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» » » » » Nave que poderá levar humanos a Marte usa processador da IBM lançado em 2002
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Depois da humanidade alcançar alguns milhares de quilômetros de distância no espaço e chegar até mesmo a pisar na Lua, o próximo grande passo da comunidade científica está em Marte. Para chegar até lá, centenas de engenheiros, pesquisadores e outros profissionais da NASA têm trabalhado no aprimoramento da cápsula Orion, que fez seu primeiro voo na última semana. E sabe o que está equipado na espaçonave que poderá nos levar ao planeta vermelho? Um processador da IBM de 2002 não muito diferente daquele que está presente no seu smartphone.

Não é de hoje que a agência espacial americana opta por equipamentos um tanto quanto ultrapassados frente às novas tecnologias na hora de colocar em prática projetos ambiciosos, como esse de enviar astronautas a Marte. A sonda-robô Curiosity, por exemplo, que já está por lá, utiliza um computador com uma arquitetura semelhante a dos celulares inteligentes atuais. No entanto, a escolha de máquinas obsoletas é proposital, já que, para a NASA, quanto mais antigas forem as peças, maiores serão as chances de sucesso dos protótipos desenvolvidos pela entidade.

Em entrevista ao site Computer World, Matt Lemke, vice gerente da equipe de aviação, energia e software da Orion, disse que quando uma espaçonave é projetada para transportar seres humanos pelo espaço, o fator mais importante é a confiabilidade dos equipamentos e não o quão recentes e poderosos eles são - apesar de serem bem mais lentos que modelos atuais. "Só precisamos ter certeza de que irão funcionar sempre", explica o engenheiro, que também afirma que o uso das últimas tecnologias poderia elevar os custos financeiros da missão.

Outro ponto importante levado em consideração pelos cientistas é o alto nível de radiação que atinge a nave, especialmente no momento em que ela sobrevoa uma área conhecida como Cinturão de Van Allen, onde ocorrem vários fenômenos atmosféricos. Neste caso, Lemke afirma que, quanto mais robustos forem os sistemas da Orion, melhor será para traçar um trajeto que conduza os astronautas com segurança em longas viagens espaciais.

"A Orion não é uma construção altamente tecnológica, mas é algo de ponta se comparado com o que está voando no espaço atualmente. É muito mais capaz do que a estação espacial ou do que outros ônibus espaciais já foram. É o estado da arte em relação a isso, mas não em comparação ao que você compra numa Best Buy", disse Lemke ao se referir aos processadores PowerPC 750FX de 900 MHz da IBM, anunciados pela empresa em 2002, e que estão equipados na Orion.

"O que você compra na Best Buy não precisa suportar as extremas vibrações de lançamento, nem o vácuo do espaço com grandes variações de temperatura e depois retornar à Terra com muita pirotecnia e milhares e milhares de impactos gravitacionais para então pousar na água e ficar potencialmente submerso - e ainda assim continuar funcionando", conclui o engenheiro.












Na última sexta-feira (5), a nave não tripulada Orion ficou cerca de 4 horas no espaço, tempo suficiente para completar duas voltas elípticas em torno da Terra. A cápsula pousou no Oceano Pacífico, a 1.000 km da costa mexicana da Baixa Califórnia, nos Estados Unidos.

A Orion é a primeira cápsula americana projetada para levar seres humanos ao espaço desde as missões Apollo, que permitiram transportar o homem à Lua há quarenta anos. A previsão é que a nave seja capaz de comportar até quatro astronautas para locações mais distantes da Terra, em uma órbita mais elevada que deve chegar à altitude máxima de 5,8 mil km, a maior atingida por uma nave tripulada desde a última missão Apollo, em 1972, e quinze vezes superior à da ISS.

A primeira missão da espaçonave está programada para 2025, quando deve levar astronautas para um asteroide que ficará na órbita da Lua. Depois disso, se a missão for bem-sucedida, a agência espera colocar os primeiros humanos em Marte cinco anos depois, em 2030, quando a Orion deve fazer a primeira viagem ao planeta vermelho.

Fonte(s) CanalTechComputer World

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Autor Michael Nascimento

Graduado em Física pela UEPB. Mestrando em Cosmologia, gravitação e física das partículas pela UFCG. Possui experiência na área de divulgação científica com ênfase em astronomia, astrofísica, astrobiologia, cosmologia, biologia evolutiva e história da ciência. Possui experiência na área de docência informática, física, química e matemática, com ênfase em desenvolvimento de websites e design gráfico e experiência na área de artes, com ênfase em pinturas e desenhos realistas. Fundador do Projeto Mistérios do Universo, colaborador, editor, tradutor e colaborador da Sociedade Científica e do Universo Racionalista. Membro da Associação Paraibana de Astronomia. Pai, nerd, geek, colecionador, aficionado pela arte, pela astronomia e pelo Universo. Curriculum Lattes: http://lattes.cnpq.br/8938378819014229
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