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Segundo um experimento mental chamado "Suicídio quântico", se você for colocado em uma sala com uma arma nuclear e um gatilho de prótons, você pode sobreviver.

Não tente isso em casa


Oh, física quântica. Quando você penso que você já tem coisas loucas o suficiente como  seu experimento do gato de Schrödinger e sua hipótese do Universo holográfico, você nos atira em um loop com uma experiência de pensamento assustadora que poderia provar (ou refutar) a imortalidade de uma vez por todas.


Tudo o que você tem que fazer é simplesmente se trancar em um quarto com uma arma nuclear e jogar roleta russa com um gatilho em forma de próton. ¯\_(ツ)_/¯



(E nem precisamos te dizer para não tente isso em casa? Porque, você sabe, quântica física não necessariamente tem a melhor taxa de sucesso).



Primeiro de tudo, vamos voltar um segundo para trás, porque tudo isto agravou-se muito rapidamente. Para começar, vamos deixar claro que se trata de um experimento de pensamento - porque sistemas da mecânica quântica, em todas suas esquisitices, ainda não podem ser medidos sem que eles sejam alterados... o simples ato de observar anula a precisão da medição.



Ou como a equipe de produções de Wendover explica tão habilmente no vídeo abaixo, é como se você calcular o tempo de volta de uma bola de tênis que atinge uma medicine ball (bolas grandes usadas em exercícios fitness). Quando você vai calcular uma segunda vez o tempo de ida e volta, você perceberá que a medicine ball estará fora de sua posição original, Opa, temos um problema!


É dessa forma que acontece com os átomos: Quando medimos uma partícula por meios convencionais, sua função de onda, ou seja, sua posição e seu momentum em relação ao tempo, irá colapsar, fazendo com que sua posição da partícula se altere pois os meios de medição deram energia ao sistema, interferindo na posição dessa partícula, assim como aconteceu com a medicine ball do exemplo do vídeo.

Isso mostra o porquê das experiências de pensamento serem tão grandes - como o gato de Schrödinger, os cientistas são capazes de testar suas hipóteses quânticas sem terem que estragar os preciosos sistemas que estão considerando.

Neste caso, a 'interpretação de mundo muitos' - muitas vezes chamado o MWI (da abreviatura em inglês).  O vídeo chama isso de "teoria dos muitos mundo" - embora nós tenhamos certeza que eles querem dizer hipótese (não se preocupem, mesmo pessoas inteligentes ter um errado isso ocasionalmente e caso ainda tenha dúvida sobre essa nomenclarura, clique aqui).

Mistura de teoria/hipótese à parte, a interpretação de muitos mundos basicamente diz que cada vez que uma decisão é feita, o nosso universo se divide em vários universos em que cada resultado possível de acontecer.


Então imagine que você esteja de pé no topo de uma falésia, contemplando as cachoeiras logo abaixo. De acordo com MWI, se neste universo você pular (corajoso!), outro universo onde você não pulou vai existir, e isso é ligeiramente é alterado para sempre como um resultado. É como o filme  "De Caso com o Acaso" em escala quântica.

Mas, voltando no cenário do quarto com a bomba nuclear. Hipoteticamente você está preso nessa situação perigosa porque é um experimento de pensamento que podemos usar para testar o MWI - e comprovar ou não se a imortalidade é, na verdade, cientificamente possível. (Caso você esteja se perguntando, o experimento levou o nome de 'suicídio quântico'. Nice).

Deixaremos o vídeo abaixo para você ver, pois é um material realmente fascinante. Mas Resumindo a história, se MWI for correta, então somos todos imortais, e não temos nada a temer de em jogar roleta russa com uma bomba nuclear - exceto no fato que infinitos outros universos serão gerados onde teremos uma morte dolorosa outras vezes.

Confira o vídeo:

Traduzido e adaptado de Science Alert

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Autor Felipe Sérvulo

Graduado em Física pela UEPB. Mestrando em Cosmologia, gravitação e física das partículas pela UFCG. Possui experiência na área de divulgação científica com ênfase em astronomia, astrofísica, astrobiologia, cosmologia, biologia evolutiva e história da ciência. Possui experiência na área de docência informática, física, química e matemática, com ênfase em desenvolvimento de websites e design gráfico e experiência na área de artes, com ênfase em pinturas e desenhos realistas. Fundador do Projeto Mistérios do Universo, colaborador, editor, tradutor e colaborador da Sociedade Científica e do Universo Racionalista. Membro da Associação Paraibana de Astronomia. Pai, nerd, geek, colecionador, aficionado pela arte, pela astronomia e pelo Universo. Curriculum Lattes: http://lattes.cnpq.br/8938378819014229
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