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» » » » » NASA estuda por astronautas em estado de suspensão em viagem à Marte
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Viagens espaciais permeiam o imaginário humano desde sempre e teve seu auge na década de 1960, quando Estados Unidos e União Soviética disputavam a chamada Corrida Espacial. Deixando de lado teorias conspiratórias, foi naquela época que o Homem pôs seus pés na lua pela primeira vez.

Desde então, inúmeras missões e outros astronautas lograram o mesmo êxito e também deixaram suas marcas no satélite natural da Terra. Conquistada, a Lua deixou de ser o centro das atenções dos cientistas e da NASA, a agência espacial norte-americana, e deu espaço para Marte.

Hoje, o planeta vermelho é alvo de inúmeros estudos que procuram definir tanto se já houve vida por lá quanto a viabilidade de levar o Homem para lá. Para isso, no entanto, algumas barreiras tecnológicas e biológicas ainda precisam ser transpostas, sendo uma delas os efeitos causados pela longa viagem nos astronautas.

Para isso, a NASA anunciou na semana passada durante a International Astronomical Congress, que ocorreu na cidade de Toronto, Canadá, que fechou uma parceria com a SpaceWorks Enterprises para estudar com mais afinco sobre o tema. O acordo com a especialista em engenharia aeroespacial prevê a criação de um procedimento que colocará os astronautas em sono profundo, ou até mesmo em estado de estase, quando o fluxo dos fluidos corpo é parado ou diminuído, durante todo o período do itinerário.


A ideia, conforme destaca o site da Discovery, parece coisa de filme de ficção científica, mas a agência garante que é possível e inclusive já fez alguns testes com humanos. Ao que tudo indica, o procedimento é semelhante ao adotado por hospitais para tratar pacientes em estados graves e que precisam ficar em coma induzido.

Apesar disso, Mark Schaffer, engenheiro aeroespacial da SpaceWorks, prevê um grande desafio a ser superado. Segundo ele, embora a técnica exista, ela jamais foi usada para manter alguém "suspenso" por mais que sete dias. Para a viagem tripulada à Marte, esse limite teria que ser superado em até 25 vezes antes da técnica ser levada em consideração para algo do tipo.

"Jamais precisamos manter alguém neste estado por mais que sete dias. Para essas missões tripuladas à Marte, nós teríamos que pensar em 180 dias. Essa é a meta que estamos trabalhando agora", revelou o engenheiro no congresso.

Diferente dos filmes de ficção científica, que nos colocam em tubos cheios de água, o projeto da NASA prevê uma sala com baixa gravidade e camas verticais onde os astronautas ficarão "amarrados" e serão alimentados por sondas (Imagem: Reprodução / SpaceWorks Enterprises)

















Segundo a NASA, para alcançar esse objetivo os astronautas seriam entubados pelo nariz para receber um agente de refrigeração, que diminuiria a temperatura corporal deles em até 10ºC antes do procedimento ter início. Questionada sobre a alimentação dos tripulantes, a agência disse que durante o período eles seriam alimentados através de sondas intravenosas.
Questões ainda precisam ser respondidas 

Embora tudo pareça muito bem esboçado, tanto NASA quanto SpaceWorks admitiram que ainda há questões que precisam ser solucionadas.

Uma delas diz respeito à perda de musculatura que ocorre naturalmente em viagens espaciais, mas que pode ser agravada pelos astronautas não se exercitarem enquanto permanecem "apagados". Para solucionar essa situação, o sono profundo seria induzido em uma sala especial que tem alguma gravidade para impedir a acentuação do problema.

Outro ponto que ainda está sendo debatido pelos especialistas é se manter os viajantes em estase durante todo o percurso é realmente a melhor opção. Em conversas preliminares, a SpaceWorks sugeriu à NASA a adoção de um esquema de revezamento, no qual um astronauta permaneceria acordado por até 3 dias e lidaria com as tarefas de manutenção da espaçonave. Após esse período, ele seria colocado em estase por até duas semanas, enquanto um outro assumiria as atividades e assim por diante.

Ainda não se sabe se manter os astronautas em estado de estase durante toda a viagem ou adotar uma espécie de escala baseada em turnos seria a melhor opção (Imagem: Reprodução / 2001: Uma Odisseia no Espaço)














Embora pareça bastante promissor, o estudo ainda dá os seus primeiros passos e parece ainda girar muito no campo da incerteza. Fora isso, apenas duas coisas são certas até agora. A primeira delas é que muita pesquisa ainda precisa ser feita até que tenhamos um modelo ideal de viagem à Marte. Não se pode esquecer que esse é apenas um dos muitos estágios que precisam ser superados até que possamos efetivamente pensar em viajar até o planeta vermelho. 

Por fim, a NASA diz estar certa sobre a economia de combustível que tal técnica traria para as missões. De acordo com a agência, a quantidade de comida, água e equipamentos de musculação necessária para levar e trazer os desbravadores do espaço numa viagem desse tipo reduziria o peso da espaçonave em até 50%.

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| Fonte(s) Discovery, CanalTech |
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Autor Michael Nascimento

Graduado em Física pela UEPB. Mestrando em Cosmologia, gravitação e física das partículas pela UFCG. Possui experiência na área de divulgação científica com ênfase em astronomia, astrofísica, astrobiologia, cosmologia, biologia evolutiva e história da ciência. Possui experiência na área de docência informática, física, química e matemática, com ênfase em desenvolvimento de websites e design gráfico e experiência na área de artes, com ênfase em pinturas e desenhos realistas. Fundador do Projeto Mistérios do Universo, colaborador, editor, tradutor e colaborador da Sociedade Científica e do Universo Racionalista. Membro da Associação Paraibana de Astronomia. Pai, nerd, geek, colecionador, aficionado pela arte, pela astronomia e pelo Universo. Curriculum Lattes: http://lattes.cnpq.br/8938378819014229
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