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A primeira missão com financiamento privado para a lua acontece hoje (23). A missão 4M tem decolagem programada para esta quinta-feira e vai pegar carona com o foguete chinês Long March. A missão foi desenvolvida pela LuxSpace, empresa com sede em Luxemburgo, e vai aproveitar o voo rasante da sonda chinesa Chang'e 5-T1, que é um primeiro teste para uma futura missão do país.

O voo irá partir da Xichang Satellite Launch Center, na província de Sichuan, na China, e segundo o planejado irá dar uma volta em torno da lua e retornar à Terra, com uma cápsula que deve chegar ao planeta no dia 31 de outubro. O principal objetivo é testar uma tecnologia para que seja possível trazer material da lua para ser analisado na Terra. A missão chinesa efetivamente está programada para acontecer em 2017, informa o site Space.

Segundo a LuxSpace, a 4M irá transmitir sinais continuamente durante a viagem espacial, sendo esperado que radioamadores de todo o mundo sejam capazes de ouvi-los. A empresa espera que dessa forma também possa incentivar a participação das pessoas em geral.

“Um dos nossos objetivos é aumentar o interesse do público na exploração do espaço e no espaço”, afirmou Hubert Moser, engenheiro de sistemas da LuxSpace via e-mail. “Também queremos promover a nossa maneira de fazer as missões espaciais em geral”, ressaltou.

Os dados coletados pelos radioamadores podem ajudar a demonstrar e desenvolver uma abordagem baseada em coleta de dados por meio de grandes quantidades de pessoas para ajudar no rastreamento de naves espaciais e navegação, disse Moser. Além disso, a 4M foi equipada com um pequeno dosímetro que vai gravar os níveis de radiação durante a missão da minissonda.

Moser também destaca que a missão está sendo feita com custos reduzidos. “Os custos de toda a missão estão em seis dígitos”, disse ele. O nome dado para a missão, 4M, é uma homenagem a Manfred Fuchs, fundador da empresa-mãe da LuxSpace OHB, que morreu em abril. 4M significa “Manfred Memorial Moon Mission”.

Ao contrário da cápsula Chang'e 5-T1, que irá retornar à Terra, a 4M vai ficar em órbita em torno do planeta. A missão tem tempo de duração de oito dias de vida nominal da 4M, mas é possível que ela mantenha as atividades e continue operando por mais tempo. Isso porque a fonte de energia secundária da 4M são as células solares, que podem prolongar a vida da missão. No entanto, não é possível prever quanto tempo essa alimentação secundária irá durar, dependendo da disponibilidade de luz solar.

Fonte(s) Space, CanalTech

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Autor Michael Nascimento

Graduado em Física pela UEPB. Mestrando em Cosmologia, gravitação e física das partículas pela UFCG. Possui experiência na área de divulgação científica com ênfase em astronomia, astrofísica, astrobiologia, cosmologia, biologia evolutiva e história da ciência. Possui experiência na área de docência informática, física, química e matemática, com ênfase em desenvolvimento de websites e design gráfico e experiência na área de artes, com ênfase em pinturas e desenhos realistas. Fundador do Projeto Mistérios do Universo, colaborador, editor, tradutor e colaborador da Sociedade Científica e do Universo Racionalista. Membro da Associação Paraibana de Astronomia. Pai, nerd, geek, colecionador, aficionado pela arte, pela astronomia e pelo Universo. Curriculum Lattes: http://lattes.cnpq.br/8938378819014229
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