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» » » » 10 teorias pseudocientíficas que você já deveria ter parado de acreditar
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teorias pseudocientificas 3
Apesar de parecerem inocentes, teorias pseudocientíficas podem fazer mal para a sociedade, no sentido em que podem acabar com a credibilidade de hipóteses que de fato foram elaboradas com rigor e estudo, enquanto reproduzem baboseiras que não possuem fundamentação, destruindo o pensamento crítico das pessoas.
É, elas podiam ser aposentadas tipo AGORA.

10. Frenologia

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Frenologia é uma teoria que reivindica ser capaz de determinar o caráter, características da personalidade e grau de criminalidade de uma pessoa pela forma da sua cabeça. Junto com essa “bizarrice”, ainda temos outras teorias semelhantes, como a grafologia – análise da escrita que supostamente revela características de personalidade e a tipologia, que analisa a forma do corpo e novamente faz conclusões sobre a sua personalidade.

Quer conhecer a personalidade de alguém? Tente conversar com ele, conhecê-lo. Sua escrita, forma da cabeça e outros traços não vão dizer nada sobre a pessoa. Se você acha que a postura corporal pode indicar o caráter de alguém, desejo-lhe uma cadeira desconfortável para o resto de sua vida. Pare de ser ingênuo.

9. Aliens e o Mundo Antigo

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Porque será que é mais pensar que alienígenas vieram para a Terra milhares de anos atrás do que acreditar que povos antigos do Egito, da América do Sul e da América Central tinham habilidades e inteligência incríveis? Ou você é preconceituoso e vive feliz no mundo ocidental majoritariamente branco, ou é muito inocente.

Para crer nessa teoria, é preciso responder a perguntas absurdas, como por que, de todas as coisas que aliens poderiam fazer na Terra, eles escolheram fazer pirâmides de pedra gigantes. Se você fosse a um mundo alienígena, você gostaria de construir pirâmides, ou saquear todos os seus preciosos materiais? Ou, se você fosse mais benevolente, ensinar os nativos a cultivar penicilina?
Dito isso, é triste que aliens tenham desistido de seu interesse em arquitetura, que surgiu apenas por alguns anos milhares de décadas atrás, uma vez que nós realmente poderíamos usar sua ajudinha para construir fazendas verticais e supercidades. Nós definitivamente não somos tão espertos quantos os povos antigos (bem, isso afeta nossa autoestima, então) os alienígenas.

8. Vacina e autismo

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Vacina NÃO CAUSA autismo, ela na verdade SALVA vidas. A investigação científica honesta abomina essa ideia ridícula criada por um cara que não tinha mais o que fazer e estava se coçando para chamar a atenção. Ele deveria ter se tornado “artista conceitual” ou qualquer outra coisa do tipo para satisfazer suas vontades bizarras, ao invés de estragar e prejudicar a vida de milhares de pessoas.

7. Memória genética

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Um pouco de sentimentalismo sobre seus antepassados é normal, pode ser inclusive agradável. Mas não se engane: não faz sentido (pelo menos não sentido científico) quando uma pessoa reivindica ter dons e talentos passados por seus antepassados. O que funciona nas novelas e romances não funciona na vida real, e conhecimento inato simplesmente não existe. Nós não somos salmões. Não temos um instinto que nos leva de volta às nossas origens.

6. Programas para transformar bebês em gênios

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Há duas maneiras possíveis de ser um gênio: sorte extraordinária ou trabalho duro extraordinário. Ou você nasce com um cérebro que tem um grande talento para um determinado assunto, ou trabalha incansavelmente para treinar seu cérebro a fazer conexões que outras pessoas não conseguem. Não há outro caminho. Entenda: não é possível tornar seu filho um gênio através da compra de produtos. A única coisa que se alcança com isso é a pobreza. Não há jogo, brinquedo ou música clássica tocando ininterruptamente que fará milagre.

5. Poligrafia

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Não é que os detectores de mentiras nunca funcionem. O problema é que eles não funcionam bem o suficiente para passar em um teste rigoroso. Por isso, são inúteis. Simplesmente não tem como ter certeza de que alguém está mentindo, de forma que mesmo que ela passe em um detector de mentiras, ainda pode ser culpada, e se não passar, ainda pode ser inocente. Está enxergando o problema?

4. Homeopatia

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Para a ciência, dizer que água pode curar uma doença porque uma vez conteve medicina é como dizer que você pode comer de um prato vazio, pois ele já conteve uma vez alimentos. Novamente, uma inutilidade. O chamado efeito placebo nos Placebo (do latim placere, significando "agradarei") nos diz que um fármaco ou procedimento inerte, apresenta efeitos terapêuticos devido aos efeitos psicológicos da crença do paciente de que está a ser tratado. Ou seja, se você tomar um copo d'água e acreditar que ele é milagroso, poderá curar sua doença. Aproveitando desse efeito psicológico, a indústria lucra até hoje.

3. Misticismo quântico

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Partículas podem se comunicar através de uma distância sem qualquer relação entre elas, é o que parece. Uma partícula pode estar em dois lugares ao mesmo tempo, é o que parece. Digo “é o que parece” porque, enquanto a mecânica quântica é um assunto científico muito sério, a interpretação de alguns se dedica a destruir sua confiabilidade. Essas pessoas têm o mau hábito de afirmar que a mecânica quântica implica que as pessoas e as partículas individuais compartilham as mesmas propriedades. Não funciona assim. A mecânica quântica é um estudo de coisas que ainda mal podemos compreender direito, e não devemos transpor esse conhecimento inicial para outros tópicos (como almas e teletransporte, bem como outras coisas que as pessoas querem desesperadamente provar que existem e são possíveis).

2. Design inteligente

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O design inteligente é uma teoria basicamente religiosa, que dita que as coisas são o que são “porque Deus quis assim”. Se você quiser acreditar nisso, é seu direito. Mas não misture as coisas; a sua crença é só isso: uma crença. Não é ciência e você deve deixar as pessoas que fazem pesquisa real e séria sobre a evolução em paz.

1. “Toxinas”

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“Toxina” (assim mesmo, entre aspas) é diferente de toxina. A definição científica de toxina é uma “substância venenosa produzida por células vivas que, quando introduzida em um novo corpo, estimula a criação de anticorpos”.

Já “toxina” é uma coisa misteriosa e extremamente diabólica que está em todas as coisas que uma pessoa não gosta. Todas as doenças? “Toxina”! Diferença de opinião? Corpo cheio de “toxina”! Quer emagrecer? Se livre das “toxinas”!
As criaturas que usam essa argumentação não sabem explicar o que exatamente é essa “toxina”, com que se parece, qual a sua composição química, como é produzida. Só sabem que, definitivamente, causa a terrível coisa que acontece com as pessoas fazendo coisas que elas não gostam.
Sim, você pode comer outras coisas que não são couve ou viver em qualquer lugar que não seja o pico de vento de uma montanha – você não vai morrer de “toxinas”, GARANTO. Agora, se as pessoas que acreditam e defendem essa teoria quiserem continuar com essa balela, para não confundir as coisas, deveriam parar de usar o termo “toxina” e começar a usar “pó maléfico de pirlimpimpim”. 

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Autor Felipe Sérvulo

Graduado em Física pela UEPB. Mestrando em Cosmologia, gravitação e física das partículas pela UFCG. Possui experiência na área de divulgação científica com ênfase em astronomia, astrofísica, astrobiologia, cosmologia, biologia evolutiva e história da ciência. Possui experiência na área de docência informática, física, química e matemática, com ênfase em desenvolvimento de websites e design gráfico e experiência na área de artes, com ênfase em pinturas e desenhos realistas. Fundador do Projeto Mistérios do Universo, colaborador, editor, tradutor e colaborador da Sociedade Científica e do Universo Racionalista. Membro da Associação Paraibana de Astronomia. Pai, nerd, geek, colecionador, aficionado pela arte, pela astronomia e pelo Universo. Curriculum Lattes: http://lattes.cnpq.br/8938378819014229
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