Planeta Terra em crise: como reduzir o aquecimento global - Mistérios do Universo

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19 de janeiro de 2017

Planeta Terra em crise: como reduzir o aquecimento global

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Por Felipe Sérvulo


O aquecimento global é um dos maiores problemas da atualidade. Vivemos em tempos de falta d’água, secas prolongadas e cheias inesperadas. Evidentemente, isso mostra que algo de errado está ocorrendo com o planeta e a resposta é o aumento do efeito estufa, um problema antigo de urgente resolução. Para curar o planeta Terra do envenenamento do progresso humano, provocado principalmente pela queima de combustíveis fósseis, devemos correr contra o relógio, buscando alternativas sustentáveis. 

Há duas décadas, o mundo voltou seus olhos para um problema que, apesar de suas futuras graves consequências, não pareceu muito alarmante na época, mas está sendo sentido de maneira significativa nos dias atuais: o aquecimento global. 

Conferências climáticas como a United Nations Conference on the Human Environment (Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano – UNCHE) [i] realizadas em 1972, em Estolcomo, na Suécia, seguidas da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (ECO-92)[ii] e 20 anos depois, pela Rio+20, ambas realizadas no Rio de Janeiro, reuniram líderes mundiais para tratar o aquecimento do planeta de forma séria e sucinta. Nestas conferências, foram apresentados planos de ação envolvendo as principais nações do planeta. Alguns desses exemplos foram a Agenda 21 [iii], a declaração do Rio e a declaração das florestas. Anos mais tarde, em 1997, um resultado prático da ECO-92 foi o Protocolo de Kyoto [iv], que estabeleceu metas para a redução da emissão de gases do efeito estufa em países industrializados, contudo, não houveram resultados práticos, uma vez que o país mais industrializado do mundo e um dos maiores emissores, os Estados Unidos, não ratificaram o acordo [v].

A Conferência das Nações Unidas Sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (ECO-92) reuniu 190 líderes mundiais para tratar dos problemas ambientais e estabelecer metas. Créditos: Luciana Whitaker/Folhapress

O fato é que, ao adentrarmos no século XXI, sentimos o fardo destas mudanças climáticas que aos poucos começaram a sacudir seriamente no planeta. 

A Terra passou por várias eras glaciais, nas quais a temperatura média sempre oscila regularmente e naturalmente, porém, nos dias atuais, o planeta encontra-se em um desequilíbrio climático no qual extremos de temperatura fazem com que ocorram tempestades de neve por logos períodos, secas prolongadas e precipitações acima de média. Mas por que isto acontece? A resposta está no efeito estufa [vi].

O efeito estufa é um fenômeno natural na qual parte da radiação que é emitida pelo Sol, é refletida através da superfície do planeta e retida nos gases presentes na atmosfera. Quando regular, este efeito é vital para o desenvolvimento da vida no planeta Terra, mas se apresentado de forma irregular e instável, aumenta a temperatura do planeta e, consequentemente, afeta, de forma gradativa, a sua biodiversidade. E é o que está ocorrendo. 

Nos últimos anos, o efeito estufa se desestabilizou, ocasionando um desequilíbrio climático no planeta, conhecido como aquecimento global. Os principais causadores desde desequilíbrio são os chamados gases do efeito estufa, dentre eles, o vapor d’água (H2O), o metano (CH4), Óxido nitroso (N2O) os clorofluorcarbonos (CFC's) e o dióxido de carbono (CO2). Todos estes gases contribuem consideravelmente com o efeito estufa, porém, nas últimas décadas, o CO2 mereceu uma atenção redobrada, uma vez que, nos últimos 200 anos, com o advento da revolução industrial que por sua vez trouxe o petróleo, um combustível fóssil que criou condições mais confortáveis para a humanidade, mas, por outro lado, produziu uma quantidade significativa de dióxido de carbono que se concentrou na atmosfera, fazendo com que o efeito estufa aumentasse ainda mais e o aquecimento global acelerasse exponencialmente, causando consequências alarmantes[vii]. 






Com o agravamento do efeito estufa - um fenômeno natural - haverá um aumento considerável na concentração de gases poluentes e o era bom para o equilíbrio da biodiversidade no planeta, agora é um fator negativo, voltando-se contra o próprio homem. Créditos: Luís Iria.

Entre muitas destas consequências, destaca-se o derretimento das calotas polares, que ocasiona um aumento considerável no nível dos oceanos e lagos, submergindo ilhas e cidades. Vale ressaltar que, sem as geleiras, boa parte da luz do Sol não será refletida para o espaço, uma vez que a cor branca característica do gelo dá condições naturais para manter a média de temperatura no planeta. Nas últimas três décadas, a extensão do gelo do ártico diminuiu drástica e rapidamente. Em 2012, o mar congelado daquela região atingiu a menor extensão já registrada (3,4 milhões de quilômetros quadrados) [viii]. 

A alteração do clima também afeta a produção de alimentos: secas prolongadas, como a que ocorreu nos Estados Unidos em 2012 (a pior desde 1956, afetam as safras de muitos alimentos essenciais como milho e soja. Extremos de temperatura na Rússia, Ucrânia, Indonésia e Brasil também ocasionam prejuízos na agricultura. Climatologistas alertam que, até o fim deste século, caso as temperaturas não se normalizem, secas periódicas causarão danos permanentes ao solo, às florestas e aos rios. Embora existam outras causas que possam alavancar a escassez de alimentos, tais como o aumento da população mundial, o uso desenfreado de biocombustíveis e o consumo de proteínas animais, o aquecimento global se torna o principal componente para uma crise alimentar [ix]. 

Mesmo diante destas mudanças climáticas e suas consequências, desde o início das conferências mundiais houve (e ainda há) quem desbancasse de ceticismo em relação ao tema, alegando que tais mudanças não estariam acontecendo e que todo esse alarmismo não passa de manobras governamentais ou de grupos de ambientalistas ou cientistas visando fama ou promoção pessoal, porém, há um lugar no nosso sistema Solar que pode servir de exemplo do que poderá acontecer com o nosso planeta, caso o aquecimento global aumente e se prolongue por um logo período: o planeta Vênus. 

Em 1961, o astrônomo americano Carl Sagan (1935 – 1996), estudou o efeito estufa no nosso vizinho Vênus. [x] Sagan mostrou que, apesar de parecer convidativo aos futuros turistas espaciais, por ter um tamanho aparente ao da Terra, Vênus na verdade possui uma temperatura superficial gigantesca de aproximadamente 470ºC – quente o suficiente para queimar o estanho e o chumbo. Isso decorre do efeito estufa ocasionado pela densa atmosfera de dióxido de carbono que retém praticamente toda a luz e o calor do Sol, tornando o planeta um inferno e o colocando no posto de mais quente do Sistema Solar. O que aconteceu com Vênus, poderá acontecer com a Terra. 



Dados da NOOA confirmam que 2014 foi o ano mais quente da história desde que começaram as medições. O gráfico mostra a elevação recorde de temperatura média global que inclui a terra e oceano. Créditos NCDC/NESDIS/NOAA.

Apesar de todos estes alarmes e avisos prévios somados ao aumento da população mundial, da produção tecnológica e da busca desenfreada de energia, principalmente dos combustíveis fósseis, o homem está cada vez mais lançando gases de efeito estufa na atmosfera e testemunhando a maior crise climática da história moderna do planeta. Os 10 anos mais quentes da história, desde 1860, decorreram 1980 e 1990, recorde este batido a partir do ano de 2000. Segundo a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), o ano de 2014 foi considerado o ano mais quente da história, desde 1880, quando iniciaram as medições [xi]. O ano seguinte, 2015, bateu-se novamente o recorde de temperatura [xii], de acordo com a NASA. E não parou por ai. 2016 terminou com outro recorde, marcando o terceiro ano consecutivo com recorde, segundo a NOAA, marcando também a maior temperatura registrada - 1.5ºC acima da média para os tempos industriais (1881 - 1910).  Em 2016, a temperatura média do planeta aumentou 0,94°C  acima da média para o século XX, quase próximo do aumento da média para um século, e os recordes não param por aí. 


A anomalia de temperatura usando a linha de base 1891-1910. Créditos: Climate Central

Em janeiro de 2015, ocorreu a maior tempestade de neve da história dos Estados Unidos. No Brasil, a estiagem já afeta quase todo o país, que está passando não só por escassez de água, mas por uma crise energética, uma vez que nossas usinas hidroelétricas ainda representam cerca de 70% de toda a matriz energética do país. 

Em meados de 1999, fomos responsáveis por colocar 7 bilhões de toneladas de CO2 na atmosfera do planeta e este número aumenta a cada ano, chegando a 34 bilhões de toneladas em 2011 (2,5% maior que o ano anterior), segundo o Instituto de Energia Renovável da Alemanha (IWR)[xiii]. O mesmo órgão ainda alerta que, se esta tendência anual for mantida, as emissões mundiais de CO2 chegarão a extraordinários 40 bilhões de toneladas em 2020. 

Segundo o IPCC (Intergovernmental Panel on Climate Change) em 2100, na melhor das hipóteses, a produção de CO2 no mundo chegará a 30 bilhões de toneladas junto a um aumento da temperatura de 1,5ºC e um aumento no nível de mar de 1m. Já em um cenário mais pessimista, ou seja, se o aquecimento global prosseguir nos níveis de hoje e não for detido, a emissão anual em 2100 será de 138 bilhões de Toneladas, a temperatura média ficará entre 4.6ºC e 6ºC mais elevada e o nível do mar subirá para 90 centímetros[xiv]. 





Dados da NOOA confirmaram que 2014 foi o ano mais quente da história desde que começaram as medições. O gráfico mostra a elevação recorde de temperatura média global que inclui a terra e oceano. Esses recordes foram batidos duas vezes, em 2015 e 2016. Créditos NCDC/NESDIS/NOAA.


Diante destes cenários, é preciso que os líderes mundiais e cada um de nós implantemos novas práticas para zerar ou pelo menos tentar diminuir a emissão de gases na atmosfera, através de meios diretos e indiretos, controlando as mudanças climáticas. O planeta entrou em desequilíbrio ecológico por nossa causa, e somos nós que devemos ajudá-lo. 

Sustentabilidade: Um caminho necessário 

O termo “sustentabilidade”, cunhado pelo economista polonês Ignacy Sachs e popularizado durante a ECO-92, é o princípio básico de empresas, de grupos ou quaisquer outros que busquem, como a própria palavra diz, sustentar-se em um certo nível, por um longo prazo [xv]. Nas questões ambientais, o termo alcança outros significados e é bem mais conhecido. Em síntese, ser sustentável é buscar meios de não comprometer o meio ambiente para que as próximas gerações possam desfrutar dos seus recursos naturais e dentro desse conceito, incluem a integração de questões ambientais, energéticas e sociais. 

Como mostram as evidências, a busca incessante de combustíveis fósseis, fazem do ser humano o principal culpado na crise climática recente. Diante deste fato, é necessário promover ações que busquem diminuir a emissão de gases em caráter de urgência a curto ou longo prazo, incluindo a substituição dos combustíveis fósseis por outras fontes limpas de energia. Portanto, não temos outra escolha, se não, sermos sustentáveis e buscar medidas sustentáveis. Uma dessas primeiras medidas é a busca de fontes alternativas e renováveis de energia tais como, energia solar, energia eólica, energia das marés, energia das ondas, energia da biomassa, energia térmica do oceano, energia nuclear e até mesmo o uso do hidrogênio como combustível. 

Algumas fontes renováveis de energia: A energia eólica, gerada pelos ventos (A), a energia da biomassa (B), a energia das marés ou maremotriz (C), a hidroelétria (D), a energia solar (E) e a energia nuclear (F). O uso destas fontes de energia somados às atitudes sustentáveis é a principal saída para os cenários alarmantes relacionados ao clima futuro do planeta Terra.

É evidente que todas estas fontes de energia citadas possuem vantagens e desvantagens, além disso, algumas delas não assumiram o posto de boa fonte alternativa devido ao histórico negativo que algumas possuem, como por exemplo, a energia nuclear, que, apesar de ser uma energia “limpa” em relação à emissão de gases, ela não é bem vista no mundo devido aos graves acidentes nucleares, como o de Three Mile Island, em 1979, o de Chernobyl, em 1996, e Fukushima, em 2011. Além disso, o lixo nuclear da usina afeta os rios e lagos nos arredores e esse tipo de energia ainda é mais cara, comparada às outras[xvi]. 

Outras fontes, como a energia solar e a energia das marés, mesmo sendo muito eficientes, possuem certas desvantagens como, no caso da energia solar, que ainda possui custos iniciais elevados e, em grandes escalas, necessita de ser acoplada a linha de transmissão hidroelétrica. É o caso também da energia das marés, que precisa de um lugar privilegiado com um bom desnível, caso contrário não irá ter uma produção considerável de energia, entretanto, ela ainda é uma das melhores apostas para o futuro[xvii]. 

Mas, todas estas fontes de energia ainda são melhores do que os combustíveis fósseis. Se, a indústria e o governo, por exemplo, entrassem em um acordo para eliminar a dependência de combustíveis fósseis, abandonando as usinas termoelétricas e colocando mais usinas hidroelétricas, painéis solares e torres eólicas, colocando mais carros sustentáveis nas ruas, contaminando menos os rios, os lagos e os solos; plantando mais árvores; evitando o desmatamento; diminuindo o consumo da água e da própria energia, adotar o uso da reciclagem e conscientizar a sociedade, as escolas e as empresas com iniciativas e campanhas periódicas. Se tudo isso fizer efeito e, a longo prazo, conseguirmos diminuir pela metade - ou até mesmo totalmente - a nossa dependência de combustíveis fósseis, certamente será um grande passo. 

O que o futuro nos reserva? 

Observando como o mundo trata os problemas ambientais, percebemos que os esforços ainda são poucos no cenário de urgência no qual estamos passando. E isso é preocupante e quase desanimador. 

Os políticos, por exemplo, não possuem outro interesse a não ser o seu próprio. Pouco ou raramente se voltam para o meio ambiente em um âmbito humanitário. A preocupação dos ambientalistas ficou ainda mais evidente após a vitória de Donald Trump, um negacionista do aquecimento global, que vai estar à frente da nação mais poderosa do mundo a partir de 2017. Em um de seus tweets, ele declara que o aquecimento global é uma farsa criada pelos chineses, devido a fatores comerciais e de competitividade:
Está na hora de deixarmos de sermos irresponsáveis e inconsequentes conosco e com o nosso planeta. Se quisermos entregar um planeta saudável para nossos filhos e netos, devemos levar a sério o problema ambiental. Devemos baixar nosso ego e ascender nossa consciência ambiental, pois se não houver solução a curto ou longo prazo, ou se estas estiverem sendo inúteis, nosso planeta irá morrer e não restará outra alternativa, se não, abandonar nosso pálido ponto azul [xviii]. A longo prazo, se nossa civilização avançar e encontrar outro planeta, ou construirmos uma colônia espacial (isso se não nos destruirmos antes), talvez nos salvemos de nossa própria negligência ambiental, mas deixaremos um fardo histórico de uma forma de vida inteligente que, por egoísmo, ganância e hegemonia, destruiu seu único lar natural. 


Notas e referências 


[i] Declaration of the United Nations Conference on the Human Environment. Disponível em http://www.unep.org/documents.multilingual/default.asp?documentid=97&articleid=1503 página visita em 09 de dezembro de 2016. 

[ii] Rio Declaration on Environment and Development. Disponível em http://habitat.igc.org/agenda21/rio-dec.htm página visitada em 09 de dezembro de 2016. 

[iii] Agenda 21. Disponível em http://habitat.igc.org/agenda21/index.htm página visitada em 09 de dezembro de 2016. 

[iv] ONU. Kyoto Protocol to the United Nations Framework Convention on Climate Change. 1998. Disponível em < http://unfccc.int/resource/docs/convkp/kpeng.pdf> . Página visitada em 09 de dezembro de 2016. 

[v] Os EUA assinaram o Protocolo em 12 de novembro de 1998, durante a presidência de Clinton. Entretanto, para tornar-se vinculante nos Estados Unidos, o tratado devia ser ratificado pelo Senado, que já havia aprovado a Resolução Byrd-Hagel de 1997, não expressando sua desaprovação de qualquer acordo internacional que não exigisse que os países em desenvolvimento fizessem reduções de emissões e "Prejudicaria gravemente a economia dos Estados Unidos". Portanto, embora a administração de Clinton tenha assinado o tratado, ele nunca fora submetido ao Senado para ratificação.
[vi] BRANCO, Samuel Murgem. Energia e Meio Ambiente. São Paulo, Moderna, 1990. P. 58-59. 

[vii] Ibidem. P. 55. 

[viii] SIMÕES, Jefferson Cardia. Ártico pede socorro. Carta Capital. Disponível em http://www.cartacapital.com.br/educacao/o-artico-pede-socorro. página visitada em 16 de março de 2016. 

[ix] COSTA, Antônio Luiz M. C. A Próxima Crise. Revista Carta Escola. Ed. 70. p. 20-22, outubro de 2012. 

[x] SAGAN, Carl. Bilhões e Bilhões: reflexões sobre a vida e morte na virada do milênio – São Paulo, Companhia das Letras, 1988. 

[xi]NASA, NOAA Find 2014 Warmest Year in Modern Record. Disponível em https://www.nasa.gov/press/2015/january/nasa-determines-2014-warmest-year-in-modern-record página visitada em 17 de março de 2016. 

[xii] NASA, NOAA Analyses Reveal Record-Shattering Global Warm Temperatures in 2015. Disponível em https://www.nasa.gov/press-release/nasa-noaa-analyses-reveal-record-shattering-global-warm-temperatures-in-2015. Página visitada em março de 2016. 

[xiii] IWR. Instituto de Energia Renovável da Alemanha. Disponível em: http://iwr.de. Página visitada em 09 de dezembro de 2016. 
  
[xiv] IPCC. Projections of Future Changes in Climate. Disponível em http://www.ipcc.ch/publications_and_data/ar4/wg1/en/spmsspm-projections-of.html Página visitada em 09 de dezembro de 2016. 

[xv] SANTOMAURO, Beatriz. Você faz, o planeta sente. Revista Nova Escola. Ed 252. p. 56, maio de 2012. 

[xvi] THE ECONOMIST. O Átomo derrotado: A energia nuclear perde espaço como alternativa. Tradução. Revista Carta na Escola, vol. 66, p. 40-44, 2012. 

[xvii] BRANCO, Samuel Murgem. Energia e Meio Ambiente. São Paulo, Moderna, 1990. p. 58. 

[xviii] Alcunha dada pelo astrônomo Carl Sagan ao planeta Terra e também o nome da famosa foto feita pela Sonda Voyager da Terra a 6,4 bilhões de Km, em 14 de fevereiro de 1990. A imagem acabou inspirando Sagan a escrever o livro Pálido Ponto Azul em 1994. 

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