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Em 2006, o décimo objeto mais massivo observado diretamente orbitando o Sol, Plutão, foi rebaixado para categoria de "planeta anão". No entanto, o debate sobre essa denominação renasceu no CfA (Centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica), nos Estados Unidos.

Mais de 2.500 especialistas espalhados pelo mundo se reuniram em Praga, no ano de 2006, para demarcarem uma nova definição do que seria considerado um planeta. Foi nesta análise que Plutão ficou de fora na definição de planeta. Mesmo sendo considerado anão, Plutão é atualmente um dos maiores membros do cinturão de Kuiper.

Ao ser questionada pela Agência Efe sobre qual o motivo de um dos centros mais destacados de astrofísica voltar a debater a descaracterização de Plutão, a especialista em Relações Públicas, Christine Pulliam, afirmou que queriam que "as pessoas voltassem a falar sobre isso". Alguns defensores do planeta anão do Sistema Solar fizeram manifestações pedindo aos cientistas que voltassem seus conceitos para admitir Plutão novamente como planeta.

Por esses motivos que, após oito anos, a Assembleia Geral de União Astronômica Internacional (IAU) ressuscitou o debate. Para que isso fosse feito com destreza, foram convidados três especialistas com opiniões diferentes. O historiador cientista Owen Gingerich, que já presidiu o comitê de definição de planetas da IAU, defendeu Plutão sob um ponto de vista histórico, argumentando que "um planeta é uma palavra culturalmente definida que muda com o passar do tempo".

Gingerich considera que a IAU fez um "abuso da linguagem" ao definir a palavra planeta e que, por este motivo, não deveria ter expulsado Plutão.

Já o diretor associado do Centro de Planetas Menores que apoiou a exclusão de Plutão, Gareth Williams, definiu planetas como corpos esféricos que orbitam ao redor do Sol e que tiraram sua órbita de outros astros.

Dimitar Sasselov, diretor da Iniciativa Origens da Vida de Harvard, explicou, por outro lado, que um planeta "é a massa menor esférica da matéria que se forma ao redor das estrelas ou restos estelares". Assim, Sasselov é favorável à inclusão de Plutão como planeta.

Desde seu descobrimento na década de 1930 por Clyde Tombaugh, Plutão é alvo de diversos debates, visto que seu tamanho é muito menor do que a Terra, inclusive com aproximadamente um quinto da massa da Lua e um terço de seu volume. No entanto, muitos detalhes de Plutão são desconhecidos, devido a sua distância da Terra. Até 2015 é provável que a sonda New Horizons se aproxime dele para fornecer mais informações aos cientistas.


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| Fonte: CanalTech, EFE |

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Autor Michael Nascimento

Graduado em Física pela UEPB. Mestrando em Cosmologia, gravitação e física das partículas pela UFCG. Possui experiência na área de divulgação científica com ênfase em astronomia, astrofísica, astrobiologia, cosmologia, biologia evolutiva e história da ciência. Possui experiência na área de docência informática, física, química e matemática, com ênfase em desenvolvimento de websites e design gráfico e experiência na área de artes, com ênfase em pinturas e desenhos realistas. Fundador do Projeto Mistérios do Universo, colaborador, editor, tradutor e colaborador da Sociedade Científica e do Universo Racionalista. Membro da Associação Paraibana de Astronomia. Pai, nerd, geek, colecionador, aficionado pela arte, pela astronomia e pelo Universo. Curriculum Lattes: http://lattes.cnpq.br/8938378819014229
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