exoplaneta HAT- P- 11b, com dados observatórios Kepler , Hubble e Spitzerda NASA combinados. Os resultados mostram uma detecção robusta da absorção de água nos dados do Hubble. Espectros de transmissão de modelos atmosféricos selecionados são plotados para comparação. Crédito de imagem: NASA / ESA / STScI


Oceanos e mundos habitáveis
Os teóricos ainda estão trabalhando na elaboração de novos modelos para tentar explicar a composição e as origens de um planeta desse tipo tão próximo à estrela - na verdade, a origem do nosso Netuno ainda é uma incógnita.
Os astrônomos planejam examinar mais exo-Netunos e esperam poder aplicar o mesmo método às super-Terras - planetas maciços rochosos, mas com cerca de 10 vezes a massa da Terra.
Embora o nosso sistema solar não tenha uma super-Terra, o telescópio Kepler está encontrando uma infinidade delas ao redor de outras estrelas.
O telescópio espacial James Webb, programado para ser lançado em 2018, irá procurar sinais de vapor de água e outras moléculas em super-Terras.
No entanto, encontrar sinais de oceanos e mundos potencialmente habitáveis provavelmente ficará mais para o futuro.

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Autor Felipe Sérvulo

Graduado em Física pela UEPB. Mestrando em Cosmologia, gravitação e física das partículas pela UFCG. Possui experiência na área de divulgação científica com ênfase em astronomia, astrofísica, astrobiologia, cosmologia, biologia evolutiva e história da ciência. Possui experiência na área de docência informática, física, química e matemática, com ênfase em desenvolvimento de websites e design gráfico e experiência na área de artes, com ênfase em pinturas e desenhos realistas. Fundador do Projeto Mistérios do Universo, colaborador, editor, tradutor e colaborador da Sociedade Científica e do Universo Racionalista. Membro da Associação Paraibana de Astronomia. Pai, nerd, geek, colecionador, aficionado pela arte, pela astronomia e pelo Universo. Curriculum Lattes: http://lattes.cnpq.br/8938378819014229
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