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Flashes bizarros de luz cósmica podem realmente ser gerados por civilizações alienígenas avançadas,  como uma forma de acelerar a
uma nave espacial interestelar a velocidades tremendas, sugere um novo estudo.
ilustração artística de uma vela de luz alimentada por um feixe de rádio (vermelho), gerado na superfície de um exoplaneta. O vazamento de tais feixes apareceria como flashes de luz super bilhante conhecidos como rajadas rápidas de rádio, de acordo com um novo estudo. Crédito: M. Weiss / CfA



Os astrônomos catalogaram cerca de 20 destes breves flashes super brilhantes, que são conhecidas como Rajadas Rápidas de Rádio (Fast Radio Burst - FRB). A primeira foi detectada em 2007. As FRBs parecem estar vindo de galáxias a bilhões de anos-luz de distância, mas do ocasionam elas ainda é um mistério.


"Rajadas de rádio rápidas são extremamente brilhantes, dada a sua curta duração e sua origem a grandes distâncias, e nós não identificamos uma possível fonte natural com alguma confiança," disse o co-autor do estudo Avi Loeb, um teórico do Centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica, em uma conferência nesta quinta-feira  (9 de março). "Vale a pena considerar e verificar uma origem artificial".

Uma origem artificial potencial, de acordo com o novo estudo, pode ser um gigantesco transmissor de rádio construído por alienígenas inteligentes. Então, Loeb e o principal autor, Manasvi Lingam, da Universidade de Harvard, investigaram a viabilidade desta possível explicação.

A dupla calculou que um transmissor alimentado por energia solar poderia sinais de deixes de FRB - como em todo o cosmos - mas isso exigiria uma área de coleta de luz solar, com duas vezes o tamanho da Terra para gerar a energia necessária.

E a enorme quantidade de energia envolvida não teria necessariamente derretido a estrutura, desde que ela fosse arrefecida de água. Então, Lingam e Loeb determinaram que um transmissor tão gigantesco é tecnologicamente viável (apesar das capacidades atuais da humanidade).

Por que alienígenas construíram tal estrutura? A explicação mais plausível, de acordo com a equipe de estudo, são as incríveis velocidades que estas espaçonaves estelares devem alcançar. Essas naves seriam equipadas com as velas de luz, que aproveitam o impulso transmitido por fótons, tanto quanto as velas dos navios regulares aproveitam o vento. (As velas de luz no espaço pode ser o futuro da exploração humana no espaço, e a tecnologia é a espinha dorsal da Breakthrough Starshot, um projeto que visa enviar pequenas sondas robóticas para sistemas de estrelas próximas.) 

Na verdade, um transmissor capaz de gerar sinais de FRBs poderia dirigir uma nave interestelar pesando 1 milhão de toneladas ou mais, calcularam Lingam e Loeb.

"Isso é grande o suficiente para transportar passageiros que vivem a grandes distâncias interestelares ou mesmo intergalácticas", disse Lingam na mesma declaração.


A humanidade somente vislumbra os "vazamentos" desses feixes poderosos (que seriam lançados e concentrados na vela da nave espacial durante todo o tempo), porque a fonte de luz estaria movendo-se constantemente em relação à Terra, apontaram os pesquisadores.


A dupla levou as coisas um pouco mais longe. Supondo-se que os ETs sejam responsáveis pela maioria das FRBs e tendo em conta o número estimado de planetas potencialmente habitáveis na Via Láctea (cerca de 10 bilhões), Lingam e Loeb calcularam um limite máximo para o número de civilizações alienígenas avançadas em uma galáxia como a nossa própria: 10.000.

Lingam e Loeb reconhecem a natureza especulativa do estudo. Eles não estão alegando que as FRBs são, de fato, causadas por aliens; em vez disso, eles estão dizendo que esta hipótese é digna de consideração.

"A ciência não é uma questão de crença, é uma questão de provas", disse Loeb. "Decidir o que é provável antes do tempo limita as possibilidades. Vale a pena colocar as idéias lá fora e deixá-las com os juízes."


O novo estudo foi aceito para publicação no Astrophysical Journal Letters. Você pode lê-lo, gratuitamente, no site de pré-impressão arXiv.org.

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Autor Felipe Sérvulo

Graduado em Física pela UEPB. Mestrando em Cosmologia, gravitação e física das partículas pela UFCG. Possui experiência na área de divulgação científica com ênfase em astronomia, astrofísica, astrobiologia, cosmologia, biologia evolutiva e história da ciência. Possui experiência na área de docência informática, física, química e matemática, com ênfase em desenvolvimento de websites e design gráfico e experiência na área de artes, com ênfase em pinturas e desenhos realistas. Fundador do Projeto Mistérios do Universo, colaborador, editor, tradutor e colaborador da Sociedade Científica e do Universo Racionalista. Membro da Associação Paraibana de Astronomia. Pai, nerd, geek, colecionador, aficionado pela arte, pela astronomia e pelo Universo. Curriculum Lattes: http://lattes.cnpq.br/8938378819014229
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