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Uma das melhores chuvas de meteoros do ano - a chuva de meteoros Orionidas - atingirá seu pico neste fim de semana, entre 20 e 22 de outubro

Os meteoros que riscam o céu  durante esta chuva são alguns dos mais rápidos e mais brilhantes entre todas as chuvas de meteoros, pois a Terra estará passando pelo fluxo de partículas do Cometa 1P/Halley, mais conhecido como cometa HalleyEste famoso cometa passa pela Terra a cada 75 a 76 anos, e quando o cometa gelado se aproxima do Sol, ele deixa uma trilha de migalhas. Em certas épocas do ano, a órbita terrestre ao redor do Sol atravessa o caminhos dos detritos deixados pelo Halley.

"Você pode ver pedaços do Cometa Halley durante a Eta Aquarids [em maio] e também durante a chuva de meteoros Orionidas [em outubro e novembro]", disse o especialista em meteorologia da NASA, Bill Cooke.


As Orionidas possuem esse nome devido a direção de onde os meteoros parecem irradiar, que é próxima da constelação de Orion (O Caçador). Neste ano, durante o pico entre 21 e 22 de outubro  (a partir da meia noite desta sexta feira), os astrônomos amadores e entusiastas não terão o luar atrapalhando a visualização. A lua do primeiro trimestre vai ser definida muito antes dos meteoros derem seu melhor show. Se você perder o pico, a chuva também será visível entre 15 e 29 de outubro, desde que a luz do luar não esteja ofuscando a luz dos meteoros mais fracos.

Algumas chuvas Oriónidas podem chegar até 80 meteoros por hora durante o pico, em outras, os meteoros não ultrapassam 20 ou 30 por hora. 

Como visualizar as Orionidas?

Os meteoros Orionidas são visíveis de qualquer lugar da Terra e podem ser vistos em qualquer lugar através do céu. Se você encontrar a constelação de Orion, o Caçador, o radiante da chuva de meteoros (ou ponto de origem) será próximo a espada de Orion, um pouco ao norte do seu ombro esquerdo (a estrela Betelgeuse, a estrela mais avermelhada da constelação). Mas não foque diretamente neste local. Os meteoros perto do radiante têm trilhas curtas e são mais difíceis de ver - assim, você deve olhar para longe de Orion e se concentrar em um campo de visão mais amplo.

Como é o caso com a maioria dos eventos astronômicos noturnos, a poluição luminosa pode dificultar a sua visão da chuva de meteoros Orionidas. Se possível, fique longe das luzes da cidade, isto pode dificultar o show dos meteoros. Ao encontrar um local - se possível, longe das luzes da cidade - fique 20 minutos na escuridão para acostumar seus olhos. Encontre um local confortável e protegido do frio, se necessário (indicamos um gramado ou colchonete) e use apenas os olhos para observar o céu. Não use celulares, notebooks ou quaisquer fontes de luz próximas. Binóculos e telescópios não vai melhorar a visão, porque eles são projetados para ver mais objetos fixos no céu.

Radiante da Chuva de meteoros para observadores do hemisfério Sul. O radiante fica próximo da estrela gigante vermelha Betelgeuse. 

Encontrar a constelação de Órion não é tão difícil. Ela é uma das constelações mais conhecidas por nós brasileiros. Orion nasce sempre a leste e se põe sempre a oeste. Uma das formas de encontrar Órion é encontrando o seu cinturão (conhecido aqui no Brasil como "As Três Marias").

É tentador pensar que os meteoros mais brilhantes representam fragmentos que atingirão o chão, mas não é o caso para as Orionidas. Estes minúsculos fragmentos de cometas - alguns tão pequenos quanto um grão de areia - são chamados de meteoroides. Quando eles entram na atmosfera da Terra, eles se tornam os meteoros. A fricção da resistência do ar faz com que os meteoros se aqueçam, criando um rastro brilhante, ardente comumente, muitas vezes referido como uma estrela cadente. A maioria dos meteoros se desintegram antes chegar ao solo. Os poucos que golpeiam a superfície da Terra são chamados de meteoritos. 

Origem Cometária

Astrônomos registraram o cometa Halley já em 240 aC, mas ninguém percebeu que o mesmo cometa fazia várias aparições. Em 1705, o então professor da Universidade de Oxford e o astrônomo Edmund Halley publicou ""Synopsis Astronomia Cometicae" ("A Sinopse do Astronomia de cometas"), que mostrou a primeira evidência de que o cometa se repetia. Ao estudar os registros históricos de um cometa que apareceu em 1456, 1531, 1607 e 1682, Halley calculou que era na verdade o mesmo cometa e previu que iria reaparecer em 1758. Halley morreu antes do retorno do cometa, mas o cometa foi nomeado em sua homenagem.

Cometa Halley durante sua última passagem, em 1986. NASA

Relatórios das Orionidas, no entanto, não aparecem pela primeira vez até 1839, quando um americano em Connecticut avistou a chuva, disse Cooke. Mais observações da chuva foram registradas durante a guerra civil entre 1861 e 1865.

O próximo periélio (abordagem do Cometa Halley mais próxima do Sol e, por sua vez, da Terra) é esperado para julho 2061. 

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Autor Felipe Sérvulo

Graduado em Física pela UEPB. Mestrando em Cosmologia, gravitação e física das partículas pela UFCG. Possui experiência na área de divulgação científica com ênfase em astronomia, astrofísica, astrobiologia, cosmologia, biologia evolutiva e história da ciência. Possui experiência na área de docência informática, física, química e matemática, com ênfase em desenvolvimento de websites e design gráfico e experiência na área de artes, com ênfase em pinturas e desenhos realistas. Fundador do Projeto Mistérios do Universo, colaborador, editor, tradutor e colaborador da Sociedade Científica e do Universo Racionalista. Membro da Associação Paraibana de Astronomia. Pai, nerd, geek, colecionador, aficionado pela arte, pela astronomia e pelo Universo. Curriculum Lattes: http://lattes.cnpq.br/8938378819014229
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