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Ilustração de uma galáxia espiral sobre um fundo de campo de estrelas. A formação e evolução de galáxias espirais podem ser reveladas pela pesquisa GALAH.



Arqueologia já não está somente na terra, ela está sendo usada para resolver um dos mistérios fundamentais da astronomia.

"Ainda não compreendemos como as mais de 100 bilhões de galáxias no nosso universo se formaram e evoluíram. Agora vamos voltar para o início da história da Via Láctea e usar o equivalente astronômico de fósseis para entender como a nossa galáxia e aquelas além dela  aproximadamente vieram a existir", disse Dr. Gayandhi De Silva, da faculdade de física da Universidade de Sydney. "Até agora se quiséssemos tender como os belos aglomerados estelares dentro da Via Láctea se formaram, ou as galáxias espirais espetaculares além dela, ficaríamos limitados a estudar, no máximo, umas cem estrelas perto o sol."
"Em contrapartida, a sonda GALAH tem um poder dez vezes maior para a galáxia e é a primeira tentativa de levantamento de 1 milhão de estrelas para criar um conjunto de dados que serão usados por astrônomos em todo o mundo pelas décadas seguintes."
A pesquisa GALAH é um projecto internacional de cinco anos, liderado pela Austrália, envolvendo 70 astrônomos de 17 instituições de oito países.
É liderado pelo Dr Gayandhi De Silva e Professor Joss Bland-Hawthorn, da Universidade de Sydney e Professor Ken Freeman da Australian National University. Dr De Silva é também o cientista de instrumento de HERMES no observatório astronômico australiano.
Dr De Silva é o autor no artigo Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, publicado hoje, delineando o fundo e os objetivos da pesquisa.
GALAH refere-se a arqueologia Galáctica com o HERMES. HERMES é o novo instrumento de 13 milhões de dólares no telescópio Anglo-australiano no Schelte e pode analisar a luz de até 400 estrelas ou galáxias ao mesmo tempo. GALAH é o principal objetivo para o qual foi construído o HERMES.. 
"Arqueologia Galáctica significa 'investigarmos a fundo' a origem química das estrelas para descobrir de onde vieram e como elas se formaram,", disse o Professor Bland-Hawthorn, que, juntamente com o Professor Freeman, fundou a disciplina em 2002.
"Estrelas formadas muito cedo em nossa galáxia têm apenas uma pequena quantidade de elementos pesados como o ferro, titânio e níquel. Estrelas formadas mais recentemente tem uma proporção maior porque eles têm reciclado elementos de outras estrelas.
"Capturamos este estado químico - através da análise da mistura de gases da qual a estrela é formada. Você pode pensar nisto como sua impressão digital química - ou um tipo de DNA estelar da qual nós podemos desvendar a construção da Via Láctea e outras galáxias."
A Via Láctea está constantemente em movimento e estrelas que nasceram durante a sua formação podem ter se movido até a sua extremidade, bem longe de seus locais de nascimento. Também nem todas as estrelas que chamam a Via Láctea de casa nasceram lá - elas podem  forçosamente se fundirem em galáxias externas uma vez que a força gravitacional da Via Láctea canibalizam as galáxias satélite.
Os cientistas usarão o HERMES para medir até 29 produtos químicos nas estrelas, bem como a temperatura das estrelas, sua gravidade e velocidade para informar dados para melhor compreensão destes corpos.
"Uma vez de depender apenas de suas posições atuais que podemos descobrir através do GALAH, isso nos permite rastrear a origem das estrelas - incluindo a do nosso Sol - e mapear seus crescimento e movimento através do tempo e espaço," disse Dr De Silva.
"Nossa arqueologia do espaço é uma nova era na astronomia e o conhecimento adquirido promete ser cada um tanto emocionante e importante como algo descoberto na terra."
Mais informações: "A pesquisa GALAH: motivação científica." MNRAS (21 de maio de 2015) Vol. 449 2604-2617 DOI: 10.1093/mnras/stv327  publicado pela primeira vez online em 8 de abril de 2015

[Phys]

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Autor Felipe Sérvulo

Graduado em Física pela UEPB. Mestrando em Cosmologia, gravitação e física das partículas pela UFCG. Possui experiência na área de divulgação científica com ênfase em astronomia, astrofísica, astrobiologia, cosmologia, biologia evolutiva e história da ciência. Possui experiência na área de docência informática, física, química e matemática, com ênfase em desenvolvimento de websites e design gráfico e experiência na área de artes, com ênfase em pinturas e desenhos realistas. Fundador do Projeto Mistérios do Universo, colaborador, editor, tradutor e colaborador da Sociedade Científica e do Universo Racionalista. Membro da Associação Paraibana de Astronomia. Pai, nerd, geek, colecionador, aficionado pela arte, pela astronomia e pelo Universo. Curriculum Lattes: http://lattes.cnpq.br/8938378819014229
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