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Uma teoria para a energia escura sugere que o universo não pode se expandir para sempre, mas em vez disso entrará em colapso em um “big crunch”, Depois, deixará de existir. Agora, de acordo com um novo estudo, isso pode acontecer muito mais cedo do que se esperava – embora ainda na ordem dos milhares de milhões de anos de distância.

Por quase um século, os cosmólogos têm sido obcecados com a questão de saber se a gravidade acabará por fazer com que o universo entre em colapso sobre si mesmo em uma reversão do Big Bang, ou se ele se expandirá para sempre até o Big Freeze ou o Big Rip.

A descoberta da energia escura parecia ter resolvido a questão. Se o universo não estiver apenas em expansão, mas acelerando sua expansão graças a uma força poderosa superior à gravidade, então como poderia reverter? Em vez disso, a dispersão pode ser esperada para acontecer cada vez mais rápido até que as galáxias e as estrelas individuais percam o contato entre si.

Na Physical Review Letters, no entanto, dois físicos têm tentado responder à questão ainda não resolvida sobre o que realmente é a energia escura. Seu modelo sugere que a energia escura vai dominar o universo pouco antes da gravidade, resultando em um eventual colapso. Enquanto eles não podem fixar a data em que esta reviravolta ocorrerá, uma escolha natural para os pontos fortes das forças sugere que poderia ser muito em breve.

"A escolha única, tecnicamente natural para a inclinação garante que o colapso é iminente e é precedido pelo atual estágio de aceleração cósmico," escrevem os físicos Nemanja Kaloper da Universidade da Califórnia, em Davis, e Antonio Padilla, da Universidade de Nottingham.

Embora a sua solução seja elegante, não está claro se Kaloper e Padilla descreve o universo em que vivemos. "É muito cedo para dizer se ele vai resistir ao teste do tempo...", disse Padilla.

O trabalho baseia-se em um trabalho anterior feito pela dupla, que abordou a questão de por que as observações do tamanho da constante cosmológica estão totalmente fora de sintonia com os resultados modelados. Sua solução é o “sequestro de energia do vácuo”, uma ideia que eles descrevem como uma “muito simples reformulação da Relatividade Geral”, onde a energia que existe em todos os lugares (densidade de energia do vácuo) no universo é impedida de contribuir para a curvatura do universo, e, portanto, de influenciar a gravidade. O trabalho torna a constante cosmológica igual à média de toda a densidade de energia de matéria no universo que existe ou irá existir.

A dupla explica que o trabalho é “consistente com uma variedade de modelos inflacionários que fazem o universo grande e velho.” Sob o seu modelo, o tempo de vida do universo é determinado pela inclinação em que a energia do vácuo está mudando.


Fonte(s) IFLScience

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Autor Michael Nascimento

Graduado em Física pela UEPB. Mestrando em Cosmologia, gravitação e física das partículas pela UFCG. Possui experiência na área de divulgação científica com ênfase em astronomia, astrofísica, astrobiologia, cosmologia, biologia evolutiva e história da ciência. Possui experiência na área de docência informática, física, química e matemática, com ênfase em desenvolvimento de websites e design gráfico e experiência na área de artes, com ênfase em pinturas e desenhos realistas. Fundador do Projeto Mistérios do Universo, colaborador, editor, tradutor e colaborador da Sociedade Científica e do Universo Racionalista. Membro da Associação Paraibana de Astronomia. Pai, nerd, geek, colecionador, aficionado pela arte, pela astronomia e pelo Universo. Curriculum Lattes: http://lattes.cnpq.br/8938378819014229
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