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Pouca gente, além dos astrônomos, pode perceber, mas asteroides atingem a atmosfera da Terra com frequência. A NASA disponibilizou recentemente um mapa que revela as ocorrências de asteroides no mundo inteiro entre 1994 e 2013.

De acordo com um artigo de Mike Wall, do Space, as chamadas “bolas de fogo” que cruzam os céus, e algumas vezes são registradas em vídeo por algumas pessoas, cortam os céus da Terra em uma média de, pelo menos, duas vezes por mês, segundo os cientistas.

Os asteroides tomam essa aparência porque, ao atingir a atmosfera, eles explodem e se desintegram em poeira ou pedaços menores. Alguns se desintegram totalmente, não oferecendo nenhum risco para a população.

O mapa, criado por pesquisadores da NASA, documenta 556 eventos que aconteceram no globo em um período de quase 20 anos. Como você pode observar abaixo no mapa, o Brasil tem poucas ocorrências. "Sabemos agora que a atmosfera faz um ótimo trabalho de proteger a Terra de pequenos asteroides", disse Lindley Johnson, Executiva do Programa de Observações da NASA, em um comunicado.

As “bolas de fogo”, também conhecidas como bólidos, são definidas como meteoros, que geram o fenômeno luminoso também chamado de estrela cadente, e meteoritos, quando chegam a atingir o solo, como no caso daquele que atingiu a Rússia no ano passado.


Processo de produção

Os pontos em cor laranja mostram os impactos de dia e os pontos azuis revelam os impactos noturnos, enquanto os tamanhos dos pontos são proporcionais à energia dos impactos, medidos em bilhões de Joules.

















Para desenvolver o mapa, os cientistas compilaram dados coletados por sensores do governo dos Estados Unidos. Segundo o Space, esse banco de dados é mais completo do que outros disponíveis anteriormente pelos pesquisadores do Programa de Observações da NASA, mas não inclui todas as ocorrências das duas últimas décadas, disseram os oficiais da NASA em comunicado. Portanto, o número real é maior do que os 556 descritos no mapa.

Além dos pontos do mundo atingidos pelos asteroides na atmosfera, o mapa mostra também a energia liberada por cada bola de fogo. A mais poderosa de todas foi a explosão na Rússia, que ocorreu em fevereiro de 2013, quando um meteorito de largura de cerca de 20 metros atingiu a região de Chelyabinsk, nos Montes Urais, ferindo mais de 1.200 pessoas.

Segundo os cálculos dos cientistas, o objeto viajava a mais de 60 mil quilômetros por hora quando entrou na atmosfera, explodindo entre 15 e 20 quilômetros da superfície. Mesmo com essa distância, a energia liberada por ele foi equivalente 500 quilotons, ou seja, 30 vezes maior do que a liberada pela bomba de Hiroshima.

A maioria das vítimas foi atingida pelos estilhaços de vidros de casas e edifícios, que se romperam devido às ondas de choque provocadas pela queda do objeto. Além disso, os fragmentos do meteorito atingiram telhados e janelas de residências, mas não houve nenhuma morte ou ferido com gravidade.

Apesar de esse novo mapa mostrar o impacto de rochas espaciais de tamanhos de 1 a 20 metros de largura apenas, ele também deve ajudar os pesquisadores a obter um melhor controle sobre a população de grandes asteroides potencialmente perigosos que se aproximam do planeta.

E não é pouca coisa não. Segundo os cientistas, eles acreditam que existem cerca de mil asteroides potenciais com pelo menos um quilômetro de largura por aí. Porém, o Programa de Observações da NASA já observou cerca de 96% dessas rochas espaciais, e nenhuma delas representa uma ameaça num futuro próximo. Ufa!

No entanto, nem tudo é tranquilidade, pois pode haver cerca de 25 mil asteroides próximos à Terra com tamanho médio de 140 metros de diâmetro, o que poderia causar uma destruição em massa em escala local se atingisse o planeta, e isso pode ser um pouco preocupante sim.

De acordo com os cientistas, objetos muito pequenos geram bolas de fogo atingindo a Terra frequentemente e cerca de 100 toneladas de partículas de poeira caem sobre o planeta a cada dia.


Fonte(s) Space, Nasa

Imagens Nasa, Shutterstock

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Autor Michael Nascimento

Graduado em Física pela UEPB. Mestrando em Cosmologia, gravitação e física das partículas pela UFCG. Possui experiência na área de divulgação científica com ênfase em astronomia, astrofísica, astrobiologia, cosmologia, biologia evolutiva e história da ciência. Possui experiência na área de docência informática, física, química e matemática, com ênfase em desenvolvimento de websites e design gráfico e experiência na área de artes, com ênfase em pinturas e desenhos realistas. Fundador do Projeto Mistérios do Universo, colaborador, editor, tradutor e colaborador da Sociedade Científica e do Universo Racionalista. Membro da Associação Paraibana de Astronomia. Pai, nerd, geek, colecionador, aficionado pela arte, pela astronomia e pelo Universo. Curriculum Lattes: http://lattes.cnpq.br/8938378819014229
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