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A sonda espacial Cassini da NASA se prepara para seu Gran Finalle em um mergulho intencional na atmosfera do planeta Saturno nesta sexta-feira, 15 de setembro. 


Cassini está terminando sua turnê de 13 anos do sistema de Saturno com um mergulho intencional no planeta para garantir que as luas de Saturno - em particular Enceladus, com o seu oceano subsuperficial e sinais de atividade hidrotermal - permaneçam intocadas para explorações futura. Se caso a sonda se chocasse com algumas destas luas, haveria um risco de contaminação de micróbios da Terra (que são quase impossíveis de erradicar antes do voo de uma nave espacial). Estes micróbios poderiam invadir um ambiente habitável e matar quaisquer formas de vida nativas, semelhante às espécies invasoras na Terra.











Esta imagem não processada de Titã foi feita pela nave espacial Cassini da NASA durante a última viagem distante da missão em 11 de setembro de 2017.

O mergulho fatal da sonda é o Gran Finalle de 22 mergulhos semanais, que começaram no final de abril, no espaço entre Saturno e seus anéis. Nenhuma nave espacial jamais se aventurou tão próximo do planeta antes.

Cálculos finais da missão prevêem a perda de contato com a sonda Cassini no dia 15 de setembro às 07:55 EDT (8:55 da manhã, horário de Brasília). Cassini vai entrar na atmosfera de Saturno aproximadamente um minuto antes, a uma altitude de cerca de 1.190 milhas (1.915 km) acima do topo das nuvens do planeta (a altitude onde a pressão do ar é de 1 bar, equivalente ao nível do mar na Terra). Durante seu mergulho na atmosfera, a velocidade da nave espacial será de aproximadamente 70.000 milhas (113.000 km) por hora. O mergulho final acontecerá no lado diurno de Saturno, perto do meio-dia local, com a nave espacial entrando na atmosfera em torno de 10 graus de latitude norte.

Quando a Cassini começar a encontrar a atmosfera de Saturno, os propulsores de controle de atitude da sonda começarão a disparar rajadas curtas para trabalhar contra o gás fino e manter a antena de alto ganho em forma de pires da Cassini apontada para a Terra para transmitir preciosos dados finais da missão. A medida que a atmosfera ficar mais densa, os propulsores serão forçados até sua capacidade máxima de 10 para 100 por cento no intervalo de cerca de um minuto. Uma vez que eles estiverem em plena capacidade, os propulsores não poderão fazer mais nada para manter a Cassini estável, e a nave espacial começará a cair.











O caminho da Cassini para a atmosfera superior de Saturno, com marcações a cada 10 segundos. Credits: NASA/JPL-Caltech

Quando os pontos da antena estiverem apenas a algumas frações de um grau de distância da Terra, a comunicação será cortada permanentemente. A altitude prevista para perda de sinal é de aproximadamente 930 milhas (1.500 quilômetros) acima do topo das nuvens de Saturno. A partir desse ponto, a sonda vai começar a queimar-se como um meteoro. Dentro de cerca de 30 segundos após perda de sinal, a sonda começará a se desfazer; dentro de um par de minutos, todos os restos da nave espacial serão completamente consumidos na atmosfera de Saturno.

Devido ao tempo de viagem dos sinais de rádio de Saturno, só saberemos que a nave se destruiu 83 minutos depois. Isto significa que, embora a sonda comece a cair e fique sem comunicação a partir de 7:31am em Saturno, a confirmação do sinal do evento não será recebido 83 minutos mais tarde.

"O sinal final da espaçonave será como um eco. Ele irá irradiar através do sistema solar por quase uma hora e meia depois de Cassini ter se destruído", disse Earl Maize, gerente de projeto da Cassini no Jet Propulsion Laboratory da NASA (JPL) em Pasadena, Califórnia. "Mesmo que nós soubermos que a Cassini já encontrou seu destino final em Saturno, a sua missão não está verdadeiramente concluída para nós na Terra, enquanto nós ainda estivermos recebendo o sinal."

Assista as transmissões ao vivo abaixo:

Mensageiro Sideral:
NASA Live Stream As últimas transmissões da Cassini serão recebidas por antenas no complexo Deep Space Network da NASA, em Canberra, Austrália.


A Cassini fará suas últimas observações científicas inovadoras de Saturno, usando oito dos seus 12 instrumentos científicos. Todos os instrumentos sondarão a magnetosfera, além do sistema de rádio cujos espectrômetros de infravermelho e ultravioleta irão recolher dados durante o mergulho final.

[NASA]

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Autor Felipe Sérvulo

Graduado em Física pela UEPB. Mestrando em Cosmologia, gravitação e física das partículas pela UFCG. Possui experiência na área de divulgação científica com ênfase em astronomia, astrofísica, astrobiologia, cosmologia, biologia evolutiva e história da ciência. Possui experiência na área de docência informática, física, química e matemática, com ênfase em desenvolvimento de websites e design gráfico e experiência na área de artes, com ênfase em pinturas e desenhos realistas. Fundador do Projeto Mistérios do Universo, colaborador, editor, tradutor e colaborador da Sociedade Científica e do Universo Racionalista. Membro da Associação Paraibana de Astronomia. Pai, nerd, geek, colecionador, aficionado pela arte, pela astronomia e pelo Universo. Curriculum Lattes: http://lattes.cnpq.br/8938378819014229
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