Select Menu
» » » » » » » Formação de estrelas próximo à buracos negros supermassivos
«
Proxima
Postagem mais recente
»
Anterior
Postagem mais antiga

A maioria, se não todas as galáxias, hospedam um buraco negro supermassivo em seus núcleos, uma descoberta que é das mais importantes e surpreendentes na astronomia moderna. Um buraco negro supermassivo cresce por acumulação de massa, e ao crescer, sua fúria com os "alimentos" não está oculta de nossa visão — ele gera grandes quantidades de energia.

Durante a fase de evolução em que é mais ativo, o objeto é conhecido como um núcleo galáctico ativo (AGN). Embora haja uma diferença de um fator de aproximadamente um bilhão em escalas de tamanho físico entre o buraco negro e sua galáxia hospedeira, os dois tamanhos encontram-se rigorosamente correlacionados, sugerindo que existe algum tipo de feedback entre o crescimento do buraco negro e o de sua galáxia. 

Compreender o que são os mecanismos de feedback, e como eles afetam o crescimento da galáxia (em particular a sua formação estelar), são de extrema importância para nós compreendermos a formação e a evolução das galáxias. Ambos os processos são pensados para atingir o pico de atividade quando o universo tinha apenas alguns bilhões de anos. Nenhum deles é particularmente bem compreendido.

Os astrônomos Belinda Wilkes, Joanna Kuraszkiewicz, Steve Willner, Matt Ashby e Giovanni Fazio, usaram o telescópio espacial Herschel para estudar a emissão de infravermelho, rádio e raios-x das galáxias com núcleos ativos, que incluiu mais de 100 bilhões de estrelas. Seu conjunto é um exemplo completo de objetos de uma classe bem definida que existiu há cerca de 7 bilhões anos atrás e inclui alguns dos quasares mais poderosos conhecidos.

Todos os objetos têm grandes jatos bipolares que foram movidos para o espaço intergaláctico pelas AGN. Os cientistas decidiram determinar o quanto da luminosidade nestas galáxias poderosas deveu-se à AGN e quanto foi devido à atividade de formação estelar. O infravermelho é emitido pela poeira aquecida por estes dois processos, e os detalhes da emissão (sua temperatura típica, por exemplo) podem ajudar a resolver as contribuições relativas dos dois processos.

Os astrônomos concluíram que as taxas de formação estelar nestes monstros vão para centenas de massas solares por ano e, portanto, rejeitam as sugestões de que os fluxos saída da AGN extinguirá a formação de estrelas nestas galáxias.

Quaisquer que sejam os detalhes do mecanismo de feedback, portanto, eles não suprimem a formação de estrelas. No entanto, apesar da formação estelar ativa em andamento, a maioria da luminosidade é devido à AGN. Seu papel também é significativo porque pode explicar as principais diferenças observacionais entre as galáxias neste conjunto simplesmente pela orientação de seu disco para nossa linha de visão.

Fonte(s) Phys.org

......................

Autor Michael Nascimento

Graduado em Física pela UEPB. Mestrando em Cosmologia, gravitação e física das partículas pela UFCG. Possui experiência na área de divulgação científica com ênfase em astronomia, astrofísica, astrobiologia, cosmologia, biologia evolutiva e história da ciência. Possui experiência na área de docência informática, física, química e matemática, com ênfase em desenvolvimento de websites e design gráfico e experiência na área de artes, com ênfase em pinturas e desenhos realistas. Fundador do Projeto Mistérios do Universo, colaborador, editor, tradutor e colaborador da Sociedade Científica e do Universo Racionalista. Membro da Associação Paraibana de Astronomia. Pai, nerd, geek, colecionador, aficionado pela arte, pela astronomia e pelo Universo. Curriculum Lattes: http://lattes.cnpq.br/8938378819014229
«
Proxima
Postagem mais recente
»
Anterior
Postagem mais antiga
Comentários
0 Comentários

Newsletter