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A humanidade já pode comemorar! A primeira nave espacial não tripulada feita pelo homem chega ao planeta plutão depois de 9 anos e 6 meses e 5 bilhões de km depois.

A sonda do tamanho de um piano ficará a 7.800 milhas (12.500 km) do planeta anão, voando perto o suficiente de Plutão de modo que fique na mesma distância se ela estivesse perto da terra, sua câmera não iria apenas discernir a cidade de Nova York, mas também os lagos no Parque Central de Manhattan. 

Por coincidência cósmica, hoje também é o 50º aniversário do primeiro sobrevoo de Marte. Em 14 de julho de 1965, a sonda Mariner 4 da NASA iniciou a exploração do planeta vermelho e marcou o segundo mundo visitado em nossa busca contínua para visitar a influência do Sol.


Uma grande jornada: o histórico de nossos olhos no espaço

O primeiro sobrevoo  planetário com sucesso aconteceu três anos e meio depois da Mariner 4.

A Nave espacial Mariner 2 da NASA se tornou a primeira missão para enviar dados de volta de outro planeta a medida que ela voava por Vênus em 14 de dezembro de 1962. A sonda hexagonal, com seu mastro em forma de pirâmide, asas gêmeas retangulares, painel solar e antena de prato grande, foi para dentro de 22.000 milhas (35.000 km) do 'rochoso' segundo planeta solar.

Mariner 2 fez uma série de descobertas sobre nosso planeta irmão, incluindo a lenta rotação retrógrada de Vênus, suas temperaturas das superfícies quentes e a extensão de sua cobertura de nuvens constante.

Fora a Mariner, 30 outras sondas chegaram a Vênus, e mais da metade fizeram o seu trabalho (em oposição a orbitando ou pousando) — algumas conseguiram retornar dados e outras estavam só a caminho para outro planeta. Dentre essas missões também foi feito o primeiro sobrevoo de Mercúrio.

Doze anos depois da Mariner 2 e apenas um mês após sua própria passagem de Vênus, Mariner 10 chegou ao planeta mais interno em 29 de março de 1974. Apesar de problemas mecânicos no seu caminho para fora da Terra, a nave de oito lados revelou o campo magnético de Mercúrio e seu núcleo metálico durante seus três sobrevoos no planeta.

Ao contrário de Vênus, mercúrio só foi visitado por uma outra sonda até à data, a Messenger da NASA, que primeiramente voou pelo planeta três vezes em 2008 e 2009, para então entrar em órbita em 2011.

Mariner 4 Mars Probe
Imagem da Mariner 4. Crédito: NASA através de Roger Launius


A Mariner 4 passou por Marte e retornou as primeiras fotos de perto do planeta vermelho, revelando uma superfície de crateras.

Além do cinturão de asteroides — onde a nave espacial Dawn da NASA está agora em órbita sobre o planeta anão Ceres— a primeira visita ao maior planeta do nosso sistema solar, Júpiter, aconteceu apenas um mês depois que a Mariner 10 saiu da Terra.

Como emissário robótico da NASA, a Pioneer 10 sobrevoou o gigante gasoso em 4 de dezembro de 1973, ficando a 81.000 milhas (130.000 km) do enorme planeta. A nave espacial hexagonal com sua antena parabólica estudou Júpiter e algumas das suas muitas luas e tirou medidas da magnetosfera, cinturões de radiação, atmosfera e interior.

Mais sete sondas voaram para Júpiter desde a Pioneer 10 (Juno, está a caminho para a chegada em julho de 2016) — seis delas sobrevoaram o planeta. A mais recente foi New Horizons, que acelerou pelo planeta a 47.000 mph (76.000 km/h) em 28 de fevereiro de 2007. A sonda voou 1,4 milhões de milhas (2,3 milhões km) por Júpiter para pegar carona de gravidade de Júpiter e  continuar sua jornada para Plutão.

A segunda missão a voar por Júpiter também foi a primeiro a visitar Saturno.
Pioneer 11 passou pelo senhor dos anéis a uma distância de 13.000 milhas (21.000 km) em 1 de setembro de 1979. A espaçonave descobriu um novo anel ("F") e uma lua nova (Epimeteus) circulando Saturno e gravou a temperatura global.

Sobrevoo distante 

Antes de Plutão, o primeiros sobrevoos aos  planetas nos confins de nosso sistema solar foram realizados duas vezes pela sonda Voyager 2 da NASA.

Depois de se deparar com Júpiter e Saturno em 1979 e 1981, respectivamente, a Voyager 2 voou por Urano em 24 de janeiro de 1986. Ela chegou a 50.600 milhas (81.500 km) no topo das nuvens do planeta. Enviando de volta milhares de imagens, a sonda interplanetária descobriu 10 luas inéditas e novos anéis e também encontrou um incomum campo magnético de Urano, o produto de orientação para os lados do planeta.

A Voyager 2 continuou em seguida  passando por Netuno em 25 de agosto de 1989. Fazendo sua maior aproximação a qualquer um dos quatro planetas que visitou, a nave veio a 25.000 milhas (40.000 km) do mundo azul. A Voyager 2 revelou a "grande mancha escura" (que desde então desapareceu) e observoua lua Tritão de Netuno.

Quando a Mariner, Pionner e Voyager fizeram seu primeiro sobrevoo de seus respectivos mundos, Plutão ainda era considerado o último planeta ainda não explorado. Agora reclassificado um planeta anão, Plutão permaneceu— pelos menos até ontem— como a nossa última fronteira a ser visitada.


Composição das fotos tiradas durante os dias que antecederam a chegada da New Horizons.

Dados de Plutão

Satélites: 5 (Caronte, Nix, Hydra, Cérbero e Estige).
Afélio: 49,30503287 UA (7,37 bilhões de km)
Periélio: 49,30503287 UA  (4,4 bilhões de km)
Diâmetro médio: 2306 km
Massa: (1,305 ± 0,007) × 10²² kg
Volume: 6,39 × 10^9 km³
Gravidade equatorial: 0,658 m/s²
Temperatura média: -229 ºC |  -240 ºC min | -218 ºC max

(Esses dados poderão ser atualizados a medida que a sonda estiver estudando o planeta anão)
Earth comparison with Pluto and Charon
Este gráfico apresenta uma visão de Plutão e Caronte como apareceriam se colocados um pouco acima da superfície da Terra e vistos de uma grande distância. Medições recentes obtidas pela New Horizons indicam que Plutão tem um diâmetro de 2370 km, 18,5% o tamanho da Terra, enquanto Caronte tem um diâmetro de 1208 km, 9,5% o tamanho da Terra. Créditos: NASA

O céu não é o limite

Com a chegada a Plutão hoje e com as sondas Voyager que ainda vão explorar o espaço além do Sistema Solar por 10 anos, não há dúvidas que a humanidade está entrando em uma era de muitas descobertas e inovações tecnológicas que irão abrir as cortinas dos mistérios desse Universo que nos cerca. 

[ATUALIZAÇÃO]

Antes da chegada à Plutão, Os cientistas divulgaram a última olhadinha em Plutão feita pela New Horizons hoje a 766,000 km (476,000 milhas), cerca de 16 horas antes da maior aproximação.

Photo credit: NASA/JHUAPL/SWRI
Crédito: NASA/JHUAPL/SWRI

Mais informações aqui

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Autor Felipe Sérvulo

Graduado em Física pela UEPB. Mestrando em Cosmologia, gravitação e física das partículas pela UFCG. Possui experiência na área de divulgação científica com ênfase em astronomia, astrofísica, astrobiologia, cosmologia, biologia evolutiva e história da ciência. Possui experiência na área de docência informática, física, química e matemática, com ênfase em desenvolvimento de websites e design gráfico e experiência na área de artes, com ênfase em pinturas e desenhos realistas. Fundador do Projeto Mistérios do Universo, colaborador, editor, tradutor e colaborador da Sociedade Científica e do Universo Racionalista. Membro da Associação Paraibana de Astronomia. Pai, nerd, geek, colecionador, aficionado pela arte, pela astronomia e pelo Universo. Curriculum Lattes: http://lattes.cnpq.br/8938378819014229
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