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» » » » » Asas de pássaro-dinossauro de 99 milhões de anos é encontrada intacta em âmbar
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Os cientistas  acabam de publicar as suas conclusões sobre duas descobertas de 99 milhões de anos de idade: asas de bebê dinossauro - com penas ainda ligadas - encontradas envoltas em âmbar. Eu vou repetir isso: Nós temos duas asas de dinossauros tão bem preservados em âmbar que os cientistas podem estudar as suas penas.

Imagem das asas bem preservadas em âmbar. Royal Saskatchewan Museum/R.C. McKellar

Não, você não está vivendo nos primeiros 10 minutos de um inédito Jurassic Park.

As asas parecem ser do enantiornithes, um grupo de dinossauros de transição com dentes e garras em suas asas, nas quais as aves modernas de alguma forma se assemelham. As asas ficaram presas na seiva da árvore, que envoltou-as e preservou-as de forma mais eficaz do que o processo de fossilização mais comum poderia fazer.


O âmbar no qual foram encontradas as asas vem de Myanmar (Burma) e foi originalmente preparado como joia,  relata Kristin Romey para National Geographic. (A National Geographic ajudou a financiar o projeto que descobriu as asas).

No artigo que revelou essas descobertas, os pesquisadores "provisoriamente" sugeriram que as duas asas vêm das mesmas espécies de enantiornithes. E elas estão tão bem preservadas que mostraram a semelhança da sua estrutura com asas de aves modernas.

Pássaros modernos são entendidos como sendo os últimos dinossauros sobreviventes, portanto, qualquer vislumbre de como eles surgiram é fascinante.

Modelos de raios-x das asas do dinossauro encontrado.Image: Nature

A coloração preservada nas penas revela camadas em marrom e branco em uma das asas, em padrões semelhantes aos que ainda vemos hoje. Na verdade, quase tudo o que os investigadores examinaram a partir da pele e os músculos nas microestruturas das penas individuais se assemelha à estrutura da asa de aves de hoje.

Estes achados são especiais porque é incrivelmente raro encontrar fósseis como estes antigos e bem preservados. Nos processos de fossilização normais, penas tendem a desaparecer, deixando para trás impressões muito difíceis de interpretar em torno da rocha. E quando penas transformam-se em âmbar, estão geralmente sozinhas e sem muito contexto. Estas asas, porém, estão surpreendentemente completas.

Um fato mais surpreendente no artigo: Parece que a antiga bebê dino-ave pode ainda ter estado viva quando ele foi enterrada na seiva de árvore. Marcas de garras preservadas em torno das asas sugerem algum tipo de luta ocorrida antes da seiva endurecer.

Traduzido e adaptado de Science Alert

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Autor Felipe Sérvulo

Graduado em Física pela UEPB. Mestrando em Cosmologia, gravitação e física das partículas pela UFCG. Possui experiência na área de divulgação científica com ênfase em astronomia, astrofísica, astrobiologia, cosmologia, biologia evolutiva e história da ciência. Possui experiência na área de docência informática, física, química e matemática, com ênfase em desenvolvimento de websites e design gráfico e experiência na área de artes, com ênfase em pinturas e desenhos realistas. Fundador do Projeto Mistérios do Universo, colaborador, editor, tradutor e colaborador da Sociedade Científica e do Universo Racionalista. Membro da Associação Paraibana de Astronomia. Pai, nerd, geek, colecionador, aficionado pela arte, pela astronomia e pelo Universo. Curriculum Lattes: http://lattes.cnpq.br/8938378819014229
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