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Lua congelada de Júpiter Io é um lugar muito sombrio, com uma atmosfera tóxica e os vulcões mais ativos de todo o Sistema Solar.

Mas ela, de alguma forma, conseguiu ficar ainda mais macabra. Uma equipe de cientistas acaba de flagrar a sua atmosfera colapsando - algo que, aparentemente, acontece todos os dias, a medida que Júpiter eclipsa-a.

Os astrônomos já suspeitavam que a atmosfera fina de Io desinfla quando a sombra do gigante de gás passa sobre ela diariamente, mas nunca ninguém tinha sido capaz de ver isso acontecendo até agora.

"É a primeira vez que os cientistas observaram este fenômeno notável diretamente, melhorando a nossa compreensão desta lua geologicamente ativa", disse o pesquisador Constantine Tsang do Southwest Research Institute em Colorado.

O estudo mostra que, durante 2 horas todos os dias, Júpiter eclipsa-se com a lua com sua sombra gigante, fazendo com que a temperatura caia e a atmosfera rica em dióxido de enxofre de Io congele e cair para a superfície.

Quando o planeta se move para fora da sombra de Júpiter, o Sol aquece gradualmente a temperatura da superfície de Io em cerca de -270 graus Fahrenheit (-168 graus Celsius)  a -235 graus Fahrenheit (-148 graus Celsius), e o dióxido de enxofre retorna para a atmosfera como gás.

Mas, em seguida, todo o ciclo repete novamente no dia seguinte e, como um dia em Io dura em torno de 1,7 dias terrestres, a atmosfera é desinflada e reaquecida o tempo todo.

"Isso confirma que a atmosfera de Io está em um constante estado de colapso e reparação, e mostra que uma grande fração da atmosfera é suportada por sublimação do gelo de SO2  [dióxido de enxofre]", disse um membro da equipe, John Spencer. "Nós temos suspeitado por muito tempo isso, mas podemos finalmente ver isso acontecer."

A equipe foi capaz de descobrir isso usando o telescópio Gemini North, no Havaí, além de um espectrógrafo de longo alcance, que é capaz de monitorar a composição da atmosfera da lua.

Usando esta combinação para medir as assinaturas eletromagnéticas saindo de Io em tempo real, a equipe pôde mostrar que o teor de anidrido sulfuroso cai diariamente durante os eclipses de Júpiter.

Os resultados foram publicados no Journal of Geophysical Research .

Talvez a parte mais emocionante de tudo é que a maioria das 67 luas conhecidas de Júpiter - e o castigo que o gigante gasoso desencadeia sobre elas - permanecem um mistério para nós.

Mas agora que temos a nossa própria sonda, Juno, em órbita ao redor do planeta, nós esperamos conseguir mais alguns insights sobre o comportamento estranho ocorrendo no bairro.

Ainda é cedo para a missão, mas já ouvimos os assustador sons vindos em torno de Júpiter, e foi enviada esta foto da luz visível do gigante de gasoso com Io, Europa e Ganimedes:

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Autor Felipe Sérvulo

Graduado em Física pela UEPB. Mestrando em Cosmologia, gravitação e física das partículas pela UFCG. Possui experiência na área de divulgação científica com ênfase em astronomia, astrofísica, astrobiologia, cosmologia, biologia evolutiva e história da ciência. Possui experiência na área de docência informática, física, química e matemática, com ênfase em desenvolvimento de websites e design gráfico e experiência na área de artes, com ênfase em pinturas e desenhos realistas. Fundador do Projeto Mistérios do Universo, colaborador, editor, tradutor e colaborador da Sociedade Científica e do Universo Racionalista. Membro da Associação Paraibana de Astronomia. Pai, nerd, geek, colecionador, aficionado pela arte, pela astronomia e pelo Universo. Curriculum Lattes: http://lattes.cnpq.br/8938378819014229
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