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Vestido e ilusao de optica - capaUma histeria coletiva tomou conta da internet sobre uma pergunta aparentemente simples: de que cor é este vestido? Ele parece ser branco e dourado, mas a loja o vende como azul e preto. Dependendo da iluminação, a cor dele parece mudar. Mas… como?!
Antes de tudo, confira as imagens. Este é a foto original, postada no tumblr Swiked:
Vestido e ilusao de optica (1)
Esta é uma imagem da Roman Originals, que vende o vestido:
Vestido e ilusao de optica
Esta é outra foto do mesmo vestido, desta vez com a cor “certa”:
Vestido e ilusao de optica (2)
Este vine mostra como a cor do vestido parece mudar dependendo da inclinação da tela – na verdade, dependendo da iluminação:

Este outro vine mostra como a iluminação parece mudar a cor de um vestido semelhante:


Equilíbrio de branco

O que causa esta ilusão de óptica? Bevil Conway, neurocientista que estuda cor e visão na Wellesley College, explica à Wired que nosso cérebro “corrige” a cor da imagem, mas faz isso de maneira diferente dependendo da pessoa.
Ao tirar fotos, você tem a opção de alterar o equilíbrio de branco: é quando a câmera tenta corrigir o viés cromático da iluminação atual. Seu cérebro também faz um equilíbrio de branco automaticamente: isto é, ou você ignora a tonalidade azul, que resulta na cor branco/dourado; ou ignora o tom amarelo, resultando em preto/azul.
Por que isso acontece? Bem, a visão humana se adaptou ao longo de milênios para ver a luz do dia, só que essa luz altera as cores. Ela tem um eixo cromático que varia entre o vermelho do amanhecer/entardecer e o azul do meio-dia.
Assim, seu cérebro tenta corrigir o viés cromático da luz do dia. Mas a imagem do vestido atinge uma espécie de limite perceptual: “as pessoas descontam o viés azul e veem branco/dourado, ou descontam o viés dourado e veem azul/preto”, explica Conway.
Esta ilusão de óptica mostra como o cérebro se engana ao realizar o “equilíbrio de branco”: os quadrados A e B têm a mesma cor.
Ilusao de optica de xadrez

Bastonetes e cones

Além disso, cada pessoa vê as cores de uma forma ligeiramente diferente. De acordo com alguns amigos cientistas, a explicação provavelmente tem algo a ver com os dois tipos diferentes de células que detectam a luz em seus olhos.
A sua retina é composta por bastonetes e cones. Os bastonetes são mais sensíveis à luz, mas não reconhecem cores, apenas formas. Os cones são sensíveis à cor, porém menos sensíveis à luz – ou seja, em um ambiente escuro, sua visão dependerá mais dos bastonetes que dos cones. Existem três tamanhos de cones: azul (o menor), verde e o vermelho (o maior), como indica o gráfico abaixo:
Bastonetes e cones
O vestido vai parecer azul/preto ou branco/ouro dependendo se o seu olho tiver mais bastonetes ou cones, e também vai depender das condições de iluminação. Cada pessoa tem uma quantidade diferente de cones e bastonetes, e por isso as pessoas podem ver cores diferentes.
Os bastonetes também são muito sensíveis à luz. Eles detectam as cores usando um pigmento chamado rodopsina, que é muito sensível à luz fraca. No entanto, em níveis mais elevados de luz, ele se torna branco e é destruído, levando cerca de 45 minutos para se recompor – é por isso que seus olhos demoram algum tempo para se adaptarem à noite.
Por isso, se você olhar para o vestido em condições de luz brilhante, ficar meia hora em uma sala escura e voltar, o vestido muito provavelmente vai mudar de cor.
É meio absurdo que toda essa explicação científica surgiu por causa de um post no Tumblr, mas até os cientistas estão impressionados. Jay Neitz, neurocientista na University de Washington, diz à Wired: “eu venho estudando as diferenças individuais na visão de cores há 30 anos, e esta é uma das maiores diferenças individuais que eu já vi”. 
Fonte: Gizmoddo [Wired via io9]

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Autor Felipe Sérvulo

Graduado em Física pela UEPB. Mestrando em Cosmologia, gravitação e física das partículas pela UFCG. Possui experiência na área de divulgação científica com ênfase em astronomia, astrofísica, astrobiologia, cosmologia, biologia evolutiva e história da ciência. Possui experiência na área de docência informática, física, química e matemática, com ênfase em desenvolvimento de websites e design gráfico e experiência na área de artes, com ênfase em pinturas e desenhos realistas. Fundador do Projeto Mistérios do Universo, colaborador, editor, tradutor e colaborador da Sociedade Científica e do Universo Racionalista. Membro da Associação Paraibana de Astronomia. Pai, nerd, geek, colecionador, aficionado pela arte, pela astronomia e pelo Universo. Curriculum Lattes: http://lattes.cnpq.br/8938378819014229
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