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Obrigado, ondas gravitacionais! 


A primeira evidência real para a existência de ondas gravitacionais tem feito os cientistas reavaliarem a respeito do que o nosso Universo pode ser feito, e uma equipe internacional de pesquisadores acredita que o espaço pode ser tão cheio de buracos negros do que se pensava anteriormente.


A previsão é baseada em um modelo matemático complexo do cosmos, e se ele for exato, é provável que venha da detecção de muitas ondas gravitacionais, que virão em direção à Terra no futuro.

Os pesquisadores dizem que poderemos chegar a um número de até 1.000 fusões de buracos negros por ano com a próxima geração de scanners de ondas gravitacionais que estarão funcionando e serão capazes de controlar ondas com maior sensibilidade do que a máquina atual da LIGO. E isto é enorme - até agora, só conseguimos detectar ondas gravitacionais somente duas vezes.



"O Universo não é o mesmo em todos os lugares," diz o co-autor do estudo, Richard O'Shaughnessy do Rochester Institute of Technology, em Nova York. "Alguns lugares produzem muitos mais buracos negros binários do que outros. Nosso estudo leva em conta cuidadosamente estas diferenças."

O novo modelo inclui alguns dos cálculos mais detalhados da sua espécie que já realizou, diz a equipe.

Não temos certeza ainda se o modelo irá provar ser preciso, mas ele previu a primeira detecção de ondas gravitacionais em fevereiro, então tem um bom histórico. Além disso, cientistas no LIGO dizem que suas conclusões iniciais sugerem que há muito mais colisões de binárias de buracos negros lá fora esperando para serem descobertas.

Os tipos de buracos negros binários que podem produzir ondas como aqueles encontrados pelo LIGO não são como a maioria dos buracos negros: eles são maiores que o normal, formados a partir de antigas estrela 40 a 100 vezes mais massivas que nosso Sol e queimam uma forma mais pura de hidrogênio.

De acordo com os novos cálculos, esses buracos negros supermassivos têm uma taxa de rotação constante, e suas órbitas permanecem em um único plano. Enquanto os efeitos de uma colisão e colapso não parecem afetar seu posicionamento, ele pode ter uma influência sobre as órbitas dos pequenos buracos negros em torno deles.

"LIGO não vai ver 1.000 buracos negros como estes todos os anos, mas muitos deles serão ainda melhores e mais emocionantes porque teremos um instrumento melhor – teremos melhor óculos e melhores técnicas para ver através deles", disse O'Shaughnessy.

Em outras palavras, isto pode ser só o começo.

O modelo agora está sendo compartilhado com outros astrônomos de ondas gravitacionais para seus próprios estudos e foi publicado na natureza.

Traduzido e adaptado de Science Alert

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Autor Felipe Sérvulo

Graduado em Física pela UEPB. Mestrando em Cosmologia, gravitação e física das partículas pela UFCG. Possui experiência na área de divulgação científica com ênfase em astronomia, astrofísica, astrobiologia, cosmologia, biologia evolutiva e história da ciência. Possui experiência na área de docência informática, física, química e matemática, com ênfase em desenvolvimento de websites e design gráfico e experiência na área de artes, com ênfase em pinturas e desenhos realistas. Fundador do Projeto Mistérios do Universo, colaborador, editor, tradutor e colaborador da Sociedade Científica e do Universo Racionalista. Membro da Associação Paraibana de Astronomia. Pai, nerd, geek, colecionador, aficionado pela arte, pela astronomia e pelo Universo. Curriculum Lattes: http://lattes.cnpq.br/8938378819014229
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