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Uma equipe de astrofísicos, coordenada pelo Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço da Universidade de Lisboa, encontrou a galáxia mais brilhante já registrada. A descoberta foi batizada de CR-7, em homenagem ao jogador português Cristiano Ronaldo.
"[Escolhemos o nome] por ser também uma galáxia verdadeiramente extraordinária. E a descoberta das estrelas coincidiu com o terceiro prêmio Bola de Ouro do Ronaldo", conta o líder da pesquisa, David Sobral.
A galáxia CR-7 é formada por estrelas de terceira geração, formadas cerca de 800 milhões de anos após o Big Bang, algo considerado bastante próximo da origem do Universo, hoje com 13,7 bilhões de anos. Encontrar estas estrelas compostas de hidrogênio e hélio é algo extremamente difícil.
Em uma rápida olhada na tabela periódica, percebemos que esses dois elementos - hélio e hidrogênio - estão no topo e foram os primeiros a serem formados. "Essas estrelas literalmente inventaram a tabela periódica e a química, pois formaram os elementos pesados pela primeira vez quando explodiram, no final das suas vidas, como super-novas", diz Sobral. As estrelas mais novas, como o nosso Sol, estão no grupo da primeira população. A presença de metais pesados é bastante significativa na sua composição química. 
O pesquisador compara o uso do telescópio a uma máquina do tempo. "Estamos literalmente vendo a CR-7 tal como ela era há 12,9 bilhões de anos. Cada uma das estrelas na zona mais brilhante da galáxia, tem um brilho que deve ser cerca de 1 a 10 milhões de vezes maior do que o Sol. Por isso é tão brilhante", diz.
A primeira evidência da galáxia foi encontrada em novembro de 2014, com dados do telescópio Subaru, no Havaí. A imagem impressionou os astrofísicos que em seguida solicitaram o uso do telescópio VLT, localizado no Chile, e do Keck, também no Havaí. As medições foram repetidas em diferentes telescópios, e com diferentes instrumentos no mesmo telescópio. No fim, os dados do telescópio espacial Hubble confirmaram a descoberta.
Sobral diz que após a descoberta da Himiko, até então considerada a galáxia mais brilhante, a maioria das pesquisas está voltada para pequenas áreas de Universo e o experimento coordenado por eles fez o caminho oposto, o de mapear as grandes áreas.
Fonte: Uol

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Autor Felipe Sérvulo

Graduado em Física pela UEPB. Mestrando em Cosmologia, gravitação e física das partículas pela UFCG. Possui experiência na área de divulgação científica com ênfase em astronomia, astrofísica, astrobiologia, cosmologia, biologia evolutiva e história da ciência. Possui experiência na área de docência informática, física, química e matemática, com ênfase em desenvolvimento de websites e design gráfico e experiência na área de artes, com ênfase em pinturas e desenhos realistas. Fundador do Projeto Mistérios do Universo, colaborador, editor, tradutor e colaborador da Sociedade Científica e do Universo Racionalista. Membro da Associação Paraibana de Astronomia. Pai, nerd, geek, colecionador, aficionado pela arte, pela astronomia e pelo Universo. Curriculum Lattes: http://lattes.cnpq.br/8938378819014229
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