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Sempre fui curioso, acho que isso me faz buscar mais ainda o conhecimento do Universo, e acredito que ele por ser tão vasto me faz ir muito além, pois o Universo é uma variável de possibilidades, portanto me vejo na obrigação de desviar minha mente para além desse mundo fechado chamado Terra.. Tenho amor a música, meus trabalhos artístico e minhas coleções, uso isso como Hobbie. Sou amante das artes e pinturas em geral. Leio livros e procuro me aprofundar em várias áreas de estudo como Física, História, Astrofísica, Cosmologia, Astrobiologia, Tecnologia, Engenharia, Química, Astronomia entre outras. Me adentrei na difícil tarefa de escrever livros. Atualmente me propus a criar uma página nas redes sociais com intuito de divulgação científica e hoje tenho um site que é a extensão da página.

Sou graduado em Licenciatura em Física pela UEPB e tenho formação extra em astronomia, astrobiologia, cosmologia e astrofísica estelar. Hoje, faço pós graduação em Física com ênfase em Cosmologia pela UFCG. 

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Descoberta foi realizada por grupo de monitoramento após três anos de coleta de dados



No dia 13 de março, a astronomia amadora paraibana foi destaque nacionalmente com a observação inédita de um fenômeno raríssimo chamado de Gigantic Jets (Jatos Gigantes), aqui no Brasil. O registro foi feito por um estudante de meteorologia em Campina Grande, no Agreste da Paraíba, através de câmeras da Rede Brasileira de Detecção de Meteoros (Bramon), rede colaborativa de astrônomos profissionais e amadores brasileiros, que ele faz parte.  

E, novamente, a Bramon fez outra grande e importante descoberta astronômica. A data 20 de março de 2017 torna mais uma data importante para a astronomia na Paraíba e para a ciência no Brasil. O Meteor Data Center, órgão ligado à União Astronômica Internacional incluiu, pela primeira vez na sua lista geral de chuvas de meteoros, duas descobertas feitas por brasileiros.          
 

 São as recém batizadas Epsilon Gruids (EGR) e a August Caelids (ACD), localizadas nas constelações do Grou e do Cinzel, respectivamente.

As descobertas couberam à Rede Brasileira de Observação de Meteoros BRAMON que desde 2014 tem realizado um trabalho de monitorar os céus do país, registrando os meteoros que surgem. Atualmente a rede conta com 82  estações de monitoramento, distribuídas em 19 estados do Brasil. E ao longo deste tempo de atuação possui em seu banco de dados, vídeos de mais de 86.000 meteoros.  Assim, se firma como uma das maiores redes de monitoramento do mundo e uma das poucas do hemisfério sul da Terra.

AS CHUVAS DE METEOROS

O planeta Terra, em seu giro anual ao redor do Sol encontra, algumas vezes, pequenas partículas no espaço. E toda vez que estas partículas entram na atmosfera e queimam, formam os rastros luminosos dos meteoros. Todos nós já vimos as chamadas “estrelas cadentes” e, ao longo do ano, algumas datas são especialmente favoráveis aos seus avistamentos. São as noites onde ocorrem as chuvas de meteoros.

A União Astronômica Internacional mantém o catálogo atualizado de todas estas “chuvas”, com as datas e as posições no céu em que são visíveis. A lista possui quase 800 grupos de meteoros.

Um dos grandes interesses da BRAMON é registrar um mesmo meteoro sob vários pontos de vista. Isto é, ter vídeos de um mesmo meteoro gravados em cidades diferentes. Isto possibilita determinar a órbita que o referido meteoro possuía antes de encontrar a Terra pelo caminho.

Assim, em três anos de operação, foram determinadas 4205 órbitas. A grande maioria de meteoros participantes de “chuvas” já catalogadas. Outros, num primeiro olhar, pareciam apenas vir de pontos aleatórios do céu.

A OPORTUNIDADE

E o ponto de partida dessa pesquisa teve participação importante da Paraíba. De posse dos dados de todos os meteoros da rede nos anos de 2014 e 2015, Marcelo Zurita, que é operador de 3 estações em João Pessoa, montou o vídeo cujo link está abaixo. Ele mostra ao longo do tempo os pontos no céu de onde surgiram os meteoros triangulados por pelo menos duas estações da rede. Foi percebida uma concentração deles surgindo de uma mesma região na Constelação do Grou, em uma mesma época do ano e com velocidades semelhantes. Eram fortes indícios de que poderia haver ali, uma nova chuva de meteoros que ainda não havia sido descoberta.


Foi hora de iniciar uma pesquisa para saber se, dentre os meteoros que pareciam vagar aleatoriamente pelo sistema solar, existiria alguma nova família a ser descoberta. Foi então, em março de 2016, que o diretor e um dos fundadores da BRAMON, Carlos Di Pietro (São Paulo – SP), iniciou os trabalhos junto com Marcelo Zurita, para comprovar cientificamente que esses meteoros pertenciam a uma chuva até então desconhecida. Mas confirmar uma nova chuva de meteoros não é tarefa fácil, uma série de testes devem ser empregados e a matemática envolvida não é das mais simples.

A DESCOBERTA

No final de janeiro de 2017, outro integrante da BRAMON, Lauriston Trindade (Maranguape – CE) integrou o grupo de pesquisa com objetivo de tocar os cálculos e conseguir a validação da descoberta.

“Foram centenas de cálculos, envolvendo milhares de meteoros. Foram dezenas de leituras de artigos para o entendimento dos cálculos, ferramentas matemáticas tiveram que ser totalmente desenvolvidas para facilitar o trabalho. Foi um mês de trabalho dedicado. E para a alegria de todos, não só foi possível validar o primeiro grupo descoberto como acabei encontrando um segundo grupo válido. Carlos Di Pietro juntamente com Jakub Algol Koukal, um experiente astrônomo da República Tcheca e da Rede Europeia de Videomonitoramento de Meteoros, conferiram todos os cálculos e eles foram aprovados. Assim, a BRAMON estava prestes a conseguir a descoberta de duas chuvas de meteoros”, disse Lauriston Trindade.

A VALIDAÇÃO

De posse dos dados orbitais das duas “chuvas” o Meteor Data Center foi comunicado, no último dia 9 de março, sendo que em 20 de março, as duas novas chuvas descobertas pela BRAMON foram incluídas na lista oficial da União Astronômica Internacional - IAU. Tanto a Epsilon Gruids quanto a August Caelids foram inclusas com o status “Working pro tempore”. Uma vez que são “chuvas” com baixa taxa de ocorrência de meteoros, e ainda carecem de mais observações, que agora serão feitas por outros observadores espalhados pelo mundo.

Descobertas desta natureza possuem muitos significados para a comunidade científica, pois mostra o poder de uma rede de pesquisa voluntária e colaborativa, formada por cidadãos comuns que tem interesse em produção e divulgação científica.

AS NOVAS CHUVAS

Ambas as chuvas descobertas tem um baixo índice de meteoros por hora. Isso é normal, uma vez que todas as grandes chuvas de meteoros já foram mapeadas há mais tempo. Para a validação da descoberta, foram utilizados ao todo, 17 meteoros registrados no Brasil e dois meteoros registrados nas Ilhas Canárias. Esses últimos foram disponibilizados gentilmente pela EDMONd.

A Epsilon Gruids foi a primeira das chuvas recém-descobertas ocorre no mês de junho, tendo sua máxima no dia 11. Seus meteoros parecem irradiar da constelação do Grou, próximo à estrela Epsilon Gru, que dá nome a essa chuva. Ela foi validada com 7 meteoros brasileiros e 2 da rede europeia.

Já a August Caelids ocorre na Constelação do cinzel. Seu radiante está entre as estrelas Alfa e Beta daquela constelação e sua máxima se dá no dia 5 de agosto (mesma data de aniversário da cidade de João Pessoa). Seu nome é uma composição do mês em que ela ocorre e do nome da constelação em latim.

Na imagem abaixo, uma representação dos radiantes das duas chuvas no céu.

A BRAMON

A BRAMON – Rede Brasileira de Observação de Meteoros é uma organização aberta e colaborativa, mantida por voluntários e colaboradores e sem fins lucrativos cuja missão é desenvolver e operar uma rede para o monitoramento de meteoros, com o objetivo de produzir e fornecer dados científicos à comunidade através da análise de suas capturas, que são realizadas por estações de monitoramento mantidas por seus membros.

Foi fundada em janeiro de 2014 e conta atualmente com 59 operadores e 82 estações em 19 estados do país.


NA PARAÍBA

Na Paraíba, a BRAMON está presente desde 2015, e conta atualmente com 9 estações, sendo 6 em João Pessoa, 2 em Campina Grande e 1 em Santa Rita. Ao todo são 5 pessoas operam essas estações, instaladas em suas casas, apartamentos e escritórios. Além de manter o equipamento funcionando e registrando a passagem de meteoros, todos tem a responsabilidade de analisar os meteoros registrados, transformando as imagens em dados que serão posteriormente analisados em conjunto com todas as estações do país, possibilitando descobertas como essas.

Contatos para maiores informações:
Carlos Augusto Di Pietro (Diretor Presidente da BRAMON):
e-mail: carlos.pbella@gmail.com
Fone/Whastapp: 11 970723427

Lauriston Trindade (BRAMON):
Fone/Whatsapp: 85 984340090


Na Paraíba:
Marcelo Zurita (Diretor técnico da BRAMON)
João Pessoa
e-mail: marcelozurita@gmail.com
Fone/Whatsapp: 83 99926-1152

Ubiratan Nóbrega Borges (Diretor Regional Nordeste):
Campina Grande
e-mail: cmtebira@gmail.com
Fone/Whatsapp: (83) 99994-6652

Diego Rhamon Reis (operador)
Campina Grande
Fone: (83) 98787-2499

Lucas Tranquilino da Silva (operador)
Santa Rita
(83) 98604-8971

Marcos Jerônimo Roque Barreto (operador)
João Pessoa
(83) 99979-9802



MAIS IMAGENS:


JPZ1/PB: A primeira estação BRAMON da Paraíba, no bairro da Torre em João Pessoa 



Um exemplar da nova chuva, epsilon Gruids registrado em 2016 em João Pessoa

Cobertura atual das 82 estações de monitoramento da BRAMON


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"Eu disse sim imediatamente".



Stephen Hawking, o mais famoso físico e cosmólogo do mundo, afirmou esta semana que ele está, na verdade, indo para o espaço - e está acontecendo tudo graças ao grupo Virgin (e um pouco de tecnologia moderna).
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Cerca de 290 milhões de anos atrás, uma estrela muito parecida com o Sol apareceu muito próxima do buraco negro central da sua galáxia. Marés intensas rasgaram a estrela, o que produziu uma erupção de luz óptica, ultravioleta e raios-X que só atingiram a Terra em 2014. Agora, uma equipe de cientistas, por meio de observações do satélite Swift da NASA, mapeou como e onde estes comprimentos de onda diferentes foram produzidos no evento, chamado de ASASSN-14li, a medida que os restos da estrela foram tragados pelo buraco negro. 

"Nós descobrimos mudanças de luminosidade em raios-X que ocorreu há cerca de um mês depois que mudanças semelhantes foram observadas em luz visível e UV", disse Dheeraj Pasham, astrofísico do Massachusetts Institute of Technology (MIT) em Cambridge, Massachusetts, e pesquisador do estudo. "Achamos que isso significa que as emissões óptica e UV surgiram muito longe do buraco negro, onde fluxos elípticos de matéria orbitante colidiuram uns com os outros."


Os astrónomos acreditam que ASASSN-14li foi produzido quando uma estrela parecida com o Sol apareceu muito perto de um buraco negro de 3 milhões de massas solares semelhante ao que reside no centro da nossa galáxia. Para comparação, o horizonte de eventos de um buraco negro como este é cerca de 13 vezes maior do que o Sol, e do disco de acreção formado pela estrela interrompida poderá ser alargado a mais de duas vezes a distância da Terra ao Sol.

Quando uma estrela passa muito perto de um buraco negro com massa de 10.000 ou mais vezes a do Sol, as forças de maré superam a própria gravidade da estrela, convertendo a estrela em um fluxo de detritos. Os astrônomos chamam esta uma situação de perturbação das marés. A matéria que cai em direção a um buraco negro recolhe em um disco giratório de acreção, onde se torna comprimido e aquecido antes de finalmente transbordar no horizonte de eventos do buraco negro, o ponto além do qual nada pode escapar e os astrônomos não podem observar. Flares das marés levam informações importantes sobre como estes detritos se instalaram inicialmente em um disco de acreção.

Os astrônomos sabem que a emissão de raios-X destes flares surge muito perto do buraco negro. Mas a localização da luz óptica e UV ficou clara, mesmo que intrigante. Em alguns dos eventos mais bem estudados, esta emissão parece estar localizada muito mais longe do local onde as marés do buraco negro poderiam triturar a estrela. Além disso, o gás emitindo a luz parece permanecer em temperaturas estáveis ​​por muito mais tempo do que o esperado.

ASASSN-14li foi descoberto em 22 de novembro de 2014, em imagens obtidas pela All Sky Automated Survey for SuperNovae (ASASSN), que inclui telescópios robóticos no Havaí e no Chile. Observações de acompanhamento com telescópios de raios-X e ultravioleta/ópticos começaram oito dias depois e continuaram todos os dias para os próximos nove meses. Os pesquisadores complementaram posteriormente as observações do Swift com dados ópticos do Las Cumbres Observatory, sediado em Goleta, na Califórnia.   

Em um artigo que descreve os resultados publicados em 15 de março na revista Astrophysical Journal Letters, Pasham, Cenko e seus colegas mostram como as interações entre os escombros poderiam criar a emissão óptica e UV observada.

Detritos de marés inicialmente caem em direção ao buraco negro, mas ultrapassam, arqueando para trás e para fora ao longo de órbitas elípticas e, eventualmente, colidem com o fluxo de entrada.

"Aglomerados de detritos atacam o fluxo de entrada, o que resulta em ondas de choque que emitem luz visível e ultravioleta", disse Goddard Bradley Cenko, investigador principal do Swift e um membro da equipe científica. "Como estes aglomerados também caem no buraco negro, eles também modulam a emissão de raios-X lá."

Observações futuras de outros eventos de interrupção das marés serão necessários para esclarecer a origem da luz óptica e ultravioleta.

[NASA]

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Os brasileiros são conhecidos mundialmente por suas mentes criativas, mas também são tipicamente associados com os domínios da música e da cultura. Bem, pense novamente. Muitas invenções engenhosas foram criadas - ou pelo menos conceituadas - por mentes brasileiras. Infelizmente, a maioria das seguintes inventores não receberam o elogio que mereciam.

Selecionamos sete invenções - aquelas que mais certamente têm impactado sua vida - que foram desenvolvidas por brasileiros. 


Avião

A primeira entrada na nossa lista provavelmente irá fazer os nossos leitores americanos estremecerem. O aviador brasileiro Alberto Santos Dumont, é creditado como o pai das viagens aéreas. Em 1906, ele voou com seu avião 14-Bis na periferia de Paris e é considerado o primeiro homem a ter voado. Isto é, exceto nos Estados Unidos, onde o título pertence aos irmãos Wright.

Os especialistas  internacionais em aviação da Equipe Santos Dumont, no entanto, argumentam que a invenção dos irmãos Wright usou um trilho de lançamento para impulsionar suas aeronaves. O 14-Bis, por sua vez, voou 200 pés por conta própria.

Durante a cerimônia de abertura dos  Jogos Olímpicos Rio 2016, a controvérsia foi reavivada após uma homenagem a Santos Dumont. 


Relógio de pulso


Esta é uma outra invenção creditada - pelo menos parcialmente - à Santos Dumont. Dois anos antes de voar com seu 14-bis, o aviador brasileiro queixou-se a seu amigo, Louis Cartier, sobre  a dificuldade de olhar a hora com seu relógio de bolso e comandar o voo ao mesmo tempo. Ele então pediu a Cartier para chegar a uma solução que lhe permitisse verificar o tempo, mantendo as mãos sobre os controles. Esta é a história por trás do primeiro relógio de pulso, feito por Cartier com uma faixa de couro.

Instagram

instagram-fundador

A fotografia não é uma invenção brasileira, mas a rede social mais popular para compartilhar fotos é! Nascido em São Paulo, Michel Krieger co-fundou o Instagram com Kevin Systrom por volta de 2010. A dupla se conheceu enquanto frequentava a Universidade de Stanford. Em 2012, o Facebook assumiu o aplicativo por não menos de US $ 1 bilhão. Segundo o jornal britânico The Telegraph, o valor líquido de Krieger foi de cerca de US $ 300 milhões. 

Urna eletrônica


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O Brasil é considerado como sendo o sucesso definitivo com um sistema de votação eletrônica. Com mais de 144 milhões de eleitores, o país depende quase inteiramente em dispositivos eletrônicos. A primeira Máquina de Voto Eletrônico Direto foi implementada no Brasil pelo juiz Carlos Prudêncio, no sul da cidade de Brusque, em 1989. 

A tecnologia foi implementada em todo o país em 2000. Para ajudar a evitar a fraude, o Brasil implementou recentemente um sistema biométrico que permite que os eleitores votem somente após a identificação de suas impressões digitais.


Áudio Portátil (o pai do Walkman)


stereobelt-pavel

Em 1972, Andreas Pavel desenvolveu sua stereobelt, um dispositivo portátil que tocava música de fitas cassete. A ideia foi patenteada na Itália em 1977, seguida de patentes nos EUA, Alemanha, Reino Unido e Japão.


Se a ideia do stereobelt soa familiar, é porque você provavelmente já ouviu isso sob o nome de Walkman, que foi comercializado pela Sony depois de 1979. Depois de uma batalha legal entre os dois lados, a Sony concordou em pagar royalties limitados para Pavel - mas apenas para as vendas na Alemanha - embora a empresa recusou-se e o reconheceu como o inventor do dispositivo.



Ambas as partes chegaram a um acordo financeiro confidenciais durante os anos 1980. No entanto, a imprensa européia informou que o negócio rendeu cerca de US $ 10 milhões. Uma pechincha para a Sony, considerando-se que mais de 400 milhões de Walkmans foram vendidos em todo o mundo.

Soro antiofídico

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O médico brasileiro Vital Brasil é reconhecido internacionalmente para descobrir o soro anti-antiofídico polivalente, que é usado para tratar picadas de cobras venenosas, de volta em 1903. Ele também é creditado como o primeiro a desenvolver os soros anti-escorpião e anti-aranha, em 1908 e 1925, respectivamente. Vital Brasil fundou o Instituto Butantan, em São Paulo, um centro de pesquisa dedicado a toxicologia, a ciência de animais peçonhentos.



Em 2000, outro brasileiro, o veterinário Rosalvo Guidolin, desenvolveu uma versão do soro em pó; que aumenta a sua durabilidade, e torna o armazenamento consideravelmente mais fácil.

Transmissão Automática Utilizando Fluido Hidráulico

Hydramatic-transmissão
A transmissão automática foi inventada em 1921 por Alfred Munro, no Canadá. A invenção de Munro, no entanto, utilizava ar comprimido e não tinha força e, portanto, nunca encontrou aplicação comercial. Onze anos depois, José Braz Araripe e Fernando Lehly Lemos desenvolveu a primeira transmissão automática com fluido hidráulico.

A dupla vendeu o protótipo para a General Motors, que o introduziu em 1940 Oldsmobile, chamando-o de transmissão "Hydro-matica". Na Segunda Guerra Mundial, a GM incorporou a tecnologia em tanques e depois classificou a tecnologia como "batalha testada."

Traduzido e adaptado de Be Brasil,
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Sabemos que existem estrelas vermelhas, estrelas azuis e as estrelas amarelas/brancas como o nosso Sol, mas há estrelas verdes? O que seria necessário para fazer com que uma estrela seja verde?

Como você provavelmente sabe, a cor de uma estrela depende da temperatura da sua superfície. As estrelas mais frias são vermelhas, e tem uma temperatura de superfície inferior a 3500 Kelvin. As estrelas mais quentes são azuis e têm temperaturas acima de 12.000 Kelvin. Nosso próprio Sol emite uma luz quase exclusivamente branca, e mede 6.800 Kelvin.

Imagem relacionada
Tabela 1: classificação estelar.  Clique para imagem maior.

As estrelas podem emitem luz de todos os pontos do espectr: infravermelho, vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, índigo, violeta e ultravioleta. Os astrônomos medem a curva de luz dos fótons que saem de uma estrela. Em outras palavras, essa é a razão de fótons fluem da estrela em todas as partes do espectro:

  • Classe O – Azul – Estas são estrelas muito quentes, com temperaturas superficiais superiores a 30.000 K.
  • Classe B – Entre o azul e o branco – Neste grupo as temperaturas situam-se entre os 30.000 K e os 10.000 K.
  • Classe A – Branco – As temperaturas situam-se entre os 10.000 K a 7.500 K.
  • Classe F –  Entre branco e amarelo – Estas estrelas possuem entre os 7.500 K a 6.000 K.
  • Classe G – Amarelo – Temperaturas entre 6.000 K a 5.000 K. Dentro desta classe inclui-se o nosso Sol.
  • Classe K – Cor de laranja – Neste grupo de estrelas as temperaturas situam-se entre os 5.000 K e os 3.500 K.
  • Classe M – Vermelho – As estrelas desta classe são as mais frias, com temperaturas superficiais abaixo dos 3.500 K.
Resultado de imagem para cores das estrelas


Cores convencionais/cores aparentes

As cores convencionais são tradicionais em astronomia, e representam as cores relativas à cor média de uma estrela de classe A, que é considerada branco. As cores aparentes são o que o observador veria se estivesse tentando descrever as estrelas sob um céu escuro, sem auxílio para o olho, ou com binóculos.

O próprio Sol é branco, embora às vezes é chamado uma estrela amarela. Esta é uma consequência natural da evolução dos sentidos óticos humanos: a curva de resposta que maximiza a eficiência global contra a iluminação solar, por definição, percebe o Sol como branco, embora haja alguma variação subjetiva entre os observadores.


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A descrição da cor convencional descreve apenas o pico do espectro estelar. No entanto, as cores aparentes reais que o olho vê são mais leves do que as descrições de cores convencionais em astronomia.

Uma estrela emite energia em todos os comprimentos de onda, mas não com a mesma intensidade. Existe um pico de sua radiância para cada temperatura. Uma quantidade de energia que vai determinar a cor predominante da estrela. 

Uma estrela emite energia em todos os comprimentos de onda, mas não com a mesma intensidade.

Construindo uma estrela verde

O problema é que estrelas como o nosso Sol arrematam fótons em tantas cores que tudo parece branco a partir de nossa perspectiva. 

Se quisermos 'criar' uma estrela verde,  precisaríamos ter uma curva de luz que atinge o pico no verde e que não emita luz em muitas outras cores. E não há quaisquer estrelas que podem fazer isso. Se você criar a mais quente estrela, ele só ficará mais azul. E se você fizer uma estrela muito fria, ela se torna laranja e, em seguida, mais vermelha. Não há nenhuma maneira de ter uma curva de luz que faça uma estrela parece verde.

Então, não, não há estrelas verdes.

Há, no entanto, outros objetos no espaço parecem verdes. Estes emitem fótons suficientes no espectro verde para oprimir as outras cores. Mas não há muitos objetos desse tipo lá fora.


Referências: 



Costa, J. R. V. As cores das estrelas. Astronomia no Zênite, set 2005. Disponível em: http://www.zenite.nu/as-cores-das-estrelas/

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Palavras oportunas.


Parece que o mundo está novamente em uma "febre da Lua". Em 27 de fevereiro, o empresário Elon Musk anunciou que duas pessoas não identificadas estão pagando sua companhia de foguetes, a SpaceX, para enviá-los em uma viagem pilotada automaticamente ao redor da Lua em 2018.

Mais tarde, The Washington Post revelou que o fundador da Amazon.com, Jeff Bezos e sua própria empresa de foguetes, Blue Origin, circulou um plano de Colonização da Lua em 2020 em Capitol Hill.

Mas não é apenas um bando de bilionários que irá definir a próxima geração de visitantes lunares. Na terça-feira, o Congresso aprovou o primeiro grande orçamento da NASA em quase sete anos. O projeto de lei exorta que a NASA chegue à Lua até 2021.

Voltando um pouco para a Terra, nós chamamos Jim Lovell: um astronauta que visitou a lua duas vezes, uma vez durante Apollo 8 (a primeira missão lunar tripulada) e novamente em Apollo 13 (que exigiu um esforço contado depois de um desastre).


Durante uma longa entrevista, Lowell foi questionado se houve um momento em Apollo 8 que ele desejava que ele gostasse mais de falar - e sua resposta foi chocante.



Jim Lovell, 1970. Imagem: NASA

Mas, primeiro, um pouco de tecnicismo 

Apollo 8, que foi lançada a bordo do gigantesco foguete Saturno V em 21 de dezembro de 1968, decolou durante o que Lovell chamou de "um momento hilariante" para o planeta.

"Havia a Guerra do Vietnã acontecendo, não era uma guerra popular, especialmente com os mais jovens", disse Lovell Business Insider.

"Houve distúrbios, houve dois assassinatos de pessoas importantes durante esse período, e assim as coisas estavam um pouco mal neste país."

E, no entanto, no final do ano, disse ele, a NASA estava trabalhando em direção a seu compromisso, feito em 1961 pelo presidente John F. Kennedy,  para enviar as pessoas para a Lua antes do final da década.

"E isso aconteceu. Assim, nas últimas semanas ou dias de 1968 realizamos algo que nos propusemos a fazer isso ser favorável e aprovado por cada pessoa desse país", disse ele.

No entanto, Lovell disse que ele e seus dois companheiros de tripulação,  Frank Borman  e  Bill Anders, logo perceberam que era mais do que "apenas" um voo espacial.

"Você tem que lembrar enviamos uma imagem da Terra a 240.000 milhas (386.242 km) de distância. E o fato é que ela dá-lhe uma perspectiva diferente da Terra, quando você vê-la como tridimensional entre o Sol e a lua e você começa a perceber o quão pequeno e quão significativo nós somos ", disse ele.

"Quando eu coloquei meu polegar até a janela e percebi que eu poderia cobrir a Terra completamente, e então me dei conta de que por trás de meu polegar no qual eu estava escondendo a Terra, há cerca de 6 bilhões de pessoas que estão se esforçando para viver lá."

Lovell disse este momento era uma semente sendo plantada, e que iria germinar em plena floração uma vez que ele estava de volta na Terra.

"Você tem que realmente pensar sobre nossa própria existência aqui no Universo. Você percebe que muitas vezes as pessoas dizem, 'Eu espero ir para o céu quando morrer'", disse ele.

"Na realidade, se você pensar sobre isso, você vai para o céu quando você nasce."

Com esta frase, Lovell explanou a situação extraordinária em que nos encontramos: flutuando sobre uma rocha acolhedora, que está à deriva através do vazio aparentemente interminável de espaço.


Chinese National Space Administration/Xinhuanet

"Você chega em um planeta que tem a massa adequada, tem a gravidade para conter a água e uma atmosfera, que são os próprios fundamentos para a vida", disse ele.

"E você chegar neste planeta que orbita uma estrela na distância certa - não muito longe para ser muito frio, ou muito próximo para ser muito quente - e apenas na distância certa para absorver a energia da estrela e, em seguida, com essa energia, causar a evolução da vida aqui, em primeiro lugar ".

Presos em um palco cósmico, e num momento em que os EUA  - e até mesmo o mundo - estão novamente  e dolorosamente  divididos, as palavras de Lovell são aquelas que todos nós poderíamos tomar para coração.

Science Alert

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Quando você dá a sua endereço para alguém, você quer ter certeza de que você pode ser encontrado: número da casa, rua, bairro, cidade e estado. Mas, se você estivesse dizendo seu endereço para uma civilização alienígena, você teria que ser o mais preciso possível. Então, este é o endereço cósmico que você deve usar: 
  1. Terra;
  2. Sistema Solar;
  3. Via Láctea;
  4. Grupo Local;
  5. Superaglomerado de Virgem;
  6. Laniakea.
Um importante trabalho, publicado na revista Nature em 2014, feito por uma equipe de astrônomos da Universidade do Havaí em Manoa, lança luz sobre a estrutura em larga escala do Universo, que é o resultado de um conflito entre duas forças. Você tem a gravidade, que puxa as coisas, incluindo galáxias, juntos, e a expansão global do cosmos, o que as empurra para além, criando superaglomerados de um lado e enormes vazios escuros, do outro. Há quatro grandes áreas identificadas até o momento: Laniakea, sua vizinha, o superaglomerado Perseus-Pisces, e outros dois superaglomerados, Shapley e Coma, no lado mais distante do universo.
"Nós finalmente estabelecemos os contornos que definem o superaglomerado de galáxias que podemos chamar de lar. Isto não é diferente de descobrir pela primeira vez que sua cidade natal é realmente parte muito país maior que faz fronteira com outras nações. disse, R. Brent Tully, investigador da ligação, Universidade do Havaí em Manoa.
 O Superaglomerado de Virgem, que representaria um estado ou província, era suficiente quando nos referíamos a nosso endereço cósmico.  Mas agora, os cientistas descobriram que mesmo este superaglomerado é parte de um aglomerado muito maior de galáxias - que se estende através de um diâmetro 520 milhões de anos-luz, incluindo o Grande Atrator, uma espécie de vale gravitacional, onde as galáxias parecem convergir. Este super-aglomerado foi nomeado Laniakea, ou "o céu incomensurável" em havaiano, pela equipe que a descobriu, e contém 100.000 galáxias grandes que, juntas, têm a massa de 100 trilhões de sóis. Na nossa analogia, a Laniakea, Nossa galáxia, a Via Láctea, fica apenas na periferia distante de Laniakea. Se você não gostou desse termo, saiba que nós, do sistema solar, também estamos na periferia da nossa galáxia (somos todos periferia).

Comparativo das estruturas do Universo
Comparativo hierárquico das estruturas do Universo: a Terra, o Sistema Solar, a vizinhança interestelar do Sol, a galáxia Via Láctea, o Grupo Local de galáxias, o superaglomerado de Virgem, os grupos de superaglomerados vizinhos, incluindo a Laniakea o Universo Observável.

"O nome [Laniakea] é retirado das palavras havaianas lani, o que significa céu, e akea, que significa espaçoso ou imensurável. Isso é apenas o nome que seria de esperar para o sistema colossal que vivemos. Isso vai iniciar programas de observação para realizar medições de distância direta adicionais de galáxias, disse Elmo Tempel, do Observatório Tartu, na Estónia.


Então, da próxima vez que alguém perguntar seu endereço, diga: eu moro na Laniakea.

[Serious Wonder]
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É o mais próximo que uma estrela conseguiu chegar de um buraco negro

Astrônomos flagraram uma estrela circulando um vasto buraco negro a cerca de 2,5 vezes a distância entre a Terra e a Lua, e ela leva apenas meia hora para completar uma órbita.

Para colocar isso em perspectiva, a nossa Lua, por exemplo, leva 28 dias para fazer uma única volta em torno do nosso relativamente pequeno planeta a uma velocidade de 3.683 km (2.288 milhas) por hora, o que significa que esta estrela está se movendo em incompreensíveis velocidades!


Usando dados de um conjunto de telescópios espaciais, uma equipe de astrônomos mediram os raios-X que derramam de um sistema estelar binário chamado 47 Tuc X9, que fica em um aglomerado de estrelas a cerca de 14.800 anos-luz de distância.

O par de estrelas não são novos para os astrónomos - que foram identificadas como um sistema binário em 1989 - mas agora, finalmente, se tornou claro o que está realmente acontecendo aqui.

"Durante muito tempo, pensou-se que X9 era constituído por uma anã branca que puxava matéria a partir de uma estrela de baixa massa semelhante ao Sol", disse o pesquisador Arash Bahramian.

Quando uma anã branca puxa material de outra estrela, o sistema é descrito como uma variável cataclísmica. Mas, por volta de 2015, descobriu-se que um dos objetos era um buraco negro, jogando essa hipótese em uma séria dúvida. 

Os dados do Chandra confirmaram grandes quantidades de oxigênio na periferia do par estelar, que é comumente associado com estrelas anãs brancas. Mas, em vez de uma anã branca rasgando outra estrela, ele agora parece ser um buraco negro capturando gases a partir de uma anã branca. 

As anãs brancas são objetos super densos que são geralmente os restos de uma estrela - pensa-se em algo com a massa do nosso Sol, mas tão grandes quanto o nosso planeta - então puxar o material de sua superfície exigiria alguma gravidade impressionante.

"Achamos que a estrela pode ter perdido gás para o buraco negro por dezenas de milhões de anos e até agora ela já perdeu a maior parte de sua massa", disse o pesquisador James Miller-Jones, da Universidade Curtin e do Centro Internacional de Rádio Astronomia Research.

A notícia realmente emocionante, entretanto, é que as mudanças regulares na intensidade dos raios-X 'sugerem que este anã branca leva apenas 28 minutos para completar uma órbita, tornando-se a atual "campeã de dança cataclísmica".

"Antes desta descoberta, a estrela mais próxima em torno de qualquer buraco negro provavelmente era um sistema conhecido como MAXI J1659-152, que está em uma órbita com um período de 2,4 horas," disse Miller-Jones .

"Se os buracos negros prováveis ​​em ambos os sistemas têm massas semelhantes, isso implicaria uma órbita três vezes maior em tamanho físico do que aquele que encontramos em X9".

Para colocar isso em perspectiva, a distância entre os dois objetos em X9 é cerca de 1 milhão de quilômetros (cerca de 600.000 milhas), ou cerca de 2,5 vezes a distância daqui até a Lua.

Triturando os números, isto seria equivalente a uma viagem de cerca de 6,3 milhões de quilômetros (cerca de 4 milhões de milhas) em meia hora, dando-nos uma velocidade de 12.600.000 km/h (8.000.000 milhas/h) - cerca de 1 por cento da velocidade da luz!

Tão emocionante quanto esses números são, a pesquisa ainda não foi para a revisão de pares, com o feedback do artigo à espera da comunidade da física no site de pré-publicação arXiv.org. Mas ele já está ganhando interesse no campo.

"Encontrar estes buracos negros raros é importante, pois eles não são apenas os pontos finais de estrelas massivas, produzidas em explosões de supernovas, eles também continuam a desempenhar um papel na evolução de outras estrelas depois de suas mortes", disse Geraint Lewis, da Universidade de Sydney à Marcus Strom no The Sydney Morning Herald.

Nossos amantes estelares não estão destinados a entrar em colapso em abraçados um ao outro tão cedo. A dança parece que irá continuar por algumas eras sem que a anã branca cai no buraco negro ou seja rasgada.

Na verdade, parece que os dois objetos foram ainda mais unidos no passado e orbitaram ainda mais rápido.

Para o buraco negro superar a própria gravidade intensa da anã branca, os corpos precisam estar razoavelmente próximos. Ao longo do tempo, o material foi retirado e a anã branca, agora mais leve, iria escorregar um pouco mais para trás.

"Eventualmente tanta matéria pode ser puxada para longe da anã branca que acaba por só ter a massa de um planeta", disse o pesquisador Craig Heinke. "Se continuar perdendo massa, a anã branca pode evaporar completamente."

Isso é uma boa notícia para os futuros cientistas interessados ​​em estudar as ondas gravitacionais; enquanto a tecnologia atualmente utilizada pelo Laser Interferometer Gravitational-Wave Observator (LIGO) não é capaz de detectar os pulsos lentos emitidos por X9, mas não está fora de questão que o progresso nesse campo um dia vai nos permitir detectar ondas de baixa frequência.

É claro poderíamos ter encontrado um novo rei e rainha da variável cataclísmica, girando a noite toda em velocidades ainda mais rápidas.

Esta pesquisa foi publicada na arXiv.org e traduzido e adaptado de Science Alert.
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O mês de fevereiro foi o segundo mais quente em 137 anos desde os primeiros registros modernos, de acordo com uma análise mensal das temperaturas globais por cientistas do Instituto Goddard da NASA para Estudos Espaciais (GISS) em Nova York.
O mapa global da anomalia LOTI (índice de temperatura terrestre e oceânica) de fevereiro de 2017 mostra que a América do Norte e a Sibéria estavam novamente muito mais quentes do que o período de base de 1951-1980 e que a Europa era relativamente quente. - Ver imagem ampliada

O mês passado foi 1,1 graus Celsius mais quente do que a temperatura média no mesmo período de 1951-1980. As duas principais anomalias de temperatura de fevereiro ocorreram durante os últimos dois anos.

Fev 2016 foi o mais quente já registrado, com 1,3 graus Celsius mais quente que a temperatura média para o mês. A temperatura de fevereiro de 2017 foi 0,20 graus Celsius mais fria do que fevereiro de 2016.


A análise mensal feita pela equipe GISS foi montado a partir de dados disponíveis publicamente adquiridos por cerca de 6.300 estações meteorológicas em todo o mundo, instrumentos navais e boias de medição da temperatura da superfície do mar e estações de pesquisa da Antártida.

O registro da temperatura global moderna começou por volta de 1880 pois as observações anteriores não cobriram o suficiente do planeta. Análises mensais às vezes são atualizadas quando os dados adicionais estão disponíveis, e os resultados estão sujeitos a alterações.

As anomalias mensais de temperatura do GISTEMP sobrepõem-se a um ciclo sazonal médio 1980-2015. - Ver imagem maior ou PDF

Links Relacionados

Para mais informações sobre a análise da temperatura mensal da NASA GISS, visite:data.giss.nasa.gov/gistemp.

Para mais informações sobre NASA GISS, visite: www.giss.nasa.gov .
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Um novo estudo de seis galáxias jovens formadoras de estrelas sugere que elas são menos influenciadas por matéria escura do que o esperado. Mas os resultados podem dizer mais sobre a evolução da galáxia do que sobre a natureza da matéria escura.

Esta impressão artística compara a rotação do disco de uam galáxia no universo distante (direita) e os dias de hoje (esquerda). ESO

Se Vera Rubin estivesse viva, eu gostaria de saber qual seria a reação dela com a notícia de hoje. Rubin e seu colega na Instituição Carnegie de Washington, Kent Ford, alcançou a fama astronômica quando eles mediram a rotação da nossa galáxia vizinha - Andrômeda - há 47 anos. O seu trabalho serviu como uma peça crucial de evidência para a existência de matéria escura.

Agora, na revista Nature, Reinhard Genzel (Instituto Max Planck, Garching, Alemanha) e colegas relatam medições similares de seis galáxias distantes - com um resultado surpreendentemente oposto à descoberta histórica de Rubin.

Descobrindo a matéria escura.

Quando Rubin e Ford recolheram os espectros de hidrogênio ionizado de Andrômeda, quase meio século atrás, eles mediram a velocidade de 67 nuvens de gás à medida que giravam em torno do centro da galáxia com muito mais precisão do que nunca. O que os astrônomos encontraram era na época bastante curioso: para além de 15.000 anos-luz ou mais do centro da galáxia, as velocidades das nuvens não abrandavam - as nuvens ultraperiféricas giraram tão rápido quanto aquelas muito mais próxima do centro. Ou a galáxia de Andrômeda estava voando para o além (o que não era provável) ou houve alguma questão adicional no exterior da galáxia  que nós simplesmente não podíamos ver.

Este resultado inovador, embora não o primeiro a sugerir a existência de matéria escura, incentivou cientistas a começarem a levar o assunto a sério. E mesmo que os físicos ainda lutem para detectar partículas de matéria escura no laboratório, os astrônomos tiveram um enorme sucesso no apoio à sua existência.

Aglomerados de galáxias também mostram evidências de matéria escura. galáxias distorcidas nas bordas da lente gravitacional Abell 1689, um aglomerado de galáxias a 2,2 bilhões de anos-luz de distância, em Virgem. A sobreposição roxa nesta imagem do telescópio espacial Hubble mostra a distribuição da matéria escura dentro do aglomerado, conforme determinado a partir do efeito de lentes gravitacionais fracas.

Desde a publicação de Rubin e Ford em 1970, os cientistas descobriram múltiplas linhas de evidência para a matéria escura, como as rotações de galáxias dentro de clusters (aglomerados), lente gravitacional fraca, e simulações computacionais em grande escala da distribuição de galáxias no universo. Estas observações sugerem que as galáxias e até mesmo aglomerados de galáxias são abrigados em gigantescos e enormes halos de matéria escura, que começaram a se juntar antes das estrelas começarem a brilhar.

É por isso que as seis galáxias estudadas pela equipe de Genzel provaram ser tão surpreendentes.

Halos faltantes

Uma das seis galáxias que Genzel e seus colegas estudaram. A moldura da esquerda mostra uma representação de cores falsas do hidrogênio da galáxia. O quadro à direita mostra a mudança da linha alfa de hidrogênio, que a equipe usou para determinar a rotação da galáxia. MPE

Genzel e colegas observaram várias centenas de galáxias formadoras de estrelas no universo distante (2,5 bilhões a 8 bilhões de anos após o Big Bang), utilizando o Very Large Telescope do Observatório Europeu do Sul. As galáxias possuem massa igual ou maior que a via láctea, o que é bastante grande, considerando que nós estamos procurando-as milhares de milhões de anos atrás no tempo. As galáxias também estão se formando no valor de 50 a 200 estrelas como o nosso Sol a cada ano, uma taxa típica de formação de estrelas para esta era cósmica.

Como Rubin e Ford, a equipe de Genzel mediu o movimento das nuvens de gás hidrogênio. Ao contrário de Rubin e Ford, as novas medições mostraram que em direção à borda das seis enormes galáxias formadoras de estrelas, as nuvens se desaceleram. Dados médios de 97 outras (mais fracas) galáxias mostram o mesmo resultado.

Isso não quer dizer que não há matéria escura lá - só não há tanto quanto o esperado. A matéria escura amortece estas galáxias e parece ser bastante ténue.


Evolução de galáxias e halos

Acontece que estes resultados podem dizer mais sobre o caminho da evolução da galáxia do que sobre a natureza da matéria escura. Na verdade, simulações de computador de matéria escura pode até ter previsto o que Genzel e colegas observaram.

Uma possibilidade, como diz Mark Swinbank (Universidade de Durham, UK), autor de um artigo de opinião que acompanha o Nature artigo, é que os halos de matéria escura dessas galáxias ainda estão em processo de crescimento. Mas isso iria mudar fundamentalmente a forma como vemos a evolução da galáxia, onde a imagem padrão diz que os halos foram - em grande parte - formados antes do gás e as estrelas se juntarem.

Outra possibilidade é que nós estamos simplesmente vendo essas galáxias durante uma época crucial. A equipe de Genzel escolheu observar galáxias maciças no disco formação de estrelas durante o "meio-dia cósmico", o pico de formação de estrelas no Universo. Estes são os precursores antigos para galáxias elípticas "vermelhas e mortas" que podemos ver próximas da Via Láctea, assim apelidadas pela sua cor avermelhada e as suas baixas taxas de formação de estrelas. Simulações de computador recentes, feitas por Adi Zolotov (The Hebrew University, Israel, e Ohio State University) e colegas, mostram que praticamente todas essas galáxias massivas tomaram o caminho rápida em direção a evolução, sua jornada foi instigada por um único evento.

Quer se trate de uma fusão com outra galáxia ou fluxos de gás na entrada da galáxia da teia cósmica maior, este evento desencadeia uma explosão de formação estelar no centro da galáxia. Como resultado, enormes galáxias formadoras de estrelas durante esta época cósmica vão parecer muito mais compactas do que realmente são - "nuggets azuis", como Zolotov e seus colegas se referem a elas. Então a medição da rotação de 'nuggets' não irá revelar o halo de matéria escura em torno deles, porque as observações cobririam apenas as partes das galáxias que são dominadas pela matéria normal.

Uma questão de resolução

É interessante notar que outras simulações, como illustris e Águia, não fazem a mesma previsão, mas Primack ressalta que isto pode ser devido a sua visão mais distorcida. Simular um universo inteiro é uma batalha entre a resolução, volume e tempo em função do tempo de computação. Enquanto as simulações illustris e Eagle podem ver elementos acima de 3.000 anos-luz de diâmetro (eles não podem fazer a regiões de formação estelar, por exemplo), as simulações mais dispendiosas na qual Primack e Zolotov estão envolvidos poderão ver detalhes tão finos quanto 60 anos luz.

"Ambos são úteis," diz Primack, "mas para descobrir o que está realmente acontecendo dentro destas galáxias, você realmente tem que simular estes ambientes em alta resolução."

Traduzido e adaptado de Sky and Telescope
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