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Uma equipe de astrônomos australianos e espanhóis têm observado uma gananciosa galáxia que vem devorando tudo e deixando "migalhas" de evidências que podem desvendar seu passado dietético.

Um estudo publicado ontem(20/05) na Monthly Notices of the Royal Astronomical Society (MNRAS) não só revela uma galáxia espiral devorando outra galáxia anã nas proximidades, mas mostra também evidências de seu passado dietético em detalhes.

O Observatório Astronômico Australiano e a Universidade Macquarie e seus colaboradores têm estudado a galáxia NGC 1512, para ver se sua história química coincide com a sua aparência física.

A equipe de pesquisadores usou as capacidades únicas de um telescópio para medir o nível de enriquecimento químico de gás em toda a NGC 1512.

Enriquecimento químico ocorre quando estrelas agita o hidrogênio e o hélio do Big Bang em elementos mais pesados através de reações nucleares em seus núcleos. Estes novos elementos são lançados de volta para o espaço quando as estrelas morrem, enriquecendo o gás com produtos químicos como o oxigênio.

"Estávamos esperando encontrar gás fresco ou gás enriquecido no mesmo nível da galáxia que está sendo consumida, mas fomos surpreendidos ao encontrarmos os gases que eram realmente os restos de galáxias "devoradas" no passado", disse o Dr. López-Sánchez.

"O gás difuso nas regiões exteriores da NGC 1512 não é o gás puro criado no Big Bang, mas é o gás que já foi processado por gerações anteriores de estrelas."

Um poderoso interferômetro de rádio de 6 km de diâmetro localizado no Leste da Austrália, foi usado para detectar grandes quantidades de hidrogênio frio que se estende muito além do disco estelar da galáxia espiral NGC 1512.

Quando este achado foi analisado em combinação com observações de rádio e ultravioleta, os cientistas concluíram que o gás rico que está sendo transformado em novas estrelas não veio das regiões do interior da galáxia.

Dr Tobias Westmeier, do Centro Internacional de pesquisas de radioastronomia em Perth, disse que enquanto o hábito galactico tem sido conhecido por muitos anos, esta é a primeira vez que foi observado em tais detalhes.

"Por meio de observações da terra e do espaço, fomos capazes de reunir um histórico detalhado desta galáxia e entender melhor como interações e fusões com outras galáxias têm afetado a sua evolução e a taxa na qual ela formou estrelas", disse ele.

Para este trabalho os astrônomos utilizaram dados espectroscópicos para medir a distribuição de produtos químicos ao redor das galáxias. Eles identificaram o gás difuso em torno do sistema de dupla galáxia usando um Telescópio de Observação de Rádio. Além disso, eles identificaram também regiões de formação estelar, com dados do telescópio que se encontra em órbita, Galaxy Evolution Explorer (GALEX).

"A combinação destes dados fornecem uma ferramenta muito poderosa para desvendar a natureza e a evolução de galáxias," disse o Dr. López-Sánchez.

"Vamos observar várias outras galáxias usando as mesmas técnicas comprovadas para melhorar a nossa compreensão dos antigos comportamentos de galáxias no Universo local."

Fonte(s) Phys.org

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Autor Michael Nascimento

Graduado em Física pela UEPB. Mestrando em Cosmologia, gravitação e física das partículas pela UFCG. Possui experiência na área de divulgação científica com ênfase em astronomia, astrofísica, astrobiologia, cosmologia, biologia evolutiva e história da ciência. Possui experiência na área de docência informática, física, química e matemática, com ênfase em desenvolvimento de websites e design gráfico e experiência na área de artes, com ênfase em pinturas e desenhos realistas. Fundador do Projeto Mistérios do Universo, colaborador, editor, tradutor e colaborador da Sociedade Científica e do Universo Racionalista. Membro da Associação Paraibana de Astronomia. Pai, nerd, geek, colecionador, aficionado pela arte, pela astronomia e pelo Universo. Curriculum Lattes: http://lattes.cnpq.br/8938378819014229
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