Select Menu

_______________
» » » » Existem estrelas verdes?
«
Proxima
Postagem mais recente
»
Anterior
Postagem mais antiga

Sabemos que existem estrelas vermelhas, estrelas azuis e as estrelas amarelas/brancas como o nosso Sol, mas há estrelas verdes? O que seria necessário para fazer com que uma estrela seja verde?

Como você provavelmente sabe, a cor de uma estrela depende da temperatura da sua superfície. As estrelas mais frias são vermelhas, e tem uma temperatura de superfície inferior a 3500 Kelvin. As estrelas mais quentes são azuis e têm temperaturas acima de 12.000 Kelvin. Nosso próprio Sol emite uma luz quase exclusivamente branca, e mede 6.800 Kelvin.

Imagem relacionada
Tabela 1: classificação estelar.  Clique para imagem maior.

As estrelas podem emitem luz de todos os pontos do espectr: infravermelho, vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, índigo, violeta e ultravioleta. Os astrônomos medem a curva de luz dos fótons que saem de uma estrela. Em outras palavras, essa é a razão de fótons fluem da estrela em todas as partes do espectro:

  • Classe O – Azul – Estas são estrelas muito quentes, com temperaturas superficiais superiores a 30.000 K.
  • Classe B – Entre o azul e o branco – Neste grupo as temperaturas situam-se entre os 30.000 K e os 10.000 K.
  • Classe A – Branco – As temperaturas situam-se entre os 10.000 K a 7.500 K.
  • Classe F –  Entre branco e amarelo – Estas estrelas possuem entre os 7.500 K a 6.000 K.
  • Classe G – Amarelo – Temperaturas entre 6.000 K a 5.000 K. Dentro desta classe inclui-se o nosso Sol.
  • Classe K – Cor de laranja – Neste grupo de estrelas as temperaturas situam-se entre os 5.000 K e os 3.500 K.
  • Classe M – Vermelho – As estrelas desta classe são as mais frias, com temperaturas superficiais abaixo dos 3.500 K.
Resultado de imagem para cores das estrelas


Cores convencionais/cores aparentes

As cores convencionais são tradicionais em astronomia, e representam as cores relativas à cor média de uma estrela de classe A, que é considerada branco. As cores aparentes são o que o observador veria se estivesse tentando descrever as estrelas sob um céu escuro, sem auxílio para o olho, ou com binóculos.

O próprio Sol é branco, embora às vezes é chamado uma estrela amarela. Esta é uma consequência natural da evolução dos sentidos óticos humanos: a curva de resposta que maximiza a eficiência global contra a iluminação solar, por definição, percebe o Sol como branco, embora haja alguma variação subjetiva entre os observadores.


Resultado de imagem para cores das estrelas
A descrição da cor convencional descreve apenas o pico do espectro estelar. No entanto, as cores aparentes reais que o olho vê são mais leves do que as descrições de cores convencionais em astronomia.

Uma estrela emite energia em todos os comprimentos de onda, mas não com a mesma intensidade. Existe um pico de sua radiância para cada temperatura. Uma quantidade de energia que vai determinar a cor predominante da estrela. 

Uma estrela emite energia em todos os comprimentos de onda, mas não com a mesma intensidade.

Construindo uma estrela verde

O problema é que estrelas como o nosso Sol arrematam fótons em tantas cores que tudo parece branco a partir de nossa perspectiva. 

Se quisermos 'criar' uma estrela verde,  precisaríamos ter uma curva de luz que atinge o pico no verde e que não emita luz em muitas outras cores. E não há quaisquer estrelas que podem fazer isso. Se você criar a mais quente estrela, ele só ficará mais azul. E se você fizer uma estrela muito fria, ela se torna laranja e, em seguida, mais vermelha. Não há nenhuma maneira de ter uma curva de luz que faça uma estrela parece verde.

Então, não, não há estrelas verdes.

Há, no entanto, outros objetos no espaço parecem verdes. Estes emitem fótons suficientes no espectro verde para oprimir as outras cores. Mas não há muitos objetos desse tipo lá fora.


Referências: 



Costa, J. R. V. As cores das estrelas. Astronomia no Zênite, set 2005. Disponível em: http://www.zenite.nu/as-cores-das-estrelas/

. . . ......................

Autor Felipe Sérvulo

Graduado em Física pela UEPB. Mestrando em Cosmologia, gravitação e física das partículas pela UFCG. Possui experiência na área de divulgação científica com ênfase em astronomia, astrofísica, astrobiologia, cosmologia, biologia evolutiva e história da ciência. Possui experiência na área de docência informática, física, química e matemática, com ênfase em desenvolvimento de websites e design gráfico e experiência na área de artes, com ênfase em pinturas e desenhos realistas. Fundador do Projeto Mistérios do Universo, colaborador, editor, tradutor e colaborador da Sociedade Científica e do Universo Racionalista. Membro da Associação Paraibana de Astronomia. Pai, nerd, geek, colecionador, aficionado pela arte, pela astronomia e pelo Universo. Curriculum Lattes: http://lattes.cnpq.br/8938378819014229
«
Proxima
Postagem mais recente
»
Anterior
Postagem mais antiga
Comentários
0 Comentários

Newsletter