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Há muito tempo, o homem sempre se perguntou sobre as coisas que o cerca, como a natureza funciona e sempre criou hipóteses sobre o formato, a origem e o destino do Universo. 


Impressão artística mais próxima do que pode ser a Via Láctea, com base em evidências observacionais indiretas.

Hoje sabemos que a Terra não é plana, como nossos sentidos nos mostraram e que as estrelas que pareciam próximas de nós, na verdade estão bem distantes e que estamos na periferia de uma galáxia espiral que chamamos de Via Láctea. Hoje sabemos também que a nossa galáxia tem 100.000 anos-luz de uma ponta a outra e que ela é uma galáxia espiral com um buraco negro no seu centro. Mas como sabemos o seu formato, se nunca saímos de dentro dela?

Resposta:

Hoje, os cientistas não podem saber com exatidão através de observação direta mas sabemos o formato da Via Láctea através de observações indiretas e fortes evidências observacionais que incluem:
  1.  Quando observamos a região central da nossa Galáxia (o braço de sagitário)  que fica entre as constelações de Escorpião e Sagitário, podemos ver um núcleo afinado e alongado. Isso sugere um disco visto de perfil, e não uma forma arredonda ou elipsoidal. Ao compararmos o centro da Via Láctea com as galáxias que vemos no Universo, ela se parece muito mais com uma galáxia do tipo espiral;
  2. - Quando os cientistas medem a velocidade das estrelas e dos gases que orbitam a Via Láctea, é possível perceber que todos os objetos seguem um percurso parecido, com velocidades médias que fazem sentido com suas vizinhas, e isso é algo comum nas galáxias espirais, diferente dos movimentos irregulares e aleatórios que ocorrem com outras formas de galáxias;
  3.  A distribuição dos gases da Via Láctea, assim como suas cores (comprimentos de onda), são iguais a de galáxias espirais que observamos no Universo (como a nossa vizinha, a Galáxia de Andrômeda).
Braço de Sagitário observado no céu noturno.
Com essas evidências e pistas, comparando os dados com outras galáxias que observamos e sabendo que nosso lugar no cosmos não é tão especial quanto as antigas civilizações acreditavam, nos temos que assumir que nossa galáxia não é tão diferente das demais espirais e que ela é só mais uma entre um mar de galáxias no Universo.


Imagem da Via Láctea tirada do espaço vista em todos os comprimentos de onda.

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Autor Felipe Sérvulo

Graduado em Física pela UEPB. Mestrando em Cosmologia, gravitação e física das partículas pela UFCG. Possui experiência na área de divulgação científica com ênfase em astronomia, astrofísica, astrobiologia, cosmologia, biologia evolutiva e história da ciência. Possui experiência na área de docência informática, física, química e matemática, com ênfase em desenvolvimento de websites e design gráfico e experiência na área de artes, com ênfase em pinturas e desenhos realistas. Fundador do Projeto Mistérios do Universo, colaborador, editor, tradutor e colaborador da Sociedade Científica e do Universo Racionalista. Membro da Associação Paraibana de Astronomia. Pai, nerd, geek, colecionador, aficionado pela arte, pela astronomia e pelo Universo. Curriculum Lattes: http://lattes.cnpq.br/8938378819014229
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