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Em um momento ou outro, todos os amantes da ciência já ouviram as palavras de Carl Sagan: "Somos feitos de matéria estelar". Mas o que isso significa exatamente? Como poderiam colossais bolas de plasma, avidamente queimarem seu combustível nuclear no longínquo tempo e espaço, jogando sua desova na vasta complexidade de nosso mundo terrestre? 

Como é que "o nitrogênio em nosso DNA, o cálcio em nossos dentes, o ferro em nosso sangue, o carbono em nossas tortas de maçã" poderiam ter sido forjados tão bruscamente e profundamente nos corações dessas gigantes estrelas?

Sem surpresa, a história é elegante e profundamente inspiradora.

O começo da maior história já contada

No início de 1980, o astrônomo Carl Sagan escreveu e narrou uma série de televisão de 13 partes chamada "Cosmos" que foi ao ar na PBS. No show, Sagan explicava muitos tópicos relacionados com a ciência, incluindo a história da Terra, evolução, a origem da vida e do sistema solar.

"Nós somos a maneira do universo conhecer a si mesmo. Alguma parte de nosso ser sabe que é de lá que nós viemos. Nós desejamos retornar. E nós podemos, pois o cosmos está também dentro de nós. Somos feitos de matéria estelar," Sagan famosamente declarou em um episódio.

Sua declaração resume o fato de que o carbono, nitrogênio e átomos de oxigênio em nossos corpos, bem como os átomos de todos os outros elementos pesados, foram criadas em gerações anteriores de estrelas mais 4,5 bilhões de anos atrás. Os seres humanos e todos os outros animais, bem como a maior parte da matéria na Terra contêm estes elementos, que são literalmente feitos de matéria estelar, disse Chris Impey, professor de astronomia da Universidade do Arizona.

"Toda a matéria orgânica que contém carbono foi produzida originalmente em estrelas," disse Impey em Os Pequenos Mistérios da Vida. "O universo tinha originalmente hidrogênio e hélio, o carbono foi feito posteriormente, ao longo de bilhões de anos."

Como a matéria estelar chegou à Terra?

Ingredientes do corpo humano.
Clique na imagem para aumentar.
Quando as estrelas menores esgotam seu suprimento de hidrogênio, ela pode morrer em uma explosão violenta, chamada de nova. A explosão de uma estrela massiva, chamada uma supernova, pode ser bilhões de vezes tão brilhante como o Sol, de acordo com o "Supernova", (World Book, Inc, 2005). Tal explosão estelar lançaria uma grande nuvem de poeira e gás para o espaço, com a quantidade e a composição do material expelido variando dependendo do tipo de supernova. (Para mais detalhes, veja: Nascimento, vida e morte das estrelas).

Uma supernova atinge seu brilho máximo, alguns dias após a primeira "explosão" ocorrer, durante os quais ela pode ofuscar todas as estrelas de uma galáxia. A estrela morta, em seguida, continua a brilhar intensamente durante várias semanas antes de gradualmente desaparecer da vista, de acordo com o "Supernova".

As explosões de Supernovas possuem energia suficiente para fundir material pesado e criar os elementos com número atômico acima do Ferro até o Urânio, completando toda a tabela periódica.


O material de uma supernova eventualmente dispersa por todo o espaço interestelar. As estrelas mais antigas são quase exclusivamente compostas por hidrogênio e hélio. O oxigênio e o resto dos elementos pesados no universo vieram depois com explosões de supernova, de acordo com "Cosmic Collisions: The Hubble Atlas of Merging Galaxies," (Springer, 2009.

"É uma teoria bem testada", disse Impey. "Sabemos que estrelas fazem elementos pesados, e no final de suas vidas, eles ejetam gás entrando no meio interestelar, por isso pode ser parte de subsequentes estrelas e planetas (e pessoas)."

Conexões cósmicas

Assim, toda a vida na Terra e os átomos em nossos corpos foram criados na fornalha das estrelas agora mortas há muito tempo, disse ele.

Então, da próxima vez que você estiver tendo um dia ruim, tente isto: feche os olhos, respire fundo e contemple a cadeia de eventos que se conecta a seu corpo e mente para um lugar a bilhões de anos-luz de distância, nos confins do espaço e do tempo. Lembre-se que estrelas massivas, muitas vezes maiores que nosso Sol, gastaram milhões de anos, transformando energia em matéria, criando os átomos que compõem cada parte de você, a Terra e todas as pessoas que você já conheceu e amou.

Nós, seres humanos são tão pequenos; e ainda, a dança delicada de moléculas feitas a partir deste material das estrelas dá origem a uma biologia que nos permite refletir sobre a amplidão de nosso universo e como viemos a existir. 
















Fontes:

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Autor Felipe Sérvulo

Graduado em Física pela UEPB. Mestrando em Cosmologia, gravitação e física das partículas pela UFCG. Possui experiência na área de divulgação científica com ênfase em astronomia, astrofísica, astrobiologia, cosmologia, biologia evolutiva e história da ciência. Possui experiência na área de docência informática, física, química e matemática, com ênfase em desenvolvimento de websites e design gráfico e experiência na área de artes, com ênfase em pinturas e desenhos realistas. Fundador do Projeto Mistérios do Universo, colaborador, editor, tradutor e colaborador da Sociedade Científica e do Universo Racionalista. Membro da Associação Paraibana de Astronomia. Pai, nerd, geek, colecionador, aficionado pela arte, pela astronomia e pelo Universo. Curriculum Lattes: http://lattes.cnpq.br/8938378819014229
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