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Mil anos. Esse é o comprimento mínimo de tempo que levaríamos para chegar à estrela mais próxima - Proxima Centauri - usando métodos atuais.


Mas desde que descobriram que esta estrela abriga um planeta potencialmente habitável, os cientistas ficaram mais entusiasmados do que nunca com a ideia de viagens interestelares.

"É tentador", disse Guillem Anglada-Escudé, que liderou a equipe de pesquisa que descobriu o planeta,  em uma entrevista com NPR.

"Agora que sabemos que o planeta está lá, podemos ser mais criativos e pensar em soluções. Talvez enviar sondas interestelares ou projetar sondas específicas para observar este planeta"

Ainda assim, os 4,2 anos-luz que se estendem entre nós e Proxima Centauri representam uma distância assustadora para exploradores espaciais. Pode-se demorar um pouco para chegar a essas soluções. Então foi perguntado aos leitores do Futurismo sobre o quanto tempo eles acham que irá demorar até primeiro ser humano deixar o nosso sistema solar.

Não muito em breve, ao que parece. A opção que recebeu a maioria dos votos, de longe, foi o ano de 2100 ou mais tarde - esta foi a escolha de cerca de 35 por cento dos inquiridos.

Como explicou o entrevistado Charles Hornbostel, "Com a exploração humana de Marte ocorrendo não mais cedo do que o período de tempo 2025-30, é razoável esperar que os seres humanos não tenham atingido as órbitas de Netuno e Plutão até o final do século, impedindo quaisquer avanços na tecnologia de propulsão exótica ".

Hornbostel está certo sobre os muitos países e empresas que estão buscando colocar seres humanos em Marte nos próximos 10 a 15 anos.

Ele também está certo em pensar que muitos pesquisadores estão trabalhando para a criação de novas tecnologias para lançar nossas naves espaciais mais rápidas através do espaço - e especialistas têm algumas previsões.

O que os especialistas têm a dizer

Alguns entusiastas do espaço estão otimistas sobre nossas chances de viagens interestelares, argumentando que - se trabalharmos arduamente, como, agora - poderíamos chegar à Proxima Centauri até 2100.

Outros, como Marcus Young, pesquisador do Laboratório de Pesquisa da Força Aérea dos EUA, têm uma visão mais pessimista desta possibilidade. Ele disse aos participantes da Conferência Conjunta Propulsão de 2008, que sua equipe não tinha encontrado nenhuma opção viável para viagens interestelares.

"Há muitas idéias que, inicialmente, você diz, 'Ei, isso poderia funcionar'," disse Young na conferência de acordo com a Wired. "Mas depois de algumas pesquisas, você encontrará rapidamente que ele não vai."

Mas Young também argumentou que os cientistas devem continuar a estudar os problemas colocados pelas viagens interestelares. Há uma série de idéias de como podemos finalmente escapar de nosso sistema solar, incluindo foguetes foguetes de fusão, que estão sendo examinadas por uma empresa financiada pela NASA.

No entanto, a radiação destas naves provavelmente seria muito tóxica para seres humanos.

Poderíamos também usar velas solares e dar-lhes alguma potência extra, apontando lasers para elas.. Esta é a abordagem do projeto Breakthrough Starshot, mas seus objetivos são apenas enviar uma pequena sonda para o sistema Centauri, não uma nave tripulada.

E mesmo se você fosse capaz de ter uma nave espacial que consiga ir a 10 ou mesmo 20 por cento da velocidade da luz, você ainda terá o problema de prevenir danos no casco oriundos de partículas espaciais.

Você também teria que inventar maneiras de desacelerar sua velocidade, uma vez que você está próximo do sistema Centauri, apontou o fundador da SpaceX, Elon Musk, em uma entrevista com Aeon. Musk acredita que a viagem interestelar é, em última análise factível, mas um objetivo impraticável nesta fase.

"Se nós estamos próximos de ter alguma chance de enviar material para outros sistemas estelares, precisamos se tornar uma civilização multi-planetária focalizada em tecnologia laser. Esse é o próximo passo", disse Musk na entrevista.

E, se ele estiver certo, entusiastas do espaço tem uma razão para ter esperança, porque uma colônia de Marte pode estar separada apenas alguns anos de distância.

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Autor Felipe Sérvulo

Graduado em Física pela UEPB. Mestrando em Cosmologia, gravitação e física das partículas pela UFCG. Possui experiência na área de divulgação científica com ênfase em astronomia, astrofísica, astrobiologia, cosmologia, biologia evolutiva e história da ciência. Possui experiência na área de docência informática, física, química e matemática, com ênfase em desenvolvimento de websites e design gráfico e experiência na área de artes, com ênfase em pinturas e desenhos realistas. Fundador do Projeto Mistérios do Universo, colaborador, editor, tradutor e colaborador da Sociedade Científica e do Universo Racionalista. Membro da Associação Paraibana de Astronomia. Pai, nerd, geek, colecionador, aficionado pela arte, pela astronomia e pelo Universo. Curriculum Lattes: http://lattes.cnpq.br/8938378819014229
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