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Hoje, dia 24 de abril, o Telescópio Espacial Hubble comemora 25 anos desde seu lançamento. 


O Hubble foi o primeiro telescópio espacial do mundo, lançado no dia 24 de abril de 1990, a bordo do ônibus espacial Discovery. Em seu quarto de século em órbita, o observatório tem transformado nossa compreensão do nosso sistema solar e além, e nos ajudou a encontrar o nosso lugar entre as estrelas.


O começo

A ideia de um telescópio espacial foi concebida originalmente na década de 1920, com a teoria de que um telescópio seria capaz de coletar imagens muito mais claras do Universo, sem a barreira da atmosfera da Terra. O financiamento para o projeto foi garantido em 1978, com a aprovação do Congresso, que liberou 36 milhões de dólares para o projeto.

O telescópio Hubble sendo lançado pelo ônibus Espacial
Discovery em 24 de abril de 1990. 
O telescópio espacial foi nomeado em homenagem a Edwin Hubble, um dos mais importantes astrônomos do século XX. Hubble provou que muitos objetos astronômicos do espaço profundo que tinham sido descoberto desde a invenção do telescópio eram na verdade galáxias, como nossa própria Via Láctea.

A construção começou em 1978, com data de lançamento prevista em 1983. Atrasos técnicos e problemas de orçamento inicialmente esticaram essa data para 1986, altura em que o desastre do Challenger castigou o programa espacial dos Estados Unidos e o Hubble, por mais quatro anos. O telescópio foi finalmente lançado pelo ônibus espacial Discovery em 25 de abril de 1990. A cada mês, quando o Hubble ainda estava na Terra, foi adicionado U$ 6 milhões em sua etiqueta de preço. Quando finalmente foi lançado, o telescópio custou U$ 2,5 bilhões. Esse custo quadruplicou nos últimos 25 anos desde o seu lançamento.

Com as missões de serviço que salvaram o projeto e as
missões seguintes, o Hubble se tornou o maior e melhor
instrumento astronômico acima de nossas cabeças para
estudar o Universo.
O que deveria ter sido o triunfo do século foi inicialmente considerado um fracasso quando um espelho defeituoso severamente comprometeu a qualidade das imagens enviadas para a terra. Uma missão de serviço em 1993 corrigiu o defeito, seguido por mais quatro missões de serviço nos anos seguintes equipando o telescópio com instrumentos atualizados, para acompanhar a nossa tecnologia que sempre avança.


A Tecnologia



O telescópio em si tem 43,5 pés de comprimento, 14 metros de diâmetro e pesa 24.500 libras. É movido a energia solar e está equipado com dois painéis solares de 25 pés (7,6 m).

Cada semana, o Hubble transmite 120 gigabytes de dados para a Terra. Se todas essas informações fossem impressas em papel e ligadas em livros,...isso seria cerca de 3.600 pés (1.097 m) de comprimentos em prateleiras.

Hubble está por trás de muitas das fotos icônicas do espaço, que agora nos acostumamos a ver, imagens detalhadas de cair o queixo de estrelas, planetas, galáxias, nebulosas, e outros objetos celestes. Apesar das fotos que vemos do Hubble nos mostrar um universo em cores vivas e brilhantes — laranjas, vermelhas, azuis e os violetas — a captura original é monocromática. As imagens resultantes são um composto de sobreposições de várias câmeras, cada uma usando filtros separados de faixas diferentes de espectros.


O triunfo

V838 Monocerotis, uma das muitas imagens feitas pelo Hubble. NASA and the Hubble Heritage Team (STScI/AURA)
O Hubble é mais do que apenas uma câmera realmente boa. O telescópio está por trás de algumas das mais notáveis descobertas científicas das últimas décadas. Aqui está uma olhada em alguns dos mais importantes:


A idade do universo

Antes do lançamento do Hubble, especulou-se que o universo estava em algum lugar entre 10 e 20 bilhões de anos. Graças a dados coletados pelo telescópio espacial, os astrônomos foram capazes de reduzir esse intervalo para uma idade exata de 13,7 bilhões de anos (mais ou menos uns cem mil anos). Este conhecimento é importante porque contribui para a nossa compreensão de como o universo - e tudo nele (inclusive o nosso planeta) - se formam.



Buracos negros



Antes de Hubble, os cientistas sabiam da existência de buracos negros, pontos onde a gravidade é tão extrema que supera todas as outras forças no universo, incluindo a luz. Mas o telescópio pela primeira vez mostrou que os buracos negros são muito mais comuns do que imaginava. Eles estão, provavelmente, no centro de todas as galáxias e são responsáveis por quasares, áreas extremamente brilhantes de espaço visível da terra.



Nosso universo em expansão



Cientistas tinham teorizado por algum tempo, que o universo estava em expansão, mas antes acreditou-se que essa expansão estava a abrandando e um dia poderia reverter. Dados de Hubble mostraram que, ao contrário, a taxa do universo de expansão está acelerando, não abrandando. O telescópio permanece no meio de um estudo em curso para determinar a causa desta aceleração.



Uma infinidade de planetas



Hubble detectou centenas de planetas extra-solares orbitando estrelas distantes. Enquanto muitos telescópios da Terra fizeram o mesmo, Hubble deu um passo mais longe, tirando fotografias de um planeta distante. O telescópio capturou imagens muito claras de Fomalhaut b, um mundo de cerca de três vezes o tamanho de Júpiter localizado aproximadamente 25 anos luz de distância.



Um olhar para o passado



Hubble tem tirado fotos de muitas galáxias jovens irregulares, desiguais, levando os cientistas a acreditarem que elas espelham o que nossa galáxia Via Láctea pode ter parecido no passado distante e oferecendo pistas sobre sua formação.



Hubble já sobreviveu a sua vida útil esperada. A missão foi originalmente destinada para 20 anos. Hoje, é esperado que o Hubble permaneça em serviço até 2020, pelo menos, com algumas previsões que levaria até 2040, um total de 50 anos após o seu lançamento. Aconteça o que acontecer, não há nenhum cálculo do valor dos dados que já colecionamos dele, ou do que que ainda está por vir.


Para obter mais informações sobre o telescópio espacial Hubble, visite: HubbleSite

Para ter algumas das mais deslumbrantes imagens capturadas pelo telescópio, visite: Hubble Heritage Project.

Para mais eventos Hubble 25o aniversário, visite:  http://www.hubble25th.org
#Hubble25

Referências:
2 - NASA

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Autor Felipe Sérvulo

Graduado em Física pela UEPB. Mestrando em Cosmologia, gravitação e física das partículas pela UFCG. Possui experiência na área de divulgação científica com ênfase em astronomia, astrofísica, astrobiologia, cosmologia, biologia evolutiva e história da ciência. Possui experiência na área de docência informática, física, química e matemática, com ênfase em desenvolvimento de websites e design gráfico e experiência na área de artes, com ênfase em pinturas e desenhos realistas. Fundador do Projeto Mistérios do Universo, colaborador, editor, tradutor e colaborador da Sociedade Científica e do Universo Racionalista. Membro da Associação Paraibana de Astronomia. Pai, nerd, geek, colecionador, aficionado pela arte, pela astronomia e pelo Universo. Curriculum Lattes: http://lattes.cnpq.br/8938378819014229
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