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Qual a probabilidade de não estarmos sozinhos no universo? E se a vida inteligente existe lá fora, por que ainda não nos contataram?


A primeira pessoa a abordar esta questão de forma sistemática foi Frank Drake, que inventou a equação de Drake para prever o número de civilizações extraterrestres na galáxia. Sua equação é um pouco complicada, mas aqui está uma versão simples de seu argumento.

Primeiro, vamos contar quantas estrelas tem na galáxia. E quantas dessas estrelas têm planetas? Até recentemente, nós não sabíamos. Mas ao longo dos últimos 20 anos, os astrônomos têm feito progressos notáveis na descoberta de planetas em torno de outras estrelas. Nós sabemos agora que muitas estrelas têm planetas em suas órbitas.




Criaturas poderiam realmente viver em qualquer um desses planetas? Muitos deles são apenas gigantes gasosos, outros muito quente ou muito frio para conter água líquida, que é a base de toda a vida na terra. Mas alguns destes planetas parecem estar à temperatura certa. Estes são os planetas de Cachinhos de ouro: Nem muito quente e nem muito frio para a água líquida. (E isso é sem se quer considerar a possibilidade de que formas exóticas de vida poderiam sobreviver sem água).

Agora vamos entrar em território mais obscuro. 
Qual é a probabilidade de que a vida se desenvolverá em um planeta potencialmente habitável? Não sabemos a resposta, mas a vida na terra começou logo após a formação do nosso sistema solar, e tem firmado-se em todos os nichos disponíveis, não importa o quão hostil.




Colônias de criaturas bizarras surgem em perpétua escuridão, perto dos respiradouros do oceano profundo, onde a água é rica em enxofre. Bactérias resistentes a radiação aquece-se alegremente em níveis de radioatividade que mataria instantaneamente um ser humano. E depois surge o Tardígrado (um filo de pequenos animais segmentados, como mostra a imagem acima), que se parece com um ursinho microscópico de oito patas, que podem se desenvolver em nitrogênio líquido ou álcool fervente. Assim, a probabilidade de desenvolver a vida em mundos habitáveis parece muito alta.



E qual a probabilidade desta vida desenvolver a inteligência? Esta continua a ser uma questão em aberto (os cientistas dizem não ter a menor ideia). Mas muitos cientistas consideram a vida inteligente quase inevitável.


Se a galáxia está cheia de alienígenas, onde estão eles? Viagens interestelares são limitada pela velocidade da luz, talvez por isso não seja nenhuma surpresa que ninguém nos visitou. Mas devemos, pelo menos, ser capazes de detectar sinais de rádio alienígenas.

Por que nossos amigos extraterrestres não nos contataram? Esta pergunta foi feita pelo famoso físico italiano Enrico Fermi, então é chamado o paradoxo de Fermi: todos nossos argumentos sugerem que civilizações alienígenas devem ser comuns, no entanto, ainda não tivemos nenhum sinal deles.



Uma possibilidade é que a vida inteligente é realmente rara. Uma certa opinião é de que a vida é comum, mas vida inteligente é rara (algo que muitos de nós suspeitamos com base na nossa própria experiência). Enquanto a vida se desenvolveu em um piscar de olhos em relação após o nascimento do sistema solar, levou bilhões de anos antes de nós entrarmos em cena.  E lembre-se que "a sobrevivência do mais apto" nem sempre significa "sobrevivência do mais esperto." Enquanto a inteligência é, certamente, um traço de sobrevivência útil, parece longe de ser inevitável. Se não fosse por um asteroide errante, os dinossauros poderiam estar governando o mundo até hoje.


Outra possibilidade é que a vida inteligente inevitavelmente destrói a si mesma. Até recentemente, as opções de auto-destruição total limitavam-se às armas nucleares. Mas estamos à beira de expandir nossa esquadra para incluir vírus geneticamente modificados (pense: A Ebola se encontra com o resfriado comum!).



E considere os perigos representados por nanomáquinas, pequenos robôs auto-replicantes programados para converter matéria em mais robôs. Imagine um pequeno robô, não é maior que a largura de um cabelo humano, projetado para fornecer uma função útil, programado para criar uma cópia de si mesmo, utilizando materiais de seu ambiente. Agora você tem duas máquinas, e ambos podem duplicar, dando-nos quatro máquinas. Mas e se esse processo ficar fora de controle? As nanomáquinas rapidamente poderiam consumir toda a terra, convertendo-a, juntamente com todos do planeta, a "gosma cinzenta". O astrônomo britânico Martin Rees discute estas e outras possibilidades catastróficas em seu livro, Our Final Hour(Nossa Hora Final)Todos os nossos potenciais visitantes alienígenas sucumbiram à auto-destruição?






É possível que a galáxia realmente contém outras formas de vida inteligente, mas alguma coisa impede o contato com a gente? Aqui, entramos no campo das ideias mais especulativo. (Tradução: quando uma cientista diz "especulativo", significa "uma ideia muito interessante que é apenas um passo removido do absurdo completo.")

Entre as possibilidades mais especulativas: Talvez a galáxia seja um lugar perigoso, cheio de sondas robóticas enviadas por alienígenas hostis para acabar com qualquer concorrência, então todo mundo está escondido. Talvez nós realmente não deveríamos ter colocado uma descrição detalhada da localização do nosso sistema solar em nossas próprias sondas espaciais. É uma má ideia de estender a mão e tentar tocar um ET quando poderíamos, em vez disso, obter uma chamada do alienígena.



Uma sugestão ainda mais bizarra é que civilizações superiores decidiram evitar o contato com seres inferiores como nós, que vivemos em um tipo de jardim zoológico cósmico, completo com um sinal de "Não fale com os animais".


Alguns até sugeriram que vivemos em uma simulação de computador gigante, a Matrix.

Uma longa lista de possibilidades (juntamente com uma discussão cética) foi elaborada pelo astrônomo Ćirković de Milão.

Sem mais dados, o paradoxo de Fermi permanecerá, por enquanto, não resolvidas, e muitas das soluções propostas terão de ser classificados como "especulativo". E agora você sabe exatamente o que isso significa.


Fonte(s) Space.com

Este artigo foi publicado originalmente na The Conversation.

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Autor Michael Nascimento

Graduado em Física pela UEPB. Mestrando em Cosmologia, gravitação e física das partículas pela UFCG. Possui experiência na área de divulgação científica com ênfase em astronomia, astrofísica, astrobiologia, cosmologia, biologia evolutiva e história da ciência. Possui experiência na área de docência informática, física, química e matemática, com ênfase em desenvolvimento de websites e design gráfico e experiência na área de artes, com ênfase em pinturas e desenhos realistas. Fundador do Projeto Mistérios do Universo, colaborador, editor, tradutor e colaborador da Sociedade Científica e do Universo Racionalista. Membro da Associação Paraibana de Astronomia. Pai, nerd, geek, colecionador, aficionado pela arte, pela astronomia e pelo Universo. Curriculum Lattes: http://lattes.cnpq.br/8938378819014229
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