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Como o Universo pode ter surgido do nada? Um brinde a Einstein: Ondas gravitacionais foram detectadas pela primeira vez
Aperte o play: NASA faz upload das gravações do Quando os buracos negros se encontram - dentro dos cataclismos que causam ondas gravitacionais NASA descobre um planeta maior e mais velho que a Terra em zona habitável
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Ao  estudar a luz emitida por uma estrela de nêutrons extremamente densa e fortemente magnetizada utilizando o Very Large Telescope do ESO, os astrônomos podem ter encontrado as primeiras indicações de observação de um efeito quântico estranho, previstos primeiramente na década de 1930. A polarização da luz observada sugere que o espaço vazio à volta da estrela de nêutrons é sujeito a um efeito quântico conhecido como birrefringência de vácuo


Uma equipe liderada por Roberto Mignani do INAF Milão (Itália) e da Universidade de Zielona Gora (Polônia), usando o Very Large Telescope do ESO (VLT) do Observatório Paranal no Chile para observar a estrela de nêutrons RX J1856.5-3754, a 400 anos-luz da Terra.

Apesar de estar entre as mais próximas estrelas de nêutrons, sua extrema escuridão significava que os astrônomos só podiam observar a estrela com luz visível utilizando o instrumento FORS2 no VLT, nos limites da tecnologia de telescópio atual.

Estrelas de nêutrons são os núcleos remanescentes muito densos de estrelas maciças, pelo menos 10 vezes mais massivas que nosso Sol - que explodiram como supernovas nas extremidades das suas vidas. Eles também têm campos magnéticos extremos, milhares de milhões de vezes mais forte que a do Sol, que permeiam a sua superfície exterior e arredores.

Estes campos são tão fortes que até mesmo afetar as propriedades do espaço vazio em torno da estrela. Normalmente, um vácuo é pensado como completamente vazio, e a luz pode viajar através dele sem ser alterado. Mas, na eletrodinâmica quântica (QED), a teoria quântica que descreve a interação entre fótons e partículas carregadas como elétrons, o espaço é cheio de partículas virtuais que aparecem e desaparecem o tempo todo. Campos Magnéticos muito fortes podem modificar este espaço para que ele afete a polarização da luz que passa através dele.

Mignani explica: "De acordo com QED, um vácuo altamente magnetizado se comporta como um prisma para a propagação de luz, um efeito conhecido como birrefringência do vácuo."

Entre as muitas previsões da QED, no entanto, somente a birefringência do vácuo precisava de uma demonstração experimental direta. As tentativas de detectá-la no laboratório foram falhas, desde os anos 80, quando ela foi prevista num artigo de Werner Heisenberg (do famoso princípio da incerteza) e Hans Heinrich Euler.
Esta imagem de campo amplo mostra o céu em torno da estrela de nêutrons muito fraca RX J1856.5-3754 na constelação de Corona Australis. Esta parte do céu também contém regiões interessantes de nebulosidade escura e brilhante em torno da estrela variável R Corona Australis (superior esquerdo), bem como o aglomerado globular NGC 6723. A estrela de nêutrons em si é muito fraco para ser vista aqui, mas ela está em alguma região muito próxima do centro da imagem. Crédito: ESO

"Este efeito pode ser detectado apenas na presença de campos magnéticos enormemente fortes, como aqueles em torno de estrelas de nêutrons. Isso mostra, mais uma vez, que as estrelas de nêutrons são laboratórios de valor inestimável para estudar as leis fundamentais da natureza." diz Roberto Turolla (Universidade de Pádua, Itália).

Após uma análise cuidadosa dos dados do VLT, Mignani e sua equipe detectaram polarização linear a um grau significativo de cerca de 16% - que eles dizem é provavelmente devido ao efeito de reforço da birrefringência  de vácuo ocorrendo na área de espaço vazio em torno RX J1856.5 -3754.

Vincenzo Testa (INAF, Roma, Itália) comenta: "Este é o objeto mais fraco para o qual a polarização já foi medido É necessário um dos telescópios maiores e mais eficientes do mundo, o VLT, e técnicas de análise de dados precisos para melhorar a. sinal de um fraco estrela tal. "

"A polarização linear elevada que medimos com o VLT não pode ser facilmente explicada pelos nossos modelos, a menos que os efeitos birefringentes do vácuo previstos pela QED estão incluídos", acrescenta Mignani.

"Este estudo VLT é o primeiro suporte observacional para as previsões destes tipos de efeitos QED's decorrentes extremamente de fortes campos magnéticos", observa Silvia Zane (UCL/MSSL, UK).

Mignani está animado com novas melhorias nesta área de estudo que poderiam acontecer com os telescópios mais avançados: "medições de polarização com a próxima geração de telescópios, como o European Extremely Large Telescope do ESO, poderia desempenhar um papel crucial no teste  previsões QED de birrefringência de vácuo efeitos em torno de muitos mais estrelas de nêutrons".

"Esta medição, feita pela primeira vez já em luz visível, também abre o caminho para medições semelhantes serem realizadas em comprimentos de onda de raios X," adiciona Kinwah Wu (UCL/ SSL, Reino Unido).

Este trabalho foi apresentado no documento intitulado "Evidência para birefringência de vácuo da primeira medição da polarimetria óptica da estrela de nêutrons isolada RX J1856.5-3754", por R. Mignani et al., no Monthly Notices da Royal Astronomical Society .
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Caro leitor. Pretendo provar que o “tempo” como o conhecemos (passado-presente-futuro), na realidade, não é linear e sequer existe em uma série de ensaios que irão demonstrar certas “características” exóticas do mesmo. Pretendo, nestes ensaios, demonstrar certas “aberrações” e “paradoxos” que de fato existem na natureza ou que são “possíveis” utilizando uma linguagem simples para que o entendimento da proposição seja entendido.
Então, vamos lá…
Em uma experiência mental simples, mas factível, vamos imaginar um seguinte cenário: temos uma esfera (não é necessário que seja perfeita, mas que seja “quase” perfeita) de ferro no espaço com cerca de 100 metros de diâmetro. Esta esfera é oca, possui uma espessura de poucos centímetros e orbita o Sol como a Terra. Nada demais, não é mesmo?
Dentro da esfera não existe “ar”. Existe vácuo, semelhante ao vácuo interestelar. Em outras palavras: existem pouquíssimos átomos por metro quadrado de volume.
A única condição “ideal” para o experimento é que, no centro da esfera  exista um único átomo ionizado de Flúor ou íon de Flúor (átomo eletricamente instável como carga negativa ou positiva). Este átomo ou íon de Flúor é o mesmo utilizado em pastas de dente que você usa no seu dia a dia. Por que eletricamente carregado? Porque no início do experimento tínhamos que colocar este átomo no centro da esfera oca e utilizamos para isso magnetismo (geramos campos magnéticos e colocamos este átomo no centro da esfera antes de fecha-la).
Com a esfera “lacrada”, a inércia ou tendência de “massa” ficar em movimento retilíneo e uniforme ou em “repouso” fará com que este íon de Flúor fique onde esta por um bom tempo sem interferências externas. Ele seguirá o mesmo caminho da esfera em torno do Sol sem se mover com relação à esfera.
Então temos: uma esfera oca de Ferro no espaço com um íon de Flúor em seu centro. E daí? Você pode questionar caro leitor… O que há demais nisso?
Ocorre que existe uma partícula subatômica chamada Neutrino. Esta partícula é formada no interior de estrelas, como o Sol, ou em explosões de estrelas chamadas “Supernovas” durante as reações nucleares que ocorrem dentro das estrelas ou nas explosões. O Neutrino (na realidade existe 3 tipos de Neutrinos, mas isso não vem ao caso no momento) é um subproduto da fusão do Hidrogênio em Hélio ou outros tipos de fusões onde, por exemplo, quatro núcleos de Hidrogênio geram um núcleo de Hélio, gerando ainda ondas eletromagnéticas, dentre as quais a Luz, e … Neutrinos.
Em explosões de estrelas chamadas “Supernovas”, que são estrelas  muito mais “pesadas” (possuem muito mais “massa”) que o Sol, são produzidas imensas quantidades de Neutrinos devido às fusões em cadeia dentro destas explosões, onde se produz os demais elementos químicos, como Carbono, Nitrogênio ou Ouro.
Assim que os Neutrinos são formados por estas reações, eles saem em disparada na velocidade da Luz em todas as direções.
Porém, os Neutrinos possuem uma característica muito peculiar. Eles conseguem atravessar planetas, estrelas, nuvens de gás interestelar, eu, você, caro leitor e até uma parede hipotética de chumbo com 30 trilhões de quilômetros de largura (cerca de 3 anos luz de espessura) sem interagir com a matéria. Ou seja: para um Neutrino, nós somos como o vácuo. Não existimos.
Ao ler estas linhas, caro leitor, passam por você trilhões de Neutrinos e nada acontece.
Então, como sabemos que esta partícula existe?
Bem… Ela foi prevista por físicos para explicar uma desconexão entre a perda de massa em uma reação de fusão nuclear. Sem ela, estrelas como “Supernovas” não poderiam explodir. Obs: Ela já foi “detectada” por experimentos.
Ela não possui carga elétrica e sua massa é ínfima. Dito isso, há somente um porém: em determinados casos muito específicos, quando uma “Supernova” ocorre, por exemplo, a quantidade de Neutrinos formada é tamanha que por mero “acaso” um Neutrino interage especificamente com um átomo ou íon de Flúor.
Agora sim, podemos partir para nosso experimento com aquele íon de flúor a orbitar o Sol dentro de uma esfera de Ferro.
Suponhamos que um Neutrino vindo de uma estrela longínqua interaja com ele. O que ocorre?
Quando um Neutrino interage com um átomo ou íon de Flúor ele faz um de seus elétrons saltar para uma camada mais energética (lembram das órbitas dos elétrons no átomo sobre o núcleo de Prótons e Nêutrons?) . Pois é…
Segundos depois o Elétron energizado emite um único Fóton de luz, voltando à sua posição original.
Então tempos a seguinte situação: dentro da esfera, ocorre um flash de luz que ilumina todo o interior da esfera, correto?
Até aqui, espero que todos tenham entendido.
Mas…
Vamos analisar o experimento de outra maneira.
A “Luz” emitida pelo íon de Flúor iluminou toda a superfície interna da esfera de ferro. Não há dúvidas sobre isso. É um fato. Porém foi criado apenas um único Fóton! Como pode um único Fóton iluminar toda a superfície interna de nossa esfera? A explicação dada pela ciência é que Fótons de luz são partículas-onda, ou seja, ora se comportam como partículas, ora como “ondas” como as ondas ocasionadas por uma pedra jogada dentro de um lago calmo. Neste caso, a “onda” de luz gerada iluminou toda a superfície interna da esfera. Faz sentido, correto?
Mas o que de fato aconteceu com a partícula de luz ou Fóton?
Observando por outro prisma, segundo a relatividade de Einstein, quanto mais nos aproximamos da velocidade da Luz (quase 300 mil quilômetros por segundo), mais lentamente o tempo se passa. Este fato já foi comprovado e medido por inúmeros cientistas.  Mas na velocidade da Luz, o tempo inexiste. Ou seja, para um Fóton como partícula, o tempo não existe e ele pode sair do nosso íon de Flúor ir até a parede de ferro interna de nossa esfera, reagir com um átomo de Ferro (iluminando-o). Mais: como o princípio de incerteza de Heisemberg (Mecânica Quântica) prevê, todas as possibilidades ocorrem, ou seja, o Fóton iluminou um único átomo de Ferro em uma possibilidade, depois outro em outra, fazendo da realidade um mosaico de todas as possibilidades, iluminando cada átomo de Ferro com tempo igual a zero ou nulo.
Na prática, isso significa que vivemos em um Universo atemporal, onde passado presente e futuro inexistem, pois seria necessário “tempo”, mesmo que ínfimo, para que o Fóton iluminasse cada um dos átomos internos de Ferro de nossa esfera, pois a Luz, lembre, possui velocidade limitada. Mas não é isso que ocorre. Todos, os átomos de Ferro à mesma distância, são iluminados ao mesmo “tempo”.
Estamos aqui falando em um experimento hipotético, porém, factível. Agora, caro leitor, amplie isso para as possibilidades reais do que foi descrito e que é um fato.
Se o tempo “inexiste” para a Luz (Fótons/partículas/ondas), pode o Universo inteiro estar “imerso” ou até mesmo “ser” apenas uma partícula? Como você pode ser iluminado por uma única partícula atemporal e “sentir” e observar o tempo? Não parece um paradoxo? Se o que vemos é uma coletânea de possibilidades, estas são reais?
Bom…
Este é apenas o primeiro ensaio.
Espero que gostem e, seguiremos em breve com um segundo ensaio. Este artigo visa apenas estimular a curiosidade e não possui a pretensão de ser uma verdade absoluta, mas ele é validado e embasado na ciência real. Não se trata, em absoluto, de “achismo” ou pseudociência. As perguntas e os experimentos são especulativos na medida em que não sabemos tudo sobre a natureza. Então as especulações são válidas.
Escrito por: Marco Aurélio Riesemberg Hundsdorfer
Sobre o autor:
Mestrando em Geografia pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG)-Paraná  (2017).
Formado em Licenciatura em Geografia (UEPG) (2014).
Pós graduado em Metodologia do Ensino Superior(UEPG) (1997).
Bacharel em Processamento de Dados (1989).
Astrônomo amador (SEMPRE).
Contato:
E-mail: rhundsdorfer@gmail.com
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Estimada em R$ 35 milhões, a missão Garatéa-L planeja enviar para o espaço o primeiro nanossatélite brasileiro para orbitar a Lua em 2020 e irá pesquisar a possibilidade de vida extraterrestre.

grupo de brasileiros tenta viabilizar o envio da primeira sonda sul-americana até a Lua, colocando-a na órbita de nosso satélite natural -- não haverá pouso por lá, portanto. Poderá ser a primeira vez o Brasil irá realizar uma missão além da órbita terrestre, de acordo com os organizadores. A previsão, se tudo der certo, é que o nanossatélite (um pequeno satélite não tripulado) seja lançado até dezembro de 2020.


A missão foi batizada de “Garatéa-L”, que em tupi-guarani significa “Busca Vidas”, uma referência ao principal objetivo da missão: investigar a origem da vida em nosso planeta e descobrir se ela pode existir em outras partes do espaço. A missão conta, por meio de empresas britânicas, com a parceria da Agência Espacial Europeia (ESA) e da Agência Espacial do Reino Unido (UK Space Agency). Esta deverá ser a primeira missão comercial de espaço profundo (além da órbita da Terra) dessas agências - chamada de Pathfinder. O satélite será lançado através do foguete indiano PSLV-C11 junto com mais outros cinco pequenos satélites que serão enviadas à Lua.

O mesmo foguete indiano enviou com sucesso a missão Chandrayaan-1 para a lua, em 2008. De acordo com um dos organizadores do projeto do Brasil, Lucas Fonseca, engenheiro espacial, a missão deverá custar R$ 35 milhões e será uma Parceria Público-Privada (PPP). Os valores começaram a ser levantados com órgãos de fomento à pesquisa e outros patrocinadores.

Modelo do interior da sonda Garatéa-L (Foto: Garatéa)

“Essa missão vem sendo planejada desde 2013 e, cerca de um mês atrás, fomos aceitos numa iniciativa europeia para embarcar uma missão brasileira numa missão conjunta de vários países para ir até a Lua”, disse Fonseca, que já participou do envio, trabalhando com a ESA, da sonda Rosetta, que fez o primeiro pouso em um cometa, em 2014.

"O Brasil tem satélites de baixa órbita e média órbita. Nunca foi além da órbita terrestre. Seria a primeira missão brasileira a investigar o espaço profundo", explicou Fonseca. 

Foguete indiano que vai lançar a sonda, em 2020, o PSLV-C11, da Índia (Foto: ISRO)

Foguete indiano que vai lançar a sonda, em 2020, o PSLV-C11, da Índia (Foto: ISRO)

A missão

A nave-mãe da Pathfinder também fornecerá o serviço de comunicação para os cientistas na Terra, com coleta de dados por pelo menos 6 meses. A missão brasileira levará diversas colônias de organismos vivos e moléculas de interesse biológico, que serão expostos à radiação cósmica. O experimento quer investigar os efeitos do espaço nas diferentes formas de vida. Amostras de células humanas também serão embarcadas.

“A busca por vida fora da Terra necessariamente passa por entender como ela pode lidar - e eventualmente sobreviver - a ambientes de muito estresse, como é o caso da órbita lunar”, disse Douglas Galante, do Laboratório Nacional de Luz Síncroton (LNLS), em Campinas, um dos coordenadores do projeto.

Galante trabalha em conjunto com Fábio Rodrigues, do Instituto de Química da USP, em São Paulo, e conta, além das instituições acima, com a contribuição e participação do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), do Instituto Mauá de Tecnologia e da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS).

Além de possibilitar o estudo com organismos vivos e moléculas e estudar a possibilidade de microorganismos sobreviverem aos efeitos de viagens espaciais longas, a Garatéa-L será colocada em uma órbita que permitirá a coleta de imagens da bacia de Aitken, cratera localizada do lado oculto da lua. Para a concretização da missão, em 2020, tudo precisa estar pronto em 2019, ano em que o homem completa 50 anos de sua primeira missão à lua.

A apresentação ao público da missão será nesta terça-feira (29), às 19h, na Escola de Engenharia da USP em São Carlos, interior de São Paulo.

Como informa o site oficial da missão,  essa não será somente a primeira missão aprovada de espaço profundo brasileira, mas também um projeto estruturado de modo a ter um importante componente de financiamento do setor privado. "Acreditamos que se associar a uma viagem à Lua, mais que um sonho, é uma excelente oportunidade para quem quer mostrar que o Brasil é capaz de realizar grandes feitos", disse o informe. 

Via: G1

Junte-se a esse sonho:

Site oficial da missão: http://www.garatea.space/
Baixe aqui o manifesto da missão.
Seja um patrocinador: http://www.garatea.space/envolva-se

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"Em algum lugar, alguma coisa incrível está esperando para ser conhecida.” - Carl Sagan



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Sky & Telescope listou sete qualidades importantes para a escolha de um telescópio: "(1) uma ocular que mostra uma imagem nítida de ponta a ponta; (2) focalizador suave com sensação 'precisa'; (3) montagem que move-se sem problemas em ambos os eixos; (4) montagem robusta e estável; (5) tubo instabiliza-se rapidamente após ser tocado; (6) a ocular estar a uma altura confortável para visualização enquanto você está sentado, e (7) uma luneta buscadora fácil de ajustar e de observar.

Desejando comprar um telescópio? Para certificar-se de que você faça a compra certa - e que você possa promover o amor pela astronomia a seus amigos e familiares - aqui estão algumas dicas que os especialistas da revista Sky & Telescope tem a dizer.

"Primeiramente, não espere muito da maioria dos telescópios que custam menos de U$ 200,00 (R$ 600,00) e, certamente, seja cauteloso de qualquer coisa vendida em uma loja de brinquedos ou loja de departamentos", disse Sean Walker, editor de equipamentos da revista Sky & Telescope, em um comunicado. 

"Faça alguma pesquisa antes de comprar, e depois vá a uma loja respeitável ou algum revendedor online especializado em telescópios ou produtos relacionados, tais como câmeras ou eletrônicos de consumo." 
















Refratores, refletores e telescópios compostos reúnem e concentram a luz de uma maneira diferente.

Escolha um tipo

Telescópios vêm em muitas formas diferentes. Existem três tipos gerais para escolher. Há os refratores, que coletam a luz com lentes; refletores, que utilizam espelhos; e telescópios compostos, que são os híbridos dos dois. 

Refratores apresentam uma lente na frente do tubo do telescópio. Eles não necessitam de muito esforço para se manter, mas eles ficam caros a medida que o tamanho da lente se torna maior. Existem dois tipos principais de refratores: apocrômatos e acrômatos. Você deve usar apocrômatos porque eles oferecem uma melhor qualidade óptica, apesar de serem mais caros.

Refletores são uma opção mais acessível do que refratores, mas eles exigem mais manutenção, porque sua óptica pode cair fora do alinhamento. Para reunir luz, os refletores usam um espelho curvo na extremidade traseira do tubo principal do telescópio.

Telescópios compostos utilizam ambas as lentes e espelhos para captar a luz, e eles são bastante portáteis, pois os seus tubos são mais compactos e mais leves. Os modelos mais populares são Schmidt-Cassegrain e Maksutov-Cassegrain.


Preste atenção à qualidade óptica ao fazer sua decisão de compra, e também escolha uma montagem estável, que faz com que seja fácil para você manobrar o alcance em torno do céu. É melhor experimentar telescópios antes de comprá-los. Uma dica é fazer uma visita a um clube de astronomia local ou até mesmo pedir emprestado a um amigo que já tenha um. Se possível, compre um novo (para que você saiba que você está recebendo) e evite a compra on-line a menos que haja uma boa política de retorno. Outra dica importante: fuja de marcas que prometem um grande aumento com um bom preço. Geralmente esses telescópios não prometem o que cumprem. 




Montagem altazimutal (à esquerda) permite que o telescópio se mova para cima e para baixo, bem como para a esquerda e direita, enquanto montagens equatoriais (à direita) permitem apenas um eixo, tornando mais fácil para que você possa rastrear objetos no céu. As montagens equatoriais são mais fáceis de controlar pelo motor.

Características de um telescópio

Há uma linguagem para aprender quando você está comprando um telescópio, mas o Sky & Telescope forneceu algumas breves definições para os termos mais relevantes.

A abertura refere-se ao diâmetro da lente principal, ou espelho, em um telescópio. Não só é importante para a recolha de luz, mas também para ver detalhes. Aberturas maiores coletam mais luz, o que significa que você pode ver objetos mais fracos (como galáxias) ou estruturas menores que estão em um corpo sólido (como crateras na Lua).

Abaixo estão algumas simulações de como o planeta Saturno é visto através de telescópios de 60mm a 300mm com aberturas, sob condições de observação diferentes. 

 
Distância focal refere-se à distância entre a lente principal/espelho e o ponto em que o objeto é colocado em foco. A distância focal é importante, porque é um fator de quão bem um telescópio amplia objetos. Para descobrir a ampliação, divida a distância focal do telescópio pela distância focal da ocular: Se você tem uma ocular de 25 milímetros e um refrator de 900 mm, a ampliação tem um poder de 36, escrito como 36x (ou, 900/25 = 36). Para evitar a imprecisão, certifique-se de ampliar um telescópio para não mais do que duas vezes a abertura de seu telescópio em milímetros (ou 50 vezes a abertura em polegadas).

Um localizador  ou luneta buscadora é uma uma peça auxiliar que é posta no telescópio. É bom ter um, porque torna mais fácil para você encontrar objetos no céu; olhando através do telescópio em si pode ser difícil em grandes ampliações. Muitos telescópios nos dias de hoje usar localizadores "red dot", que projetam um ponto vermelho (laser ou LED's), ou centram em um teste padrão, no céu sem ampliação da vista.

A buscadora ajuda astrônomos amadores a localizarem objetos no céu antes de olhar através do telescópio em alta ampliação. buscadoras tradicionais contam com um tipo de mira cruzada que se projeta contra o pano de fundo estelar, enquanto "1-power" ou localizadores 'red dot' marcam o campo de visão com um LED vermelho.

Certifique-se de usar uma boa montagem para o telescópio. Uma montagem altazimutal pode ser movida para cima e para baixo e para os lados, e normalmente requer que você faça correções manuais quando você está assistindo um objeto se mover através do céu. A melhor opção pode ser uma montagem equatorial, com um eixo alinhado paralelo ao eixo de rotação da Terra. Se você vive no Hemisfério Norte, é legal orientar-se a eixo equatorial apontando para a Estrela Polar, ou Polaris.

Usuários mais sofisticados podem quererem telescópios computadorizados, que podem mover-se automaticamente na direção certa para rastrear objetos no céu (uma vez que o telescópio está alinhado). Normalmente, você precisa inserir a data, hora e local da sua sessão antes de começar. Alguns sistemas exigem que você aponte o telescópio em dois ou três objetos luminosos, a fim de calibrá-lo. Este é o melhor para usuários avançados e aqueles com um bom orçamento; os telescópios com preços mais baixos nesta faixa tendem a ter pequenas aberturas. 

Com informações de Space.
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A Nasa e seus parceiros internacionais vão passar os próximos dois anos realizando testes e anexando o observatório no ônibus de suporte e o lançador do JWST.

Vinte anos após o trabalho começar no Telescópio Espacial James Webb (JWST), os gerentes da NASA comemoraram a sua conclusão no Goddard Space Flight Center em Greenbelt, Maryland, em 3 de Novembro. Agora, os pesquisadores devem conduzir uma série de testes para provar que o JWST pode sobreviver ao lançamento e que seus espelhos irão focar adequadamente a temperaturas quase próximas ao zero absoluto. O telescópio será, então, acoplado ao ônibus que levava a matriz solar, o protetor solar, e as comunicações e componentes de armazenamento de dados. A montagem será transportada para a Guiana Francesa para uma data de lançamento por volta de outubro 2018.

Com um espelho primário, que é sete vezes o tamanho do espelho do telescópio espacial Hubble, JWST deverá ser capaz de sondar a composição química das atmosferas de exoplanetas e observar o nascimento de estrelas e planetas.




Originalmente orçado em $1,6 bilhão e programado para lançamento em 2011, JWST chegou perto de ser finalizado no Congresso em 2011, devido a excesso de custos. Recentemente, no entanto, o administrador da NASA, Charles Bolden, disse que está "muito confiante" de que o telescópio agora permanecerá dentro de seu novo perfil de custo, limitado a US $ 8 bilhões, e ficar dentro do cronograma. O custo total do projeto, incluindo cinco anos de funcionamento, é estimado em $ 8,7 bilhões. O telescópio vai levar combustível suficiente para ficar em órbita por pelo menos 10 anos e, possivelmente, 12, diz Bill Ochs, gerente de do JWST.

O telescópio, incluindo seus quatro instrumentos de imagem e de orientação, serão agora submetidos a testes de acústica e vibração em Goddard, onde foi construído. Ele será, então, transportado para o Johnson Space Center em Houston, Texas, para um teste criogênico, e, em seguida, para uma instalação de Northrop Grumman em Los Angeles, onde o ônibus está sendo montado. O foguete Ariane 5 na Agência Espacial Europeia (ESA) levará  o JWST para o espaço.

O espelho primário é composto por 18 segmentos hexagonais que se desdobram e se ajustam para moldar após o lançamento. O espelho é feito de berílio e revestido com um total de três onças de ouro, que é ultra-sensível à luz IR na qual o telescópio foi construído para observar. Cada segmento espelho é tão suave que, se fosse redimensionado para o tamanho do continente norte-americano, os picos mais altos da montanha subiriam apenas duas polegadas.

Ao contrário do Hubble, que foi atendido cinco vezes ao longo de 26 anos, JWST não foi projetado para ser reparado no espaço. O telescópio será colocado em órbita em torno do ponto 2 (L2) de Lagrange, que está cerca de 1,5 milhões de km da Terra; o Hubble está em órbita baixa da Terra. Por estar orbitando o Sol a L2, JWST pode ficar em constante contato com a Terra através da Deep Space Network da NASA, e seus painéis solares poderão gerar energia de forma contínua. Para evitar as emissões de IR que reduziriam a qualidade das imagens, JWST tem um protetor solar do tamanho de uma quadra de tênis que irá manter a temperatura ambiente do telescópio em cerca de 50 K.

O telescópio é tão sensível que "se você fosse uma abelha a uma distância da Lua, ele seria capaz de vê-lo tanto pelo seu reflexo da luz solar e pela radiação térmica que você emite", disse o ganhador do Nobel John Mather, o cientista sênior do telescópio. Dois dos quatro instrumentos do JWST, um espectrógrafo em infravermelho próximo e um instrumento de IR, foram construídos principalmente pela ESA. A câmera do IR foi construída pela Universidade do Arizona, e o Fine Guidance Sensor/Near-Infrared Imager e Slitless Spectrograph foram fornecidos pela Agência Espacial Canadense.

O Transiting Exoplanet Survey Satellite (Satélite de levantamenteo de transito de exoplanetas) previsto para lançamento em dezembro de 2017, vai catalogar pequenos exoplanetas, que poderiam fornecer metas para JWST examinar se há sinais de vida, tais como vapor de água. JWST também será testado em planetas anões no sistema solar.


Desenvolvedores de instrumentos do telescópio são garantidos primeira rachadura no tempo de observação, juntamente com alguns "cientistas interdisciplinares que têm importantes amplos programas de ciência genéricos", disse Gerard Kriss do Space Telescope Science Institute, e do centro de controle de solo do JSWT.  O STScI começará solicitando essas propostas em janeiro. Também na fila estão as  "primeiras observações de lançamento", que, segundo ele, são "o tipo de imagens que servirão para mostrar que temos um observatório funcional e prometem  serem lindas."

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O buracos negros são vastos objetos de matéria que parecem desafiar a física, pela sua própria existência. Eles são tão estranhos, que quando Albert Einstein previu-os pela primeira vez - através de suas equações - a existência desses monstros, ele não acreditava que eles poderiam realmente serem reais.

E você não pode culpá-lo, porque a ideia de que temos essas singularidades do espaço-tempo que tendem a sugar toda a matéria em torno deles espalhados por todo nosso quintal cósmico é muito difícil de imaginar. 

Mas à medida que lemos mais sobre buracos negros, nós achamos que estávamos satisfeitos com quão estranhos e enormes eles são.

Isto é, até que o surgimento deste vídeo do usuário morn1415 do Youtube, famoso por suas comparações de tamanho do universo.

O vídeo acima  sobre o tamanho dos buracos negros começa um pouco excessivamente dramático, mas quando você chega até as comparações visuais, os nossos pobres e minúsculos cérebros bugam.

A primeira coisa que você precisa saber é que qualquer matéria pode se tornar um buraco negro se ela estiver esmagada até o raio de Schwarzschild.

Para o nosso Sol, o que significa que terá de ser esmagado até o tamanho de uma cidade pequena, a fim de se tornar um buraco negro.

E Terra, por exemplo, teria de ser esmagada para aproximadamente o tamanho de um amendoim.

Isso é muito incrível para se pensar. Agora, considere o quão grande  são os outros buracos negros que conhecemos, como XTE J1650-500, que é em torno do tamanho de Manhattan, mas contém a massa de três ou quatro sóis.

Impressionante, mas ele é um dos menores 'destruidores de mundos' que conhecemos.

Há ainda mais buracos negros de médio porte lá fora, como o M82 X-1, que é esmagado até o tamanho de Marte, e contém a massa de 1.000 sóis.

Isso porque não falamos ainda de buracos negros supermassivos, que são encontrados no centro de praticamente todas as galáxias de grande massa que conhecemos.

Um desses buracos negros têm uma massa de 20 bilhões de  Sóis. Nós não vamos mesmo tentar colocar isso em perspectiva para você, porque isso pode realmente dar uma dor de cabeça em você. 

Confira o vídeo acima para ver o quão grande e enorme os buracos negros podem realmente ser.

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Pode um análogo de fluido de um buraco negro direcionar os físicos à teoria da gravidade quântica?




Em uma palestra 1972 na Universidade de Oxford, um jovem físico chamado William Unruh pediu ao público para imaginar um peixe gritando à medida que mergulha sobre uma cachoeira. A água cai tão rápido nesta cascata fictícia que excede a velocidade do som a um certo ponto ao longo do caminho. Após o peixe cair para além deste ponto, a água varre seus gritos para baixo mais rapidamente do que as ondas sonoras podem viajam para cima, e o peixe já não pode ser ouvido por seus amigos no rio acima.

Algo semelhante acontece, explicou Unruh, quando você cair em um buraco negro. Quando você se aproxima um desses objetos super-densos, o tecido do espaço e do tempo tornam-se cada vez mais curvo - o equivalente a fortalecer a gravidade, de acordo com a teoria geral da relatividade de Albert Einstein. Em um ponto de não retorno conhecido como o "horizonte de eventos", a curvatura do espaço-tempo se torna tão íngreme que os sinais não podem mais subir para o mundo exterior. Dentro do horizonte de eventos, até mesmo a luz é mantida em cativeiro pela gravidade do buraco negro, tornando os buracos negros invisíveis.

Nos anos seguintes, a palestra de Unruh, buracos negros - Locais onde a relatividade geral e a mecânica quântica, os dois pilares da física moderna, se encontram e desmoronam em um paradoxo - saiu da obscuridade para se tornar tema central na busca de uma teoria abrangente de "gravidade quântica. "Enquanto isso, a analogia acústica de Unruh acabou por funcionar ainda melhor do que ele pensava. Em um trabalho seminal de 1981, ele mostrou que horizontes de eventos do buraco negro e horizontes sonoros em sistemas como sua cachoeira - que são agora referidos como buracos negros acústicos ou sônicos - podem ser descritos pelas equações idênticas. Considerando as suas "surpreendentes semelhanças matemáticas", disse Unruh, um professor da Universidade de British Columbia, em Vancouver, recentemente, "você tem a sensação de que, se você realmente entender um sistema, isso lhe dará uma visão sobre o outro."

Pesquisadores começaram a canalizar a física dos buracos negros acústicos para buscar pistas sobre os buracos negros reais. E nos últimos anos, eles começaram a criar buracos negros acústicos no laboratório e elaborando de experimentos analógicos cada vez mais sofisticados. Este verão passado, Jeff Steinhauer do Technion em Haifa, Israel, informou o melhor achado: a detecção do análogo sonora da radiação Hawking, um fenômeno buraco negro hipotético predito por Stephen Hawking em 1974.

A previsão de Hawking de que buracos negros irradiam calor e, eventualmente evaporam completamente, dá origem ao profundo "paradoxo da informação", que questiona o que acontece com as informações do material que caiu no buraco negro. Cálculos de Hawking sugerem que essa informação é perdida, essencialmente vazando do Universo quando ela entra em um buraco negro; nesse caso, o quadro da mecânica quântica, que trata as informações como algo fundamental e indestrutível do Universo, deve ser abandonada. Mas se a informação é preservada, como a maioria dos físicos acredita, então a previsão de Hawking está errado, e a tarefa para qualquer teoria da gravidade quântica é revelar a falha em sua lógica. O paradoxo da informação "aguçou o desafio do que precisamos para enfrentar a entender a gravidade quântica", disse Raphael Bousso, um físico teórico da Universidade da Califórnia, Berkeley, que era protegido de Hawking.

Por toda a sua importância, o cálculo de Hawking não pode ser testado diretamente; a radiação dos buracos negros reais é demasiado fraca para detectar. A medição do efeito análogo em um buraco negro sônico - neste caso, as unidades quânticas de som irradiando para fora a partir de um horizonte sonoro, portanto, traz uma pergunta de longa data: buracos negros sonoros são verdadeiros análogos de buracos negros? Mais especificamente, as descobertas de Steinhauer indiretamente validam o cálculo de Hawking, provando que a informação é perdida nos buracos negros?

"Todo mundo na comunidade está dizendo: 'Uau, foram grandes experiências!'", Disse Daniele Faccio, físico da Universidade Heriot-Watt, em Edimburgo, na Escócia, que também estuda analógicos de buracos negros. "Mas eu acho que um monte de pessoas estão dizendo: 'O que elas significam?'"

Alguns pesquisadores vêem a evidência indireta da radiação Hawking no experimento de Steinhauer. Em um artigo publicado online no mês passado, o que fez o físico-filósofo Karim Thebault, da Universidade de Bristol, da Inglaterra, argumentar que "um buraco negro analógico pode ser criado para 'ficar em' um buraco negro astrofísico." Outros vêem como uma premissa falsa. Daniel Harlow, um físico teórico da Universidade de Harvard, considerou o experimento "um feito divertido de engenharia", que "não vai nos ensinar alguma coisa sobre buracos negros."

A questão de qual interpretação está correta se resume ao que, exatamente, o cálculo de Hawking há 42 anos revelou sobre o universo.

Surpreendentemente, ele mostrou que os buracos negros não são negros; a instabilidade quântica aleatória faze-os brilhar. Em todos os lugares no espaço-tempo, pares de partículas "virtuais" surgem constantemente e mutuamente aniquilam-se. Hawking percebeu que quando esses pares surgem abrangendo o horizonte de um buraco negro, uma partícula virtual será sugada enquanto a sua parceiro escapa, impedindo a sua destruição mútua. A partícula que escapou torna-se real, roubando a energia necessária para a atualização do campo gravitacional do buraco negro. Enquanto isso, a partícula que cai adquire energia negativa, diminuindo a energia do buraco negro. Assim, uma partícula se irradia de cada vez, e o buraco negro perde radiação e massa, em última análise, não deixando nenhum vestígio: o cálculo de Hawking indicou que a radiação é "térmica", que consiste de uma propagação de traços característicos e aleatórios de energias que codificam-se sem detalhes gerais sobre a estrela colapsada que formou o buraco negro, ou sobre qualquer outra coisa de interesse que possa ter caído no buraco negro.

É aí que reside o paradoxo. De acordo com a mecânica quântica, as probabilidades de todos os estados possíveis de partículas no universo deve respeitar a "unitariedade," evoluindo de tal forma que os estados anteriores do universo podem, em princípio, serem sempre determinados exclusivamente rebobinando a partir do seu estado atual. Mas se a informação é perdida quando um buraco negro evaporar em um gás sem traços característicos da radiação de Hawking, dessa forma, o passado do Universo não  poderá ser acessado a partir do presente, e a mecânica quântica se quebra.

Ou talvez Hawking errou.

Para fazer o seu cálculo, ele fez um pressuposto fundamental: que o espaço-tempo é suave e contínuo no horizonte de um buraco negro, como descrito pela relatividade geral. Os físicos acreditam que esta é uma aproximação; aumentar muito o zoom no continuum espaço-tempo de Einstein, e uma forma mais fundamental, onde a gravitação quântica emerge. Mas, enquanto a gravitação quântica, certamente torna-se importante perto do centro super-densa de um buraco negro, conhecido como sua "singularidade", Hawking assumiu que ele poderia encobrir essa física de curta distância na sua descrição das flutuações quânticas no horizonte, onde a gravidade é relativamente leve. De acordo com a relatividade geral, a inclinação do espaço-tempo é suave o suficiente para que o horizonte de um buraco negro supermassivo típico (como aqueles nos centros de muitas galáxias), que um astronauta flutuando que passando perto dele não iria nem perceber.



William Unruh, um físico da Universidade de British Columbia, encontrou uma analogia ligando buracos negros reais e buracos negros acústicos em um artigo seminal de 1981. Cortesia de William Unruh


Em 1981, Unruh descobriu que o esquema de aproximação de Hawking também podia ser aplicada a fluidos. Assim como o espaço-tempo, os fluidos parecem contínuos em grandes escalas, embora que, no fundo, eles sejam feitos de átomos discretos. Unruh mostrou que, assim como pares de partículas flutuam dentro e fora do espaço-tempo, vibrações chamadas "fônons", as unidades quânticas de som, devem surgir na superfície ao longo de fluidos. E quando pares de fônons surgem perto do horizonte sonoro de um buraco negro acústico, eles devem ficar arrancados distante e tornam-se permanentes, produzindo o análogo sonoro da radiação Hawking.

Este é o fenômeno que Jeff Steinhauer relatatou em agosto na Nature Physics, depois de labutar sobre a sua experiência desde 2009 - "exclusivamente, durante o dia todo, todos os dias", disse ele. Ele criou um fluido exótico chamado de "Bose-Einstein" a partir de átomos de rubídio super-resfriados. Ele então conseguiu fluindo e destruindo parcialmente o fluido ao longo do seu percurso de fluxo com um laser, acelerando-o a uma velocidade supersônica e criando um horizonte sonoro. Finalmente, Steinhauer mediu o entrelaçamento quântico entre pares de fónons em ambos os lados deste horizonte, o que é consistente com radiação Hawking sônica.


A descoberta confirma que a aproximação de fluido funciona no caso de buracos negros acústicos. "A questão é, quão relacionadas são as aproximações?", Disse Stephan Hartmann , um filósofo de física na Universidade Ludwig Maximilian em Munique, Alemanha. Se os buracos negros sonoros servem como um verdadeiro análogo, então a aproximação de Hawking é correta, o horizonte de eventos é um lugar sem incidentes, e informação é destruída em buracos negros, o que significa que as regras probabilísticas da mecânica quântica devem ser substituídas por uma estrutura mais fundamental. Se aproximação de Hawking está errada, os buracos negros sônicos não são bons indicadores de buracos negros e a gravidade quântica pode de alguma forma codificar a história do buraco negro na sua radiação, preservando informações  de como os buracos negros evaporaram.

Unruh acredita que a aproximação de Hawking está correta. Em 2005, ele e Ralf Schützhold da Universidade de Duisburg-Essen, na Alemanha mostraram que a radiação Hawking consistentemente saiu como uma previsão teórica robusta em ambos os buracos negros sonoros e buracos negros reais, não importando os pressupostos teóricos que fizeram sobre os detalhes da física de curta distância. As propriedades de pequena escala do espaço-tempo ou fluidos nunca afetaram o resultado do cálculo, o que sugere que a aproximação de Hawking não estava encobrindo alguma coisa importante. Unruh interpreta isso como significando que os efeitos da gravidade quântica não são capazes de modificar a radiação Hawking e resgatar informações. Em sua opinião, o resultado de Steinhauer adiciona à evidência que "esta radiação térmica é um fenômeno muito robusto", e, portanto, que "a informação é perdida."



Jeff Steinhauer, um físico do Technion em Haifa, Israel, afirma ter detectado o análogo acústico da radiação de Hawking em um buraco negro sônico.

No entanto, a maioria dos pesquisadores de gravidade quântica acreditam que a informação é preservada - incluindo Hawking, que mudou de campus na década de 2000. De sua perspectiva, um análogo à radiação Hawking em buracos negros sonoros não diz nada sobre os verdadeiros buracos negros porque os dois são categoricamente diferentes; Considerando que a aproximação do fluido é precisa no caso dos buracos negros sônicas, o espaço-tempo não deve ser de aproximadamentTe suave em horizontes de eventos do buraco negro. De alguma forma, a gravidade quântica modifica horizontes - e deve fazê-lo de forma extrema, para contornar o argumento de Unruh e Schutzhold sobre a robustez da radiação Hawking. "Estamos em uma situação em que algo grande tem que dar", disse Bousso. "Mas nós ainda não sabemos exatamente o que deverá substituir a relatividade geral com o horizonte."

Alguns experimentos mentais sugerem que os buracos negros podem ser cascas vazias que carregam todas as suas informações estampadas em seus horizontes e projetam-las para fora, para o resto do Universo como hologramas. Nesse caso, cair em um buraco negro seria menos como um peixe mergulhando sobre uma cachoeira e mais como um inseto se espatifando em uma janela.

Na opinião da maioria, a comparação com os buracos negros sonoros só reforça quão estranhos buracos negros e a teoria da gravidade quântica devem ser. Harlow, que leva esse ponto de vista, vê buracos negros acústicos não como análogos de buracos negros, mas mais como simulações de computador que estão executando as equações erradas. Se você for simular as equações da gravitação quântica ", então eu espero que você encontre a resposta certa", disse ele. "Atualmente, eu não sei quais equações lhe dar."


Este artigo foi reimpresso em Wired.com .

Traduzido e adaptado de QuantaMagazine
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Quando o potencial de civilizações alienígenas inteligentes surge em uma conversa, geralmente a busca por seres inteligentes sempre entre em questão: Como é que vamos encontrá-los? Onde estão eles? Eles estão lá fora? Que ações devemos tomar se - ou quando - nós os encontrarmos, ou eles nos encontrar?

Bem, de acordo com o físico Stephen Hawking, devemos parar de tentar contatá-los, porque a chegada de civilizações avançadas poderia colocar a humanidade e a Terra em uma situação muito arriscada. E a má notícia é que já nós estamos transmitindo a nossa localização para o Universo por anos. 


O alerta do Hawking vem em um novo filme on-line chamado Locais Favoritos de Stephen Hawking, que mostra o cientista famoso em uma nave espacial em computação gráfica chamada de SS Hawking explorando seus lugares favoritos no Universo.

"À medida que envelheço, estou mais convencido do que nunca de que não estamos sozinhos. Depois de uma vida se perguntando, eu estou ajudando a liderar um novo esforço global para descobrir", diz Hawking no filme, enquanto explora Gliese 832C, um planeta que encontra-se a 16 anos-luz de distância e pode promover a vida alienígena.

"O projeto Breakthrough Listen digitaliza as milhões de estrelas mais próximos afim de encontrar sinais de vida. Um dia nós poderemos receber um sinal de um planeta como Gliese 832C, mas devemos ter o cuidado de responder de volta."

O Breakthrough Listen é uma tentativa ambiciosa para encontrar vida inteligente no Universo, digitalizando os sinais de rádio das estrelas mais próximas. O projeto foi financiado pelo bilionário russo Yuri Milner, que investiu U$ 100 milhões para mantê-lo de pé.

Recentemente, o projeto anunciou que estaria voltando sua atenção para uma 'mega estrutura alien' hipotética que alguns pensam está causando o estranho escurecimento de uma estrela conhecida como KIC 8462852.

Uma hipótese mais razoável é que o escurecimento irregular é causado por "lixo interestelar" ou um "enxame de cometas", mas ninguém sabe ao certo realmente o que está acontecendo.

Apesar do esforço extraordinário de Hawking para encontrar vida inteligente no Universo, ele é um dos mais ativos críticos da tentativas de procurar extraterrestres, um ato que ele diz que é um potencial risco para a humanidade, porque uma civilização alienígena distante poderá nos ver como inferiores, fracos e perfeitos para conquistar.

"Se assim for, eles vão ser muito mais poderosos e podem não nos verem mais mais valiosos do que nós vemos as  bactérias",  diz ele no filme.

Hawking usa frequentemente o exemplo da expedição de Colombo à América para descrever o que poderia acontecer se uma civilização avançada ficar sabendo da nossa existência, dizendo que essa reunião inicial  "não saíram tão bem".

O aviso do Hawking está enraizado na ideia de que uma civilização alienígena, especialmente uma que pode pegar os nossos sinais e entender onde eles estão vindo, tem o potencial de ser bilhões de anos mais avançada do que nós, tornando-nos um alvo fácil para derrubar ou invadir.

Estender a mão para o Universo não é a única área de busca científica que Hawking diz ser arriscada.

Algumas semanas atrás, em uma palestra na Universidade de Cambridge, Hawking disse que a inteligência artificial pode vir a ser "a melhor, ou a pior coisa, que poderá acontecer com a humanidade", um sentimento que outros especialistas e líderes - como Elon musk - compartilham.

Esse medo decorre do fato de que a AI tem o poder de aprender por si mesmo, fazendo o possível para superar as nossas capacidades humanas, porque contamos com a evolução biológica - um processo lento, para dizer o mínimo - para nos tornarmos melhor.

"A [Inteligência Artificial] iria decolar por conta própria, se auto programando, a um ritmo cada vez maior", disse Rory Cellan-Jones na BBC. "Os seres humanos, que estão limitadas pela evolução biológica lenta, não poderiam competir, e seriam substituídos."

Apesar de todas estas advertências poderem parecer demasiadas, é importante para nós pensarmos sobre essa possibilidade. Como diz o ditado, é melhor prevenir do que remediar, especialmente quando aliens dominadores de mundos ou robôs com IA estão envolvidos.

Além de oferecer um aviso sinistro, o novo filme de 25 minutos vê Hawking explorando outros pontos incríveis no Universo, tais como Sagittarius A*  - um buraco negro supermassivo - e o planeta Saturno de nosso Sistema Solar, um lugar que Hawking diz ser fascinado.
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O espaço oferece uma abundância de mistérios para os astrónomos resolverem, e há um em nosso próprio Sistema Solar que é inexplicável há décadas: por que Vênus e Urano giram em direções diferentes dos outros planetas em torno do Sol?
Vênus gira sobre seu eixo de leste a oeste, enquanto Urano é inclinado e está praticamente girando sobre seu lado. Os outros planetas, incluindo o nosso, giram de oeste para leste, e os cientistas ainda não descobriram o porquê.
Os planetas devem realmente estar girando da mesma maneira: nosso Sistema Solar foi formado por uma nuvem em colapso no qual continha um gás girando, e pensa-se que a direção de rotação da maioria dos planetas (como a Terra) foi transitada a partir da rotação dessa antiga nuvem.   
Mas Vênus e Urano são exceções: eles têm o que é conhecido como rotação retrógrada, girando contrário à rotação do Sol. Mas como isso é possível?
Uma das hipóteses mais duradouras é que Vênus e Urano originalmente giravam no sentido anti-horário - como a Terra e os outros planetas ainda fazem - mas foram atingidos em algum momento por objetos pesados (talvez outros planetas) que fizeram com que eles girassem em diferentes direções.
Nos últimos anos, os astrônomos têm procurado outras explicações, examinando Vênus e Urano de forma independente.
Em 2011, simulações sugeriram que um número de colisões menores, em vez de um grande impacto, colocaram a rotação de Urano a um ângulo de 98 graus. Isto também poderia explicar por que as luas do planeta giram no mesmo ângulo - algo que seria pouco provável se houvesse apenas um enorme impacto.
Uma explicação alternativa apresentada por astrônomos em 2009 é que Urano já teve uma grande lua, cuja força gravitacional causou a queda do planeta parao seu lado. A lua poderia ter batido em Urano devido a um outro planeta, um pouco como um jogo de pinball cósmico.
Quanto a Vênus, nosso vizinho mais próximo, os cientistas sugeriram que ele começou girando no sentido anti-horário, em seguida, tornou-se quase estático, antes de começar a girar no sentido horário no qual ele se encontra agora.
Isso pode explicar a velocidade de rotação super lenta do planeta hoje - que leva 243 dias terrestres para girar completamente, mas apenas 225 dias terrestres para orbitar o Sol. Então, se você vivesse em Vênus, seus dias seriam mais do que seus anos (e o Sol nasceria no oeste).
Como é que isso acontece com um planeta? Astrônomos acreditam que uma forte atração gravitacional do Sol sobre a densa atmosfera de Vênus; as marés atmosféricas que criariam; e os puxões de marés de outros planetas, poderiam ter se combinado para inverter a rotação do planeta.
Esta ideia de torques de marés - onde a atmosfera densa no lado quente e ensolarado de um planeta é puxada para longe do lado frio - é uma das explicações mais bem estabelecidas para a rotação retrógrada de Vênus, juntamente com uma colisão planetária.
Por enquanto, ninguém está 100 por cento certo do que faz Vênus e Urano os ímpares na família do nosso sistema solar de planetas.
Nosso próximo olhar atento para o planeta Vênus deverá vir de um sobrevoo a partir da sonda BepiColombo, que, eventualmente, será dirigida para Mercúrio e será lançada em 2018.
Essa missão poderá nos dar novos dados para ajudar a resolver o mistério - e nós estaremos observando de perto.
Traduzido e adaptado de Science Alert
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Alguém dê uma toalha para este buraco negro supermassivo!
Concepção artística de como o o buraco negro supermassivo "quase nu"se originou. No painel esquerdo, o buraco negro começa o encontro com outro buraco negro maior. No painel do meio, as estrelas são removidas. À direita, o buraco negro emerge do encontro com apenas os restos de sua galáxia intacta. Crédito: Bill Saxton, NRAO / AUI / NSF.


A maioria das galáxias têm um buraco negro supermassivo em seu centro. A medida que galáxias colidem e se fundem, os buracos negros se fundem também, criando os buracos negros supermassivos que vemos no Universo hoje. Mas uma equipe de astrônomos foi à procura de BN's supermassivos que não estão no centro das galáxias. Eles observaram para mais de 1200 galáxias, usando o telescópio Very Long Baseline Array (VLBA) da National Science Foundation (NSF) e descobriram que quase todas elas tinham um buraco negro onde deveria estar, no meio da própria galáxia.

Entretanto, eles conseguiram encontrar um buraco negro, em um aglomerado de galáxias mais de dois bilhões de anos luz de distância da Terra, que não estava no centro de uma galáxia. Eles ficaram surpresos também ver que este buraco negro tinha sido despido de estrelas vizinhas. Uma vez que eles identificaram este buraco negro, agora chamado de B3 1715+425, eles usaram o Hubble e o Spitzer para acompanha-lo. E o que eles descobriram é uma história incomum.

"Não vi nada como isso antes." - James Condon

O buraco negro supermassivo em questão, que chamaremos abreviadamente de B3, é um objeto curioso. Ele era muito mais brilhante do que qualquer coisa próxima dele, e também estava mais distante do que a maioria dos buracos que os astrônomos estavam estudando. Mas um buraco negro brilhante normalmente está situado no coração de uma grande galáxia. B3 tinha apenas um remanescente de uma galáxia em torno dele.  Ele estava nu.

James Condon, do National Radio Astronomy Observatory (NRAO) descreveu o que aconteceu:

"Nós estávamos procurando pares de buracos negros supermassivos se deslocamento a partir do centro de uma galáxia, como prova reveladora de uma fusão de galáxia anterior", disse Condon. "Em vez disso, encontramos este buraco negro fugindo da galáxia maior, deixando um rastro de escombros para trás", acrescentou.

"Concluímos que o nosso buraco negro fujão era incapaz de atrair tantas estrelas no caminho para fazer com que ele se pareça com o que ele é agora." - James Condon

Condon e sua equipe concluíram que B3 era uma vez um buraco negro supermassivo no coração de uma grande galáxia. B3 colidiu com uma galáxia maior, um com um outro buraco negro também maior. Durante esta colisão, B3 teve a maioria de suas estrelas arrancadas, exceto as mais próximas a ele. B3 ainda está acelerando para longe, a mais de 2000 km por segundo.

B3 e o que sobrou de suas estrelas continuará a mover-se através do espaço, escapando de seu encontro com a outra galáxia. No entanto, ele provavelmente não vai escapar do aglomerado de galáxias onde ele se encontra.

"O que acontece com uma galáxia quando a maioria de suas estrelas foram arrancadas, mas ainda tem um buraco negro supermassivo ativo no meio?" - James Condon

Condon descreve o fim provável para B3. Ele não terá estrelas e gás suficiente o rodeando para desencadear novo nascimento da estrela. Ele também não será capaz de atrair novas estrelas. Então, eventualmente, as estrelas remanescentes da galáxia original de B3 vão viajar com ele, e o BN crescerá progressivamente ao longo do tempo.

B3 também vai ficar mais obscuro, uma vez que não terá nenhum material novo para "alimentá-lo". Ele acabará por ser quase impossível de se ver. Somente seu efeito gravitacional vai indicar a sua posição.

"Em um bilhão de anos ou mais, ele provavelmente será invisível." - James Condon

Quantos B3's existem? Se o própria B3 acabar por se tornar invisível, quantos outros buracos negros supermassivos como ele existem, indetectáveis pelos nossos instrumentos? Quantas vezes isso acontece? E quão  importante isto é para a compreensão da evolução de galáxias e aglomerados de galáxias? Condon faz estas perguntas perto do fim do clipe. Por agora, pelo menos, não temos respostas.

Condon e sua equipe usaram o NRAO VLBA para procurar esses buracos solitários. O VLBA é um instrumento de radioastronomia constituído por 10 antenas idênticas de 25m  em todo o mundo, e controlado em um centro no Novo México. A matriz fornece detalhes refinados na parte da onda de rádio do espectro.

A busca por um buraco negro é um projeto a longo prazo, fazendo uso do tempo disponível no VLBA. Telescópios futuros, como o Large Synoptic Survey Telescope, que está sendo construído no Chile, vai fazer o tornar de Condon mais fácil.

Condon trabalhou com Jeremy Darlin, da Universidade do Colorado, Yuri Kovalev do Centro Espacial Astro do Instituto Físico Lebedev, em Moscou, e Leonid Petrov, do Centro Astrogeo em Falls Church, Virginia. Eles relataram suas descobertas na revista Astrophysical Journal e a mesma está disponível na íntegra no arXiv.org.

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