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» » » » » Fósseis de aglomerados estelares revelam sua idade
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Usando um novo método de datação de idade, uma equipe internacional de astrônomos determinaram que os aglomerados antigos de estrelas foram formados em duas épocas distintas - os primeiros, há 12,5 bilhões anos atrás e o segundo, há 11,5 bilhões anos atrás.

Embora os aglomerados são quase tão antigos quanto o próprio Universo, essas medidas de idade mostram os aglomerados de estrelas - chamados aglomerados globulares - são, na verdade, um pouco mais jovem do que se pensava anteriormente.

"Agora, nós pensamos que os aglomerados globulares formaram-se ao lado de galáxias, em vez formarem-se antes delas ", disse o líder da equipe de pesquisa do Professor Duncan Forbes da Swinburne University of Technology.

As novas estimativas  do conjunto de estrelas foram possíveis com dados obtidos a partir do levantamento do Legacy Unifying Globulars and GalaxieS (SLUGGS), que foi realizado no telescópio Keck II, no Havaí.

As observações foram feitas ao longo de muitos anos usando o poderoso espectrográfico DEIMOS  Keck II. DEIMOS quebra os comprimentos de onda visíveis de objetos em espectros, nos quais a equipe usou engenharia reversa para mapear as idades dos aglomerados globulares, comparando a sua composição química com a composição química do Universo a medida que eles mudam com o tempo.

"O Universo é agora conhecido por ter 13,7 bilhões de anos." Disse o Professor Jean Brodie, da Universidade da Califórnia, em Santa Cruz.

"Descobrimos que os aglomerados globulares foram formados, em média, a cerca de 1,2 e 2,2 bilhões de anos após o Big Bang."

Professor Forbes disse que as medidas de idade indicam que os aglomerados globulares conseguiram evitar o período denominado reionização cósmica, em que o Universo foi banhado em uma grande quantidade de radiação ultra-violeta, que poderia tê-los destruídos.

"Agora que temos estimado o tempo que foram formados os aglomerados globulares, temos de enfrentar as perguntas sobre onde e como se formaram."

A pesquisa SLUGGS é composta por uma equipe internacional de astrônomos que visam compreender a formação e evolução de galáxias e seus sistemas de aglomerados globulares.

Aglomerados globulares são fortemente ligados a aglomerados de cerca de um milhão de estrelas. A maioria das galáxias grandes, incluindo a Via Láctea, sedia um sistema de aglomerados globulares. Embora o próprio Universo, e as galáxias dentro dele, tem evoluído ao longo do tempo cósmico, aglomerados globulares são muito robustos e muitos têm sobrevivido intactos por mais de 10 bilhões de anos.


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Autor Felipe Sérvulo

Graduado em Física pela UEPB. Mestrando em Cosmologia, gravitação e física das partículas pela UFCG. Possui experiência na área de divulgação científica com ênfase em astronomia, astrofísica, astrobiologia, cosmologia, biologia evolutiva e história da ciência. Possui experiência na área de docência informática, física, química e matemática, com ênfase em desenvolvimento de websites e design gráfico e experiência na área de artes, com ênfase em pinturas e desenhos realistas. Fundador do Projeto Mistérios do Universo, colaborador, editor, tradutor e colaborador da Sociedade Científica e do Universo Racionalista. Membro da Associação Paraibana de Astronomia. Pai, nerd, geek, colecionador, aficionado pela arte, pela astronomia e pelo Universo. Curriculum Lattes: http://lattes.cnpq.br/8938378819014229
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