Select Menu

_______________
» » » » » » Repensando o pensamento crítico com a ajuda de Carl Sagan
«
Proxima
Postagem mais recente
»
Anterior
Postagem mais antiga




Quando mais da metade dos estudantes acreditam que uma lua cheia leva as pessoas a se comportarem estranhamente, quando dois terços deles acreditam que o Pé Grande existe, e quando os alunos de todas as idades têm uma incapacidade "desanimadora" para distinguir as notícias falsas das verdadeiras, é óbvio que a educação cética e o pensamento crítico estão falhando. Os estudantes estão sendo enviados para fora para enfrentar um mundo moderno repleto de desinformação, sem as habilidades necessárias para separar o fato da ficção.


Rodney Schmaltz, um professor associado de psicologia na Universidade de MacEwen, cuja pesquisa se concentra em pensamento pseudocientífico, acredita que parte da culpa por esse estado lastimável repousa sobre uma falta de foco. "O pensamento crítico" tornou-se um termo nebuloso com pouca influência sobre as lições do dia-a-dia. Entre tomar notas, memorizar fatos, e preencher círculos em testes de múltipla escolha, os estudantes podem conseguir as ferramentas mentais necessárias para examinar informações. Mas esta suposição é puro pensamento mágico. A educação em massa industrializada moderna não incentiva o pensamento cético. Em vez disso, tal pensamento precisa ser expressamente ensinado e claramente definido.


Em um artigo de opinião publicado no jornal Frontiers in Psychology, Schmaltz sugere colocar menos ênfase no "pensamento crítico" e mais em ensinar os alunos a "pensar como cientistas". Um excelente lugar para começar é com o Kit de detecção de mentiras de Carl Sagan. 


Descrito em detalhes na "Bíblia" de ceticismo do Carl Sagan, O Mundo Assombrado pelos Demônios, o kit tem nove facetas chave, incluindo a confirmação independente dos fatos, o incentivo do debate substantivo por especialistas, a quantificação de dados, e o abraço de várias hipóteses. 

Schmaltz defende que os educadores do ensino médio devem usar o kit de ferramentas como um guia para projetar e implementar cursos exclusivamente focados em ensinar o pensamento crítico. Tais abordagens iriam proporcionar inúmeras oportunidades para discussão e expor os alunos aos problemas autênticos obrigando-os a sabujar suas respostas. Ao invés de servir como uma figura de autoridade que passa conhecimentos e fatos, o professor, ao invés disso, iria agir como um mentor ou guia. Os alunos seriam avaliados por quão bem eles fornecessem evidências ou utilizariam a lógica para apoiar ou refutar julgamentos, escolhas, reivindicações ou afirmações. 



"Quando os alunos são abordados com as ideias centrais de como detectar mentiras e com exemplos de como a detecção de mentiras relaciona-se com o mundo real... eles serão mais capazes de navegar através dos oceanos de informações disponíveis e escolher o caminho certo", escreve Schmaltz. 


Como Carl Sagan disse famosamente: "A ciência é muito mais do que um corpo de fatos, a ciência é 'uma forma de pensar'. E deve ser ensinada como tal." 

Traduzido e adaptado de RealClear Science

. . . ......................

Autor Felipe Sérvulo

Graduado em Física pela UEPB. Mestrando em Cosmologia, gravitação e física das partículas pela UFCG. Possui experiência na área de divulgação científica com ênfase em astronomia, astrofísica, astrobiologia, cosmologia, biologia evolutiva e história da ciência. Possui experiência na área de docência informática, física, química e matemática, com ênfase em desenvolvimento de websites e design gráfico e experiência na área de artes, com ênfase em pinturas e desenhos realistas. Fundador do Projeto Mistérios do Universo, colaborador, editor, tradutor e colaborador da Sociedade Científica e do Universo Racionalista. Membro da Associação Paraibana de Astronomia. Pai, nerd, geek, colecionador, aficionado pela arte, pela astronomia e pelo Universo. Curriculum Lattes: http://lattes.cnpq.br/8938378819014229
«
Proxima
Postagem mais recente
»
Anterior
Postagem mais antiga
Comentários
0 Comentários

Newsletter