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» » » » » Vem aí uma das maiores chuvas de meteoros do ano: as Perseidas
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Estamos agora menos de um mês longe do pico anual de 'estrelas cadentes' conhecida como a chuva de meteoros Perseidas. E se as condições forem favoráveis, há uma boa chance de que o desempenho deste ano seja melhor que a média, graças a um impulso gravitacional do planeta Júpiter. As perdeidas ocorrerão de 17 de julho a 24 de agosto de 2016, com o pico no dia 12. 

Observadores assíduos já começaram a ver os membros do fluxo de meteoros Perseidas - muito mais cedo, uma vez que os precursores da chuva de meteoros não costumam começar a fazer aparições até a terceira semana de Julho. Alguns meteoros já começaram a aparecer, apenas alguns deles por hora, no momento, mas esse número vai aumentar depois de 07 de agosto, atingindo seu máximo durante as horas da madrugada na sexta-feira, 12 agosto.


A lua estará, em fase de quarto-minguante, irá interferir com a visualização de meteoros iluminando o céu antes da meia noite, mas ela irá se pôr em cerca de 1:00 da manhã de 12 de agosto, deixando o céu escuro por cerca de 3 horas e meia horas antes da primeira luz da aurora começar a quebrar no leste.

Os meteoros parecem irradiar da constelação de Perseus - daí o nome Perseidas. Perseus começa a subir para fora do nordeste celeste por volta de meia noite e por volta da 4 da manhã, ele estará na altura máxima no céu.

Os meteoros são a escória do cometa Swift-Tuttle, que foi descoberto em julho de 1862 e reapareceu no outono de 1992. O cometa provavelmente circulou o Sol dezenas de vezes e deixou um "rio de escombros" em seu rastro. A órbita da Terra passa por este entulho todos os anos em meados de agosto, criando a exibição anual de estrelas cadentes.

Os meteoros das Perseidas, pelo menos os visível a olho nu, são um pouco maior do que um grão de areia. Eles ficam invisíveis até que, ao entrar em nossa atmosfera a velocidades de até 37 milhas (60 quilômetros) por segundo - mais de 133.000 milhas (214.000 km) por hora - sua energia cinética é usada para a produção de luz, calor e ionização. Assim, uma pequena partícula pode ser vista por algumas centenas de km como um raio de luz brilhante no céu. Então, o que estamos vendo é a energia da luz que se desenvolve, não a partícula em si. A maioria dos meteoros Perseidas tornam-se visíveis a cerca de 70 milhas (113 km) acima do solo e morrem a uma altura de cerca de 54 milhas (87 km).

Este ano deve ser melhor do que a média por causa do alinhamento de Júpiter tanto com a Terra, quanto com o fluxo das Perseidas. Antes de interseção da Terra no próximo mês, as minúsculas partículas da Perseidas terão passado perto o suficiente para que o maior planeta do nosso sistema solar a ser deslocado para mais perto da órbita da Terra. Enquanto um único observador pode ver até 60 a 90 meteoros por hora durante um chuveiro Perseid normal, graças a este impulso gravitacional de Júpiter, a taxa de meteoros neste ano pode ser visivelmente maior.

Ressalte-se que, para obter melhores resultados, observações devem ser feitas longe de grandes cidades onde a fumaça, neblina - e luzes brilhantes, especialmente. Os moradores da cidade serão capazes de ver Perseidas, mas a uma taxa muito reduzida. Quanto mais escuro o céu, e quanto menos obstruções (tais como edifícios próximos ou árvores altas), mais meteoros você conseguirá ver.

Localização da radiante da chuva de meteoros (em amarelo). A radiante é o local que os meteoros parecem surgir no céu, nesse caso, da constelação de Perseu. 

Lembrando também que, quanto mais ao Sul você morar, especialmente no Brasil, menos será visível a constelação de Perseu, portanto, os moradores do Norte-Nordeste terão mais chances de verem meteoros. 

Portanto, fique atento! Estaremos informando na página e no site até o dia 12. Enquanto isso, marque no seu calendário e lembre-se: encontre sempre um local afastado da cidade, procure um local confortável longe de luzes de celulares e use apenas seu olho na direção da constelação de Perseu. Bons céus à todos!

Traduzido e adaptado de Space

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Autor Felipe Sérvulo

Graduado em Física pela UEPB. Mestrando em Cosmologia, gravitação e física das partículas pela UFCG. Possui experiência na área de divulgação científica com ênfase em astronomia, astrofísica, astrobiologia, cosmologia, biologia evolutiva e história da ciência. Possui experiência na área de docência informática, física, química e matemática, com ênfase em desenvolvimento de websites e design gráfico e experiência na área de artes, com ênfase em pinturas e desenhos realistas. Fundador do Projeto Mistérios do Universo, colaborador, editor, tradutor e colaborador da Sociedade Científica e do Universo Racionalista. Membro da Associação Paraibana de Astronomia. Pai, nerd, geek, colecionador, aficionado pela arte, pela astronomia e pelo Universo. Curriculum Lattes: http://lattes.cnpq.br/8938378819014229
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