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Júpiter, o maior planeta do sistema solar, é um alvo científico importante para os astrônomos. Isso porque o planeta gigante gasoso tem uma influência enorme no cosmos; nos primeiros dias do sistema solar, Júpiter reuniu a maior parte da massa planetária e sua gravidade pode ter redirecionado asteroides e cometas que ameaçam a vida fora da Terra. Mas Júpiter é também um alvo fascinante para astrônomos amadores e o planeta tem influenciado na nossa cultura e história ao longo dos tempos. A nave espacial Juno da NASA se prepara para chegar a Júpiter em 4 de julho, depois de viajar mais de 1,7 bilhões de milhas (2,7 bilhões de quilômetros), os cientistas estão prestes a aprender muito mais sobre o gigante de gás. Mas, enquanto ela não chega, você poderá ver alguns dos mais estranhos fatos astrônomos já conhecidos sobre Júpiter.

Creditos: NASA, ESA, A. Simon (GSFC), M. Wong (UC Berkeley), and G. Orton (JPL-Caltech)

1 - A Grande Mancha Vermelha

A Grande Mancha Vermelha é uma tempestade enorme em Júpiter que tem estado ativa por pelo menos 400 anos, desde que telescópios começaram a apontar para o planeta. Mas, pelo menos desde a década de 1930, esta tempestade maciça tem vindo a diminuir. Em 2014, as imagens da tempestade feita pelo Telescópio Espacial Hubble mostraram que ela media 10.250 milhas (16.500 km) de diâmetro, ou cerca de metade do seu tamanho quando observada em 1800. A tempestade também parece estar encolhendo ainda mais rápido, uma vez que fica menor, o que tem deixado os astrônomos perplexos. "Uma possibilidade é que alguma atividade desconhecida na atmosfera do planeta pode ter drenando energia e enfraquecido a tempestade, fazendo-a encolher," disseram os funcionários Hubble em uma declaração de 2014.

2 - Júpiter pode lançar sombras sobre a Terra

Alguns objetos são tão brilhante no céu que eles podem lançar sombras no chão na Terra. O Sol e a lua são os exemplos mais óbvios, mas sob céus muito escuros, tem havido relatos confiáveis ​​que Vênus também pode lançar sombras sobre a Terra. Júpiter, no entanto, não é tão brilhante no céu noturno quanto Vênus. O astrônomo Phil Plait, criador do blog "Bad Astronomy", escreveu em 2011 que Júpiter pode lançar sombras sobre a Terra, mas isto não foram comprovado até aquele ano. As evidências vieram de um astrônomo amador canadense de 14 anos de idade, Laurent V. Joli-Coeur. O adolescente criou uma espécie de "Jupiterdial" (um tipo de relógio de sol) com uma haste para lançar uma sombra. Ele apontou a sonda para Júpiter e conseguiu capturar uma sombra, mesmo depois de rodar a engenhoca um pouco. Joli-Coeur também afastou o equipamento para longe de Júpiter e não viu nenhuma sombra, provando que o próprio planeta tinha criado as manchas escuras.


3 - Júpiter é um estilingue de naves espaciais

Terráqueos são realmente sortudos de ter Júpiter no sistema solar exterior. O planeta fornece um método prático para que uma nave espacial possa pegar um pouco de velocidade em suas viagens mais profundas no sistema solar. Talvez os exemplos mais famosos são as duas espaçonaves Voyager nos anos 1970. Voyager 1 usou Jupiter para mudar sua direção e voar alto acima do plano da eclíptica do sistema solar, enquanto a Voyager 2 balançou pelo planeta gigante e continuou até  Saturno, Urano e Netuno durante o um alinhamento raro dos planetas que ocorre uma vez a cada uma vida. Voyager 1 saiu do sistema solar em 2013, a primeira nave espacial a fazer essa proeza. Outros voos rasantes de Júpiter proeminentes incluem a sonda Pioneer 10 e 11 no início de 1970 (as nave pararam de transmitir para a Terra, mas ainda estão voando para fora do sistema solar), a Cassini -Huygens, sonda a caminho de Saturno, e a sonda New Horizons, a caminho de Plutão.

 E.L. Trouvelot, New York Public Library

4 - Se você está feliz, dê graças a Júpiter

A palavra "jovial", que significa "feliz" ou "alegre", tem as suas raízes em um nome alternativo para Jupiter ", Jove." "Jovial" é uma palavra final do século 16 - que originalmente vem da palavra latina "jovialis", que significa "de Júpiter." Nos tempos antigos, muitas civilizações acreditavam que os deuses governavam os destinos das pessoas e também os movimentos dos planetas no céu, de modo que essas civilizações chamavam os planetas visíveis a olho visível com nome de deuses. Como Júpiter era grande, brilhante e mudava de forma relativamente lento, algumas culturas nomearam o planeta com o nome do chefe de seus deuses (como Zeus na Grécia, rebatizado como Júpiter pelos romanos). A cultura germânica chamava o gigante gasoso de "Thor", o deus de trovões e relâmpagos. A palavra Thor é a raiz da palavra "Quinta-feira" (ou "dia de Thor", Thursday, em inglês), ou seja, Júpiter, também está ligado a um dos dias da semana. Na verdade, todos os planetas de olho visível, assim como o sol e a lua, são representados nos dias da semana. Falaremos sobre isso mais detalhadamente em outro artigo.

 Trustees of the British Museum/Mathieu Ossendrijver

5 - Os antigos babilônios usavam matemática avançada para acompanhar Júpiter

A Babilônia era outra cultura antiga fascinada por Júpiter. No início de 2016, o historiador de ciência Mathieu Ossendrij analisou ​​uma tábua babilônica criado entre 350 a.C. e 50 a.C., da coleção do Museu Britânico em Londres. Ossendrijver sugeriu que esta cultura usou uma forma rudimentar de cálculo integral para rastrear o caminho de Júpiter no céu. De acordo com sua análise, a tábua tem parcelas de velocidade de diminuição aparente de Júpiter entre o momento aparece do planeta pela primeira vez no horizonte de 60 dias mais tarde e 120 dias depois. Este foi um uso abstrato da geometria que não foi usado pelos gregos antigos ou outras culturas que acompanharam o céu nos tempos antigos, diz o estudo.


6 - Júpiter, por vezes, se move para trás no céu

A Terra é um dos planetas mais interiores do sistema solar. Isto significa que de vez em quando, a órbita deste planeta alcança mundos que estão viajando mais longe do Sol. Marte é o exemplo mais espetacular. Mesmo os antigos podiam ver claramente o planeta vermelho se movendo para trás no céu brevemente durante cada ciclo orbital, o chamado "movimento retrógrado dos planetas". Mas,  a maior parte dos antigos não conseguia descobrir por que (a maioria das culturas colocavam a Terra no centro do universo para resolver o problema), mas que foi explicado quando os modelos do sistema solar foram ajustados colocando o Sol no centro em vez disso. Acontece que Júpiter também exibe o assim chamado movimento retrógrado, pois ele também orbita mais longe do que a Terra. A cada ano na Terra, há um período durante o qual Júpiter se move para o oeste no céu por cerca de 10 graus, enquanto a Terra "captura" sua órbita e, em seguida, navega por ela.

7 - Luas de Júpiter ajudaram os cientistas a mostrarem a velocidade da luz

A humanidade tem conhecido apenas por alguns séculos que a velocidade da luz é finita. É também uma coisa muito difícil de medir, porque é muito rápida. Existem algumas maneiras pelas quais a velocidade da luz pode ser medida, e um delas envolve o planeta Júpiter. Em 1600, o astrônomo dinamarquês Ole Roemer ajudou a resolver um problema que tinham deixado os astrônomos intrigados. Os cientistas tinham notado que as tabelas de eclipses das luas de Júpiter eram sempre 16 minutos e 40 segundos tardias quando Júpiter estava no lado oposto do Sol. Em 1675, Roemer disse que isso é por causa da velocidade da luz e mediu corretamente a velocidade como sendo mais de 186.000 milhas por segundo (300.000 km por segundo).

Traduzido e adaptado de LiveScience

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Autor Felipe Sérvulo

Graduado em Física pela UEPB. Mestrando em Cosmologia, gravitação e física das partículas pela UFCG. Possui experiência na área de divulgação científica com ênfase em astronomia, astrofísica, astrobiologia, cosmologia, biologia evolutiva e história da ciência. Possui experiência na área de docência informática, física, química e matemática, com ênfase em desenvolvimento de websites e design gráfico e experiência na área de artes, com ênfase em pinturas e desenhos realistas. Fundador do Projeto Mistérios do Universo, colaborador, editor, tradutor e colaborador da Sociedade Científica e do Universo Racionalista. Membro da Associação Paraibana de Astronomia. Pai, nerd, geek, colecionador, aficionado pela arte, pela astronomia e pelo Universo. Curriculum Lattes: http://lattes.cnpq.br/8938378819014229
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